8/29/2012

Onde está o teu irmão?

Onde está o teu irmão?

Texto: Gênesis 4.9

- Caim é o primeiro ser humano nascido com a semente do pecado. Não é de se admirar que sua história esteja repleta de exemplos de caminhos futuros que seriam seguidos pela humanidade.
- Primogênito de Adão e Eva (Gn 4.1), agricultor (Gn 4.2), irmão de Abel, em um tempo remoto trouxe Caim uma oferta frugal ao Senhor (Gn 4.3), enquanto seu irmão trouxe um dos seus animais do rebanho (Gn 4.4) pela fé (Hb 11.3). Deus aceitou a oferta de Abel, mas não aceitou a oferta de Caim (Gn 4.5). A oferta está ligada indissociavelmente à vida do ofertante. As obras de Caim eram más (1Jo 3.12). Seu caminho irracional (Jd 11).
- Caim fica furioso e seu semblante transtornado (Gn 4.6). Deus ensina a Caim o caminho do arrependimento: tenha fé (Hb 11.3) e faça o bem (Gn 4.7). A oferta está ligada ao coração do ofertante. O bom sacrifício são as obras de bem que evidenciam o coração do adorador (Hb 13.16).

- O ensino bíblico não é apenas de deixar de fazer o mal, mas de fazer o bem (Rm 12.21). É deixar de fazer uma prática ruim e inserir um bom hábito. Isto deve ser feito, pois “o pecado ameaça à porta” (Gn 4.7).

- Segundo intérpretes, a figura proposta pela composição hebraica é a de um demônio agachado ao lado de fora da porta de uma casa. O pecado deseja dominar, mas deve ser dominado.
- Astuciosamente Caim vai com seu irmão ao campo e comete um homicídio doloso. O primeiro fratricídio da história (Gn 4.8): a humanidade caída começa a construir sua história de pecado.
- Deus vem a Caim e requer contas de seu irmão (Gn 4.9). Sarcasticamente, Caim responde-lhe que não é responsável por ele. O pecador chafurda-se cada vez mais no pecado: homicídio, sarcasmo e hipocrisia. Deus dá-lhe sua sentença: maldito será. A ligação do homem com a terra é evidenciada quando Deus diz que a terra recebeu o sangue de Abel e está clamando (Gn 4.10-11). A maldição agora está sobre Caim e por isso a terra será fraca e Caim se tornará nômade (Gn 4.12).
- A culpa e o medo, característicos do pecado são evidenciados em Caim: “Não posso suportar. Serei morto por outros” (Gn 4.13-14). Deus marca Caim para que não o matem (Gn 4.15) e Caim muda-se para uma terra mais adiante (Gn 4.16).
- O coração e espírito de Caim evidenciam-se na modernidade:individualista: não me interessa o próximo; hedonista: matarei meu irmão para ser feliz; irracionalista: não me importa a razão, importa ser o primeiro. Caim poderia fazer parte do Ultraje ao Rigor com sua ideologia pós-moderna: Eu me amo, não posso mais viver sem mim. Segundo Amorese, com o individualismo marcante da pós-modernidade, o indivíduo cria uma ilusão de independência com egoísmo e insensibilidade. Com esta ideologia presente na igreja, há o enfraquecimento da mentalidade de servo. Não há mais a perspectiva de que a igreja tenha qualquer autoridade sobre a minha vida ou que eu tenha qualquer responsabilidade em relação a ela.

- Segundo Sayão, “A insatisfação é filha do individualismo egocêntrico”.
- Deus nos convida a um pitstop na caminhada para refletirmos sobre o espírito que tem prevalecido em nosso entendimento. Esta reflexão parte da pergunta que Ele nos faz hoje: “Onde está o teu irmão”? Este irmão não se refere apenas aquele que começou a corrida, mas parou, mas também aquele que ainda está na corrida, porém só Deus sabe como ele está na corrida. Refere-se também àquele que está na corrida, mas esqueceu-se do porquê está na corrida. Corremos para chegar lá, mas e se quando chegarmos lá, lá não for onde desejávamos?

A reflexão na pergunta “onde está o teu irmão” trazia alguns convites a Caim, que são os mesmos convites de Deus a você e eu neste dia.

I. “Onde está o teu irmão” é um convite à reflexão sobre à localidade: “Onde está”.

- Onde ele está é o lugar onde ele deveria estar ou há outro onde no qual ele deva estar? Você está onde você foi chamado para estar ou está procrastinando, desvirtuando ou apressando-se para estar onde deveria estar. Foi a pergunta que Deus fez a Adão após o pecado “Onde estás” (Gn 3.9): o que você fez Adão?
- Fazemos vistas grossas à maioria dos pecados, mas elegemos como imperdoável o pecado do adultério, riscando do livro da vida àqueles que cometem tal pecado.
- Onde está? O espírito de Caim diz: não tenho responsabilidade de saber onde ele está. O espírito de José diz: “Procuro meus irmãos” (Gn 37.16). Procure os irmãos que aqui não estão, mas também procure os irmãos que aqui estão, mas não estão onde era para estarem: no centro de sua vocação. Estão deixando passar o tempo. Estão vendo a banda passar esperando algo mais sobrenatural, enquanto Deus lhes tem falado tanto no natural.
- Sophia Muller disse: “Nunca tive um chamado, mas vi uma necessidade e atendi”.

- Um antigo pai da Igreja disse que“A Igreja é o único exército que deixa os feridos pelo caminho”.

- Tudo tem seu tempo (Ec 3.1). Quando algo é realizado no tempo, é formoso (Ec 3.11). Porém, quando não é realizado no seu tempo, torna-se ridículo: uma senhora querendo passar-se por mocinha; um adulto mimado como criança; um meia-idade que quer levar a vida à revelia sem nunca ter trabalhado. Todos nós conhecemos a versão do pica-pau sobre a Fábula de Esopo da Formiga e as cigarras: “Durante o inverno, as formigas trabalhavam para secar o grão úmido, quando uma cigarra, faminta, lhes pediu algo para comer. As formigas lhe perguntaram: Por que, no verão, não reservastes também o teu alimento? E a cigarra respondeu: Não tinha tempo, pois cantava, alegrando o mundo com a minha melodia. E as formigas, rindo, disseram: Pois bem, se cantavas no verão, dana agora no inverno. Moral: Descuidar de certos trabalhos pode trazer tristeza e faltas”.

II. “Onde está o teu irmão” é um convite à responsabilidade: ele é teu. O irmão não é irmão de Deus.

- De Deus ele é Filho e Deus sabe onde ele está. O irmão dele sou eu. A síndrome da projeção da culpa comum à natureza humana pecaminosa é herdada e aprendida tão rapidamente de Adão por Caim. Na ocasião da Queda Adão responsabiliza Eva (Gn 3.11-12), que responsabiliza a serpente (Gn 3.13).

- De forma indireta estavam colocando a culpa em Deus, pois Ele criara a serpente: “Senhor, se não criasses a serpente...” Caim tenta eximir-se da responsabilidade: “Eu sou responsável pelo meu próximo”? Sim, Caim, você é.
- Deus nos chamou para a vida em comunidade. O solitário está contra a vontade de Deus. O que vive isolado ou acha que é bom demais, ou acha que é ruim demais. Ele está se levantando contra quem Deus diz que ele é (Pv 18.1). Segundo Paul Tournier, “Há duas coisas as quais são impossíveis de se fazer sozinho: casar e ser cristão”.
- Pensamos tanto em nós que esquecemos quando o irmão está na pior e queremos cobrar de um, de outro, ou da igreja a visita de alguém em casa quando há falecimento ou quando o casamento acaba. Espera-se ficar na pior para, então, querer entrar em contato com o amigo. Se você quer um amigo, seja um. Se você não tem um amigo, é porque você não é amigo. Não fique parado na pior, querendo que tenham pena de você: aja.

- Segundo Madre Teresa de Calcutá:“Não queira que os outros tenham pena de você, mas respeito”.
- Não espere o outro ligar, ligue. Faça uma visita. Dê sinal de vida. Marque um café na sua casa e chame os amigos. Pague um baratíssimo para ele, uma esfiha do Habib’s, um podrão, mas faça alguma coisa. Segundo Benjamin Franklin: “O homem de muitas ações comete muitos enganos, mas o maior erro é não fazer nada”.

III. “Onde está o teu irmão” é um convite à fraternidade: irmão. Caim, ele é teu irmão.

- Irmão briga com irmão, mas deixa outro brigar com o irmão para ver o que acontece. Irmão briga, mas resolve. Há algo mais forte que as discussões, que une os irmãos, são os laços do amor.
- Irmão usa roupa do outro, chinelo, camisa, não lava, não fala, mas depois se acerta. Irmão briga por brinquedo, mas daqui a pouco joga bola junto. Irmão sempre acha que o pai tem um que é mais preferido que o outro, mas quando amadurece entende que o amor não é maior nem é melhor, mas é diferente porque era necessário assim. Irmã se preocupa se a outra casou e era mais nova e, ela, mais velha, não casou. Como tudo tem seu tempo, já, já ela se casa. Irmão passa no concurso e se alegra, mas se o outro ainda não passou, ele o ajuda a encontrar o caminho. Irmão mais velho lavou fralda de pano e não reclamou porque o sorriso do irmão pagava tudo. Irmã mais velha fez mingau e ajudou a botar remédio de dor de ouvido de madrugada com o maior gosto. Irmão cuida de irmão porque ele é irmão.
- Ele não tem cargo. Ele não é conhecido. Não é seminarista. Não é membro novo. Ele é irmão. Não tem dinheiro. Não tem estudo. Às vezes até é chato à beça. Mas é irmão. Pegou no pé. Deu bola fora. Falou o que não era para falar. Está na pior, mas é irmão. Ele fala e você discorda. Já deu até briga. Ele olha para você meio torto. Mas é irmão.

- Onde está o teu irmão? Vá atrás dele. Aprenda a conviver em comunidade. Esta é a família de muitos irmãos, e Cristo é o primeiro dos irmãos (Rm 8.29).

- Faça como gostaria que fizessem com você. É a regra áurea (Mt 7.12). Ah! Aproveite para fazer o seguinte: veja se você também está sendo um bom irmão.

Conclusão:

- Caim sabia onde tinha deixado Abel.

- Caim sabia como o havia deixado. Deus também sabia, mas convidava

- Caim à pensar sobre a localidade, sobre a responsabilidade e à fraternidade.

- Caim foi reprovado no exame. Acima disso tudo, a conclusão é que o convite de Deus foi um convite ao arrependimento para que Caim, caindo em si, acha-se lugar de arrependimento diante do trono de Deus.

- O caminho escolhido por Caim foi a autocomiseração: “É peso demais para mim” (Gn 4.13). Está diante de nós o convite de Deus para pensarmos se o espírito em nosso coração será o de Caim: “nada tenho com meu irmão” ou de José: “vou procurar os meus irmãos”.

- O convite é de Deus. A decisão é nossa.

 

 



Pr. Henrique Araújo

Avalie sua Vida Pela sua Visão

Avalie sua Vida Pela sua Visão

Texto: II Reis 6:8-17

Introdução:

- A sua vida nunca será maior que a sua Visão. É a sua visão que desperta os seus potenciais adormecidos que transformam fatos surpreendentes em desafios.
- É a visão que galvaniza o seu potencial, levando-o a agir, apossa-se de você no ponto em que está e o impede para uma vida de bênção e significado para Deus.

1. Deus tem uma Visão Importante para Você.

a) Se a visão de Deus tomar conta de você, jamais voltará a ser o mesmo.
b) Não olhe para o que você é hoje, visualize a pessoa que Deus quer que você seja amanhã.
c) Tome posse da visão que Deus tem para você. Ex. Willian Booth recebeu a visão de Deus de ajudar os pobres e as crianças... para isso ele fundou o exército da salvação que esta até hoje em 91 países e 125 idiomas... milhões de pessoas tem sido abençoadas...
d) Peça a Deus que abra os seus olhos para ver o que Ele vê. (II Rs 6:17-18)
e) Abra os seus olhos e veja os recursos invisíveis, a proteção, as bênçãos e o futuro que Deus planejou...

2. Tenha uma Visão Completa de Deus (Is. 6:1-8)

a) Não meça a Deus pelos seus problemas ou circunstâncias presentes, meça seu presente em toda sua realidade por Deus.
b) Você precisa ver Deus em todo seu poder soberano, em todo seu perfeito conhecimento de seu hoje e amanhã.. Ex. George Muller foi guiado pelo Espírito a fazer da glória de Deus a primeira e única paixão de sua vida; a sua vida inteira foi dedicada a cumprir a visão de sustento dos órfãos e a pregação do evangelho...
c) Se Deus está ao seu lado quem poderá prejudica-lo? Quem pode destruir o plano d’Ele para você? (Rm 8:31; Ap 17:14 e 19:11-16)
d) Tenha uma visão completa de Deus. Ele é maior do que o seu universo....

e) Obtenha uma nova visão do amor de Deus por você...

3. Deus Tem uma Visão Especial para Você

a) Deus quer abrir seus olhos para ver oportunidades que jamais viu antes.
b) Tenha uma nova visão de como Deus pode tomar a sua vida hoje e tocar o mundo inteiro, mediante seu amor, oração, dedicação e fé. Ex. Bill Bright – fundou a Cruzada estudantil e profissional para Cristo com a visão de ganhar estudantes universitários para o Senhor em todo o mundo..... só o filme Jesus já foi traduzido para mais de duzentos idiomas e já foi visto por cerca de quatro bilhões de pessoas...
c) Ore para que Deus abra seus olhos para a visão que Ele tem para você...
d) Avalie sua vida pela visão de como você pode fazer cada dia, contar para Deus e para a eternidade.
e) Transforme sua visão em realidade, não desperdice os seus momentos, horas, dias e anos; não desperdice as grandes oportunidades.


Para viver a visão de Deus para sua vida é preciso:
1- Pensar sobrenaturalmente
2- Orar sobrenaturalmente
3- Planejar sobrenaturalmente
4- Esperar grandes coisas de Deus
5- Amar a Deus de todo o coração, de toda alma, de todo o entendimento e com toda as suas forças; e amar ao próximo (Mc. 12:30-31)
6- Entregar-se completamente a Deus.
7- Aceitar a vontade de Deus.

 

Fonte:http://www.pibmarilia.org.br/

O que Deus anda procurando

O que Deus anda procurando

Texto: Salmos 14:2 - 113.5,6

Introdução: Nestes salmos vemos que Deus está procurando alguma coisa muito importante. O que seria? Como em Lucas 15 sabemos que Deus procura ovelhas perdidas, moedas perdidas e filhos perdidos.
O que Deus procura em minha vida?

1. Adoradores: João 4.24

Pessoas dispostas a adorar a Deus em todo tempo e lugar não apenas aparentemente, mas em Espírito e em Verdade.

2. Trabalhadores: Mateus 9.37,38

Pessoas dispostas a trabalhar para Deus servindo em ministérios de sua igreja da forma que seja mais oportuna e humilde.

3. Oração: Mateus 6.6

Pessoas para viver uma vida santa em oração.

4. Fé: Lucas 18.8

A cada dia é mais difícil encontrar pessoas de fé porque a sociedade tem se tornado materialista e não consegue ter sensibilidade espiritual.

5. Intercessores: Ezequiel 22.30

A igreja precisa de pessoas para orar pelos outros, ungir com óleo, visitar os enfermos e estar cobrindo seu pastor de oração.

6. Dedicação: Eclesiastes9.10

A obra de Deus é feita com muito esmero e dedicação por isso é muito importante haver pessoas disponíveis e dispostas a trabalhar.

7. Frutos: Mateus 21.18,19

Além de ter dons é preciso ter frutos de vida digna do evangelho.

8. Ovelhas: Ezequiel 34.11

As ovelhas são dóceis e tratáveis, isso que o Senhor quis dizer ao procurar pessoas assim.

9. Perdão:  Atos 7.54-60

Assim como Jesus perdoou, ele quer olhar para nós e nos ver perdoando aqueles que nos ofendem.

10. Salvos: Apocalipse 20.15

A última procura que Deus fará será pelos nomes que estiverem nos livro da vida. Ele quer ver o seu nome ali.


Conclusão: Isaías 63.5
Quando Deus olha, mas não acha, Ele mesmo faz.
Contudo apesar de não precisar de nós, Ele quer nos usar para fazer sua obra.
Deus está procurando você!

 

Fonte:  http://basemissionariadeguaraquecaba.webnode.pt/

Foi buscar água e teve sua vida transformada

Foi buscar água e teve sua vida transformada

Texto: João 4:10

Introdução: Esta mensagem enfoca a conversão da mulher samaritana junto a uma fonte de águas, aquele que é a fonte da água da vida, nosso Senhor Jesus Cristo.

I. O encontro junto ao poço de Jericó

1. a mulher desconhecida.
- A Bíblia não registra o nome nem a genealogia da mulher samaritana. Diz, apenas, que ela era natural de Samaria, capital do antigo Reino do Norte.
- Tratava-se de uma mulher humilde, pois ela mesma cuidava dos seus afazeres domésticos, não tendo, certamente, quem os fizesse. Era, pois, uma mulher laboriosa. seu nome não aparece; não importa aqui descobrir seu nome, pois o mais importante para Deus são: os atos de fé na graça do Senhor.
- Pela vaidade do homem ele importa que seu nome seja aparecido, e isto nos vários lugares de comunicação.
2. A popularidade de Jesus.
- Os milagres operados por Jesus despertaram a atenção do povo e sua fama chegou ate aos fariseus. Estes, movidos mais pela inveja, procuravam encontrar Jesus. Entre os discípulos de João também houve discussão, porque Jesus batizava mais que o próprio João Batista. Então o senhor Jesus resolveu deixar a Judéia a ir outra vez para Galiléia. Ele não aceita e não concorda que haja inveja e contenda no seu trabalho. Por isso, (Jo. 4.3).
3. Jesus em Samaria.
- Samaria conforme foi dito era a antiga capital do Reino do Norte, fundada por Onri, rei de Israel (1 Rs.16.24).
- Foi por muito tempo um centro de idolatria (Jr.23.13;0s.7.1). Em 722 a.C., quando Sargon II,(Is.20:1) rei da Assíria, levou para o cativeiro as dez tribos do reino do Norte (2 Rs.17.5,6.23,24). Enviou para a cidade de Samaria os povos oriundos de outras terras e nações.
- Era uma mistura de babilônicos e gente de Ava, de Hamata e de Servavim (2 Rs.17.24). Foram esses povos que vieram para colonizar Samaria, resultando daí uma raça mista que provocou muitos conflitos com os judeus.

II. A samaritana e a fonte de Jacó

1. Jesus e as barreiras físicas.
- Jesus cansado do caminho sentou-se para descansar, porque sua humanidade experimentou as mesmas limitações físicas que todos os homens sentem e conhecem (Hb.4.15). Era quase a hora sexta (meio dia, segundo o calendário judaico), quando seus discípulos voltavam da cidade, para onde tinham ido comprar comidas.
2. Jesus pede água a samaritana.
As barreiras religiosas e sociais são um impedimento. Para a mulher samaritana.
Havia três barreiras para ela aproximar-se de Jesus:
a. A barreira racial: Jesus era judeu; e, ela samaritana;

b. a barreira material: Jesus não tinha para ela, os utensílios para tirar a água da vida. Para tirar água do poço era necessário, corda e um balde.
c. a barreira espacial: o poço era fundo. Mas para Jesus as barreiras são encurtadas.
- Jesus derruba as barreiras e diz para a mulher (v.10). Para tirar a água viva, que é a graça salvadora de Deus, não precisamos de balde e corda, precisamos sim de conhecer o dom de Deus que é a graça dEle.
- Não existe poço fundo para Jesus Cristo, as dificuldades são superadas. Jesus não perguntou qual a sua religião e sua família não perguntou se a mulher era idolatra, nem se era de boa ou má conduta. Mas ofereceu a mulher o que ela mais necessitava: a água viva. A mulher não conhecia: O dom de Deus, que Jesus é a fonte d’água viva. Para tirar água do poço de Jacó era necessário sim balde e corda, mas para tirarmos água da fonte da vida é necessário unicamente FÉ. Ele oferece gratuitamente. (Ap.22:17).
- Jesus é a inesgotável fonte de água da vida, onde, diariamente, todos os crentes, de todos os lugares podem beber e encher os seus cântaros, que simbolizam novos corações.

III. A conversão da mulher samaritana

1. a visão materialista da mulher.
- As palavras de Jesus despertaram o interesse material da mulher samaritana: (Jo.4:15).
- O propósito da mulher era não ir mais ao poço de Jacó tirar água. O poço de Sicar é uma figura do mundo. Quem beber desse poço voltará a ter sede.
- Existem muitos crentes que voltaram a beber em Sicar, por isso não tem uma vida consagrada a Deus.
- A mulher samaritana nunca mais voltou a beber água do velho poço de Jacó. Daquele dia em diante encontrou uma fonte melhor, Cristo a Fonte das Águas Vivas. (Ap.22.1)
2. a visão espiritual da mulher é despertada.
- Ela desejava saber onde e como adorar a Deus. Os samaritanos consideravam o monte Gerizim sagrado. Nele estava o templo samaritano. Por isso, a mulher argumentou com Jesus dizendo: (4:20) Jesus ensina-lhe que Deus não pode estar em lugar determinado por homens, e mostra-lhe que o pai é adorado em Espírito e Verdade. O único canal de comunicação com Deus é a FÉ.(Rm.8:26). Existem três tipos de adoradores (V.v.22,23).
1) 0s que adoram o que não sabem;
2) os que adoram o que sabem;
3) os que adoram em espírito e em verdade.

Foi ai que a samaritana compreendeu a verdadeira adoração, e como evidência de sua transformação “deixou o seu cântaro” e foi a cidade dizendo: “Vinde e vede...não é este o Cristo?”

Conclusão

- O cântaro abandonado é sinal de conversão e de que as coisas velhas já se passaram. Quem se converte a Cristo abandona os cântaros dos vícios, dos maus costumes da religiosidade e procura ter uma vida diferente, regida por normas de condutas distintas.
- Deixando ali o seu cântaro, deixando a velha natureza, encheu o seu novo cântaro com a Água da Vida, FÉ e sem perder tempo voltou à vida dando testemunho de Jesus aos seus patrícios “vinde e vede um homem que me disse tudo”. Só Jesus nos dará tudo que precisamos ouvir, saber e aprender.
- Jesus espera que façamos como fez a samaritana, encha-se com a Água da Vida, não perca tempo, seja uma testemunha de Jesus, Ele conta com você.

 

Fonte: http://basemissionariadeguaraquecaba.webnode.pt

Geração Calebe: crescendo sem limites

Geração Calebe: crescendo sem limites

Entrar em Canaã é ter a consciência de que, para atingirmos tal passo, devemos arrancar de nossas vidas todos os gigantes. Há muito tempo aguardávamos tão extraordinário dia em que tomaríamos posse da terra e, acima de tudo, saber o real significado de "entrar na terra prometida"!
Quem era Calebe? Calebe, cujo nome significa "homem de faro", foi um homem de coração temente e voltado a Deus (Nm. 13:30) e que sentia de longe as artimanhas do inimigo, porque tinha um coração contrito ao Deus da promessa. Ele tinha a percepção aguçada e era um homem de espírito diferente. Quando nós temos um espírito diferente, somos capazes de conquistar a terra, de passar pelos problemas sem que os problemas nos vençam, porque mais forte é o que está em nós do que o que está no mundo. Calebe era filho de Jefoné, e chefe de uma das famílias de Judá, de onde procedeu Jesus.
Igualmente, nós, somos uma família semelhante a Jesus. Não vivemos só, estamos juntos para conquistar a Terra Prometida. Calebe foi um dos 12 espias enviados por Moisés à Terra de Canaã, para examiná-la (Nm. 13:5, 17-25). Ele tinha um espírito esperançoso e vitorioso. Era um homem de espírito e alma livres, queria vencer todas as barreiras e batalhas a qualquer custo. Ele e Josué foram os únicos a voltar com as boas notícias acerca do país que iriam habitar. Moisés não entrou na terra, mas Calebe e Josué sim, porque deram um relatório fiel, encorajador diante dos homens. Ele disse que bastava aos israelitas obedecerem as ordens de Deus para darem continuidade à conquista.
No capítulo 14, verso 24, Deus lhe deu uma promessa de que receberia todo pedaço de terra que conquistasse, só porque deu um relatório encorajador ao povo, em contraste aos relatórios negativos dos outros 10 espias. Em Gênesis 23:2 vemos que Hebrom era chamada de Quiriate-Arba. Arba foi o maior homem entre os anaquins, que eram os gigantes que estavam na terra de Canaã e, nesta terra Sara foi sepultada.
Calebe e Josué perseveraram na fé, que era maior do que o temor, do que os gigantes que habitavam Canaã. Ele viu o quão difícil era entrar na terra, mas que iria conquistar através da perseverança e de um relatório fiel.
Com a idade de 85 anos, reivindicou essa promessa. Apesar da idade, ele ainda tinha a força de um jovem (Js. 14:6-15 e 15:4). Um homem não deixa de ser guerreiro quando envelhece, mas, quando perde seus sonhos, a sua visão. Não é por ser idoso que alguém não vai conquistar as batalhas, nem vencer a guerra. Se você deixar seus sonhos morrerem, jamais será um vencedor. Seja como Calebe, ousado e determinado. Idade não é empecilho. O Salmo 22:12-14 diz que o justo florescerá como a palmeira, e ainda na velhice dará o seu fruto.
Por esse testemunho, ele e toda a sua descendência tiveram Hebrom por possessão. Por isso, na nossa palavra, tudo tem que ser bem ponderado. Por causa de relatórios desencorajadores, de palavras negativas, perdemos muitas bênçãos que estão nas regiões celestiais.
Mas, vamos aprender com Calebe como entrar na terra de Canaã:

1. Calebe tinha fé e visão.

Em Números 14:7-9 vemos como ele era ousado. Ele proferiu para o povo que, se eles não fossem rebeldes contra o Senhor e não temessem, iriam destruir os gigantes como se come pão. Iriam rasgar os inimigos nos dentes.

2. Ele andava em obediência.

Por isso, atraiu a glória de Deus para si. Se você quer atrair essa glória, faça como Calebe: ande em obediência.

3. Não era só idealista.

Ele era sonhador, mas realista. Quem é só idealista apenas fica pensando em conquistar, em o que fazer, fica colocando obstáculos, ficam em dúvida, se algo vai dar certo, têm a mente passiva e nem sabem o que Deus quer para suas vidas. Os realistas sonham e conquistam.

4. Perseverou até o fim.

Quando temos obstinação por um sonho, não recuamos diante de nenhuma situação adversa. Pelo contrário, avançamos para vencer os desafios, ainda que sejam como gigantes encontrados na terra que Deus já nos deu. Não podemos ter relatórios incrédulos. Deus disse que daria a autoridade sobre as nações para quem perseverasse até o fim.

5. Calebe ouvia a voz de um líder que tinha intimidade com Deus (Nm 14:24).

Quando obedecemos a voz de um líder que caminha com Deus, conquistamos o fruto da terra. É o que tem acontecido conosco na Visão Celular, onde resgatamos princípios de Deus que estavam esquecidos.

6. Josué e Calebe tinham unidade.

Eles eram UM. Os outros dez espias, apesar de estarem com os dois, de terem saído no mesmo momento e investigado a mesma terra, eram incrédulos. Calebe os confrontou, dizendo que Deus iria lhes entregar Canaã, mas os 10 insistiram que era impossível.


O que é um gigante?
Os gigantes são deformidades na nossa alma. Quantas deformidades temos, que ainda não foram vencidas? Nós já conhecemos algumas e foram vencidas, mas o inimigo quer roubar a bênção de sermos tratados e curados na alma. Muitos, já adultos, ainda têm atitudes de adolescentes, de crianças, outros se sentem rejeitados. Mas, não há deformidade que Deus não possa consertar.
Não fique preso ao passado, lembrando dos relatórios daquele tempo. Muitos não conseguem desfrutar da libertação no presente, ainda estão com a mente e emoções acostumadas às prisões do passado.


Hoje, estamos vivendo um momento em que a Visão Celular trouxe para nós a excelência de Deus. Derrote o passado agora e caminhe em uma nova dimensão. Saia desse seu deserto. A Palavra de Deus diz que no deserto o povo só murmurava, apesar de Deus enviar provisões todo dia - o maná - e da roupa e calçado deles não envelhecerem durante 40 anos. Deus se indignou com o povo, e todos os que murmuraram foram mortos no deserto, tragados pela terra. Não seja um desses, não deixe que a terra trague você! Tenha um relatório de fé, firmeza, vigor, força e prove das benesses de Deus. Somos apanhados de surpresa quando falamos palavras vãs, torpes, negativas. Para chegarmos a Canaã, temos que passar pelo deserto, mas, isso não quer dizer que tenhamos que ficar 40 anos nele, nem morrer lá. Chegou o dia final, o basta de Deus para entrarmos em Canaã.

 

Ap. Renê Terra Nova

O futuro de um povo curado

O futuro de um povo curado

Vamos aprender a viver os princípios do Reino de Deus.

Deus está querendo nos dar uma oportunidade de ouro. Ele não nos salvou para qualquer coisa. Foi para algo que você nem sabe ainda o que é, mas é algo de excelência.
"E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra." (Mt 8:2-3)
Receber libertação e cura na Bíblia é o "basta" de Deus. Hoje é o "basta" de Deus na sua vida. Um homem disse para Jesus: "Senhor, se tu quiseres, podes limpar-me". Jesus disse: "Eu quero" (Mt. 8:2-3). A libertação e a cura precisam nos alcançar. Vivemos num concerto, numa aliança na qual algumas coisas já não cabem mais. É mais fácil conservar a enfermidade, do que preservar-se sarado. Porém, o projeto de Jesus é para nos manter sarados. Deus não veio para ficar alimentando as nossas feridas. Ele é o Senhor que sara. Não tem nenhuma referência bíblica de que Jesus veio para conservar as nossas enfermidades. Ele veio para nos manter curados.
Tem gente que vive melindrada, vive se imaginando com doenças e quando ouve uma ministração destas se ofende: "Hum, é comigo!". Pois é com você mesmo. Estamos em outro nível! Não é para se ofender, é para reconhecer que tem enfermidades e dizer que vai ser curado. É o tempo da nossa saúde. Chega de mazelas. Não há mais tempo de ficar alisando feridas. O livro de João nos diz: "Se, pois, o Filho do Homem vos libertar, verdadeiramente sereis livres". (Jo. 8:32-36)
Diga: "SIM, EU SOU LIVRE"! Não deixe ninguém, nem o diabo, lhe colocar suspeita sobre sua libertação, ainda que você esteja em uma fase, um processo. Não deixe que homem nenhum, nem líder de célula, líder de 12, ou o pastor mais ungido do mundo, coloque em dúvida a autenticidade da sua libertação. Tiago 1:21 diz: "despojando-vos de toda sorte de imundície e de todo vestígio do mal, recebendo com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para curar as vossas vidas". Você foi curado!
Em Romanos está escrito que somos filhos de Deus e, como filhos de Deus, não somos guiados de outra forma, a não ser pelo Espírito de Deus (Rm 8:14). Sem libertação e cura, as nossas conquistas são falsas, ou seja, da mesma forma que conquistamos, perdemos. Mas, com libertação e cura, até o que aparentemente não conquistamos já é nosso, porque no tempo de Deus virá formoso e perfeito e o Senhor nos entregará territórios novos.
Chegarão dias em que os que pregam, tocam, dançam, cantam, se não estiverem em linha com Deus, vão morrer no púlpito. Entramos na unção do levita para estabelecermos o juízo de Deus. A visão celular é uma visão santa. Você será o padrão de Deus para conquistar as nações. Chegou a hora de Deus mudar o relatório da Igreja. Não é possível que você passe a vida toda ouvindo o que você ouve, recebendo o que recebe e de vez em quando ainda receber uma "visitinha" do diabo. Chega! Se não, Deus pode lhe consagrar e lhe levar, porque você não ficará nesse planeta ocupando este espaço sem objetivo. Você não foi chamado por Deus para viver compartilhando com o diabo. Foi para compartilhar da glória de Deus.
A família tem que ser santa. Vamos parar com as brincadeiras de um dia estar bem em casa e no outro dia estar mal com a esposa, com o esposo, com os filhos. E aí vão pro encontro, mas parecem que não aprendem. Voltam pra casa e continuam no mesmo nível de vida mês após mês.

Vamos aprender a viver os princípios do Reino de Deus.

Deus está querendo nos dar uma oportunidade de ouro. Ele não nos salvou para qualquer coisa. Foi para algo que você nem sabe ainda o que é, mas é algo de excelência. Agora, se você continuar tomando chá com o diabo não vai dar certo. Que nível de interesse tem uma pessoa que durante um culto poderosamente ungido fica lá fora, olhando pra nada, outros comendo nada, outros na livraria olhando nada? Que responsabilidade de Reino tem essa vida? Onde está o caráter e a responsabilidade? Para que Deus lhe salvou?
Você nunca terá além do que a Bíblia promete, mas, também não receba menos do que Jesus lhe oferece. Não viva um milímetro a menos daquilo que Deus prometeu para você. Nós ainda não estamos vivendo a completude que Deus quer que a gente viva. Homens e mulheres de Deus, Deus quer lhes colocar numa medida de fé e quer que você aprenda que existem regras, chamadas na Bíblia de princípios, que precisamos cumprir para que possamos gestar intimidade com Ele.
Quem você quer ser nos próximos cinco anos? Pergunte aos seus líderes, às suas células, aos seus discípulos.
Infelizmente alguns crentes, nos próximos cinco anos, vão estar pior do que hoje, porque não souberam ousar. Em compensação, outros serão a bênção de um resultado de um projeto começado a partir deste estudo. Você será as sementes que plantou nesse tempo. Decida investir com Deus suas energias, o que você tem, o que você é.
Hoje é o "basta" de Deus para o que está errado na sua vida. Como você vai conseguir? Com esforço, com jejum. Se você pode passar três dias sem comer no físico, pode passar sua vida sem se alimentar da carne. Eu decidi ser um homem de Deus e Ele me aceitou. Vai ter guerra no início, mas depois tudo é normal, vai ser fácil, é só dizer não à tentação. Nem tentação mais será. Para viver na dimensão do Espírito no início é difícil. Há uma luta para limpar a mente daquilo que não agrada ao Senhor, para ter a mente santa, cheia da palavra de Deus, para passar o dia todo ligado no Trono. Mas, agindo assim, nos próximos cinco anos, e neste ano, quem será você?

 

Ap. Renê Terra Nova

Procurando a cobertura correta – Parte II

Procurando a cobertura correta – Parte II

“Ora, seguia-o certo jovem envolto em um lençol sobre o corpo nu; e o agarraram. Mas ele, largando o lençol, fugiu despido" (Mc 14:51-52).

Seguindo essa passagem bíblica, vimos na primeira parte deste ensino que ninguém gosta de andar desprotegido e todos nós precisamos de cobertura. Isso significa cuidado, proteção e gera uma identidade firmada, segura, sólida. Quando alguém sai da cobertura, perde a segurança, fica vulnerável e quando algum problema acontece, não há um intercessor para segurar as rédeas por ele. Vimos o primeiro item para que sigamos o líder de forma correta:

 

1 - Procurando a maneira adequada de caminhar com a multidão:

1.1) com um alvo claro, definido;

1.2) com uma roupa adequada e;

1.3) estando protegido por dentro e por fora, vestindo:

a) o coração, que significa a estrutura das nossas decisões interiores;
b) a alma, que fala da nossa estrutura emocional;
c) o espírito, que significa nos renovar no espírito da nossa mente e nos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade (Ef 4:23-24).

Nesta sequência, continuaremos a ver como devemos seguir o líder.

 

2. Sustentando nosso auto-conceito de quem somos em Cristo

Se você tiver esse conceito de quem é em Cristo, quem você é em Deus, não permitirá que ninguém toque em você. O conceito de que o Mestre já plantou em você a Sua doutrina e a Sua vida, não deixará que ninguém veja a sua nudez. A Bíblia deixou o texto de Marcos 14:51-52 para que não caíssemos em nenhuma cilada, para que o diabo não se aproveitasse de nós.

 

3. Não desprezando o manto da cobertura

Jesus estava sendo preso e aquele jovem deveria estar como alguém que tinha uma chamada ministerial, caminhando ao lado do seu líder, mas não foi encontrado assim; estava desprevenido e desprotegido, sem uma cobertura adequada para aquele momento. Quando deixamos de caminhar ao lado do nosso líder, perdemos o manto de proteção. Se você não respeitar a liderança daquele que ministra sobre você, perde o manto de proteção. Sustente o seu manto e não fique correndo de um lado para o outro, saindo de debaixo da cobertura, da autoridade, procurando outras coberturas, porque você vai ficar desnudo na multidão. E, quando alguém puxar o seu lençol, você vai ficar sem proteção alguma. Deus está dizendo hoje: Se você quiser ser respeitado quando for dar cobertura aos seus liderados respeite o líder que está lhe dando cobertura.
Respeite o seu líder seja qual for a geração, pois todos eles estão debaixo da cobertura dos Apóstolos. Há um manto só que nos cobre e nós não ficaremos desnudos na multidão. Respeitaremos aquele a quem foi delegada a autoridade. Peça a Deus para lhe ajudar a respeitar seu líder, para que, quando você for líder sobre outros, estes também lhe respeitem. Se você desprezar o manto de cobertura, será também desprezado pelos seus liderados.
Então, como você deve viver? Sob uma cobertura segura. A Bíblia mostra que, se alguém sair da cobertura, viverá fugindo. A Palavra diz que quando aquele jovem foi descoberto, ele saiu correndo. É isso que acontece quando alguém sai da cobertura: foge correndo do líder, e mente para não ser encontrado.

 

Como vive alguém que sai da cobertura?

1. Envergonhado
Alguém que está fugindo já perdeu a cobertura e no mundo espiritual está nu, envergonhado. Apocalipse 3:18 diz: "aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez".
Todos os que estão fugindo do seu líder estão sem cobertura espiritual e serão facilmente alvos, presas do inimigo. Correr desnudo no meio da multidão é um sinal de que não há roupa adequada para seguir o Mestre. Todos os que vivem fugindo têm contra si algum argumento e vivem envergonhados. Se você não tem argumento, não tem porque se envergonhar. Você pode até estar passando por uma crise, uma dificuldade, mas todos os que estão debaixo da cobertura suportam e vencem crises. Você faz parte desse todo. Jesus tinha roupa suficiente para si e para seus discípulos. É ele quem nos veste, quem nos dá estrutura e cobertura.

 

2. Lembrando a própria atitude
A atitude de quem sai da cobertura não será esquecida nem pela multidão, nem pela própria pessoa. Marcos registrou o que aconteceu, embora não quisesse narrar os detalhes: a vergonha de correr pela cidade, passar entre os vizinhos, chegar em casa, bater na porta, entrar e enfrentar a família.
Cuidado com o que o diabo quer fazer com você, deixando-lhe numa situação complicada. Isso fala de atitudes que lhe deixam desnudo.
Se você algum dia falou mal do seu líder, peça perdão a Deus e a ele, e assim o diabo não terá argumento contra você. Fique livre, sem acusação alguma. Deixe o Senhor lhe vestir com vestes novas, por dentro e por fora. A partir de hoje, tenha novas atitudes. Receba as vestes corretas para caminhar ao lado do seu líder.
Saia hoje da cobertura improvisada do seu próprio coração, de seus próprios conceitos e entendimento, e entre na cobertura original. Volte a amar e respeitar o seu líder. Se você já agia assim, aumente sua dedicação, seu amor, seu respeito, para que haja mais prosperidade, mais unção, mais vida. Peça para Deus não deixar ninguém roubar a submissão que você precisa ter ao lado do seu líder. Peça uma multidão para ser cuidada por você, sabendo que Deus lhe dará novas atitudes e vestes adequadas.

 

Ap. Renê Terra Nova

Procurando a cobertura correta – Parte I

Procurando a cobertura correta – Parte I

Todas as pessoas que respeitam a liderança vencem as crises.
Todo homem que anda com a multidão precisa ter um alvo claro e definido.

Tudo que está registrado na Bíblia é importante, mas há um texto que nunca prestamos atenção nele: "Ora, seguia-o certo jovem envolto em um lençol sobre o corpo nu; e o agarraram. Mas ele, largando o lençol, fugiu despido" (Mc 14:51-52).

Por que a Bíblia registrou esse texto? Porque o nome desse jovem era Marcos, o autor do livro. Ele registrou essa passagem porque era um fato curioso. Ninguém mais estava interessado em quem estava despido no meio do povo, na hora em que Jesus estava sendo levado preso para um julgamento e, depois, crucificado. Mas, aquele jovem, por ter sido apanhado de surpresa, quis deixar registrado um momento inusitado da sua história.

O texto é fundamentalmente importante para tirarmos uma lição: a cobertura de um líder. Ninguém gosta de andar desprotegido e todos nós precisamos de cobertura. Isso significa cuidado, proteção e dá uma identidade firmada, segura, sólida.

Um líder pode dar a cobertura, mas o liderado pode desperdiçá-la. Por exemplo, talvez você conheça uma pessoa que estava bem na fé e agora passa por dificuldades na vida espiritual, porque desperdiça ou despreza a liderança e cobertura que tem.

Todas as pessoas que respeitam a liderança vencem as crises. Quando alguém sai da cobertura, perde a segurança, fica vulnerável e quando algum problema acontece, não há um intercessor para segurar as rédeas por ele.
Como devemos seguir o líder? Para que sigamos o líder de forma correta devemos:

1. Procurar a maneira adequada de caminhar com a multidão.

Isso significa:

1.1. Ter um alvo claro e definido.
Toda pessoa que anda com a multidão precisa ter esse alvo.

1.2. Vestir uma roupa adequada.
Nesta Visão, uma roupa adequada significa uma veste sacerdotal. Se você é um discípulo ou um dos 12, precisa vestir uma roupa que não cause nenhum escândalo às pessoas que estão lhe seguindo. Aquele jovem foi apanhado de surpresa, porque sua roupa era atípica, diferente, um lençol.
Você deve estar com roupa adequada até para o lazer. Esteja prevenido para qualquer imprevisto, porque um sacerdote ou uma sacerdotisa do Senhor não deixa seu corpo exposto para que as pessoas fiquem observando.
Se você é uma mulher que quer casar, saiba que quanto mais sensual, menos proposta de casamento vai ter. Todo homem sério quer casar com uma mulher decente. Fisgar um homem pela sensualidade é proposta da mídia, da televisão, do mundo, e não da Bíblia. As filhas do Senhor se vestem com decência, adornadas, e não são envergonhadas. Também um homem que quer casar não deve fazer isso mostrando sensualidade. Em Levítico 6:8-13 está escrito que o sacerdote deve buscar roupas adequadas para que ele possa manter o altar de Deus aceso: "Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará a noite toda, até pela manhã, sobre a lareira do altar, e nela se conservará aceso o fogo do altar. E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho sobre a sua carne; e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar. Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo. O fogo sobre o altar se conservará aceso; não se apagará. O sacerdote acenderá lenha nele todos os dias pela manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará."
Líderes, vocês podem se vestir elegantemente sem perder a decência. Sensualidade nos tira da bênção e nos coloca em maldição.

1.3. Estar protegido por dentro e por fora.

Precisamos aprender a vestir:

a) O coração, que significa a estrutura das nossas decisões interiores. Só sabe se vestir por dentro e por fora alguém com o coração transformado, que recebeu a doutrina de se guardar, de se proteger, para que as pessoas comecem a ver nesse alguém uma referência e um modelo.

b) A alma, que fala da nossa estrutura emocional. As nossas emoções são variantes e, de acordo com essa variação, procuramos uma roupa adequada com a necessidade da nossa alma. Muitas vezes não é nem por nossa vontade, dentro da questão lógica, mas porque nossa alma exige algumas coisas. Muitas questões da nossa alma podem trazer muitas perturbações para toda nossa vida, questões que implicam em nossa alma e sentimento. Você se veste por fora exatamente de acordo com o que é por dentro. Se por dentro uma pessoa é exagerada, vai demonstrar isso no exterior, vestindo-se de forma exagerada. Se ela é triste, veste luto. Se for alegre demais, isso é expressado na vestimenta. Geralmente nossa alma dá um comando para que coloquemos por fora o que somos por dentro. Uma alma ajustada por Deus nos dá condições de termos uma vida equilibrada emocionalmente, para que nossa estrutura exterior também seja equilibrada.

c) O espírito. Todas as pessoas que sabem vestir o coração e a alma sabem vestir o espírito. Isso significa "vos renovar no espírito da vossa mente; e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade". Você é composto de espírito, alma e corpo, e deve mantê-los plenamente conservados irrepreensíveis até a vinda do Senhor Jesus (I Ts 5:23).

Você, líder, precisa estar atento todo o tempo para dar cobertura aos seus liderados, e você, liderado, precisa respeitar a cobertura do seu líder. Precisamos entender onde está e quem é a cobertura que nos deixa seguros. A palavra que se desata hoje em nossos corações é: procurando a cobertura correta. Você tem uma cobertura correta, uma pessoa de Deus, comprometida com o Reino. Temos grandes desafios para nossas vidas, porém devemos descobrir como estaremos vestidos para prosseguirmos no nosso ministério.

 

Ap. Renê Terra Nova

O dar para Deus quebra maldições

O dar para Deus quebra maldições

Texto: Salmo 128; Ageu 1.6-10; Dt 28.1-14


Introdução: se, queremos obter prosperidade em todas as áreas, inclusive financeira, é necessário que, conheçamos as leis espirituais que a regem, como também aplicar estas leis em nossas vidas.


Versículo para memorizar: “Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo com sua vontade! Se você for assim, ganhará o suficiente para viver, será feliz, e tudo dará certo para você”.(Sl 128.1-2).

 

1 – A história de Ana. I Samuel 1; I Samuel 2:21.

Ana uma serva de Deus, amargurada, frustrada, abatida, envergonhada.
Ela precisava de um filho para tirar a sua vergonha e frustração e Deus precisava de um Profeta em Israel.
Quando Ana deu o seu filho para Deus, então Ele teve a semente para abençoá-la, e por causa desta semente que ela plantou, Deus deu-lhe mais cinco filhos, conforme I Samuel 2:21.
“O dar para Deus quebra maldições”.

2 – A falsa plenitude da mulher Sulamita. II Reis 4:8-10

Ela era uma mulher acomodada com sua situação, mas notou que o Homem de Deus era benção, pois todas as vezes que ele passava em sua casa para comer pão, o seu lar era abençoado. Ela juntamente com o seu marido fizeram um quarto para o Profeta e este a abençoou.
Jeaazi notou que ela não tinha filhos.
Ele recebeu de Deus, mesmo sem pedir, porque semeou.
Qual a sua esterilidade? Divorcio, confusão, miséria, e outros...?
“O dar para Deus quebra maldições”.

3 – Quando as pedras clamam. I Samuel 4:1-11

A – Porque Deus permitiu que os Filisteus tomassem a Arca?
Os sacerdotes e o povo de Israel estavam se conduzindo de maneira deplorável (execrável) diante de Deus.
Deus então levantou os Filisteus (inimigos) contra eles e Israel foi derrotado no primeiro confronto, e em seguida levaram a arca para campo de batalha, mesmo estando em pecado, e foram derrotados pela segunda vez e a Arca foi roubada pelos inimigos.
Não basta estarmos no rol de membros de uma igreja para sermos abençoados, se a nossa vida não estiver de acordo com a Palavra de Deus.
O que aconteceu quando a Arca chegou na terra dos Filisteus? (I Samuel 5).
Causou estragos nas plantações, doenças, pestes e outros males.
O santo e o profano não podem caminhar juntos, e luz não combina com as trevas.
Não dá certo viver diante de Deus sem fidelidade.
B – Como a Arca foi devolvida?
I Samuel 6:1-3; Êxodo 23:15
Reuniram os sacerdotes e adivinhadores: “O que vamos fazer com a Arca do Deus de Israel?”
Tiveram o cuidado de construir um carro novo, escolheram vacas produtivas com bezerros para puxá-lo, porque Deus não aceita restos e sim primícias (Provérbios 3:9-10).
Eles tomaram esta decisão porque estavam debaixo de maldição por tocarem no que é sagrado e precisavam livrar-se deste julgo que assolava toda a nação.
Os Filisteus fizeram o melhor, semearam o melhor e a praga saiu daquela nação.


“O dar para Deus quebra maldição”.


Conclusão: Estamos iniciando um novo ano, e precisamos decidir por uma vida de vitórias e conquistas, mas é necessário andar em fidelidade, porque Deus não abençoa infiéis.
Os celeiros celestiais estão lotados de provisões para os filhos de Deus, que só terão acesso, se a fidelidade for a marca de seu caráter.


Aplicação: Nesta semana faça um balanço de todos os dízimos que você não entregou no altar do Senhor durante o ano de 2003 e entregue acrescido de um quinto (Lv 27.31), entregue também as ofertas no altar para que venha a multiplicação sobre as suas finanças. Acerte todas as dívidas em atraso, cumpra os contratos, cumpra a palavra empenhada, cumpra os compromissos assumidos, faça um propósito de cumprir horários. Peça ao Espírito Santo para te ajudar.

8/22/2012

O processo de crescimento espiritual

O processo de crescimento espiritual

Texto: Marcos 4.26-29

 

Textos complementares: Gl 6.8; Fl 3.15-16; Gl 5.22-23


Versículo para memorizar: “É a terra mesma que dá o seu fruto: aparece primeiro a planta, depois a espiga, e, mais tarde, os grãos que enchem a espiga”. (Mc 4.28).


Introdução: Hoje falaremos sobre o processo de germinação e frutificação da semente plantada na terra. O exemplo bíblico representa a semente da Palavra de Deus semeada no coração do homem, e todas as etapas de crescimento, desde a semeadura à manifestação do fruto.

1 – A semente que brota sem interferência humana

– Jesus está dizendo que quando a semente divina é plantada no coração, ela cumprirá o seu propósito, mesmo que isso aconteça de forma desconhecida pelo homem.
Uma pessoa que ouviu a mensagem do Evangelho e a recebeu em seu coração, entrou num processo de restauração, sem se dar conta disso. As mudanças em seu interior começam a ser operadas de forma natural e gradativa.
É importante ressaltar que tais coisas não acontecem simplesmente pelo desejo ou esforço para mudar. Há uma semente divina plantada no coração, que interferiu na essência do homem, transformando sua natureza de pecaminosa para santa. Ela, por si só, dará todas as condições possíveis para que a pessoa cresça em maturidade.
Não estamos excluindo a necessidade de esforço humano. Cada um terá de dar a sua parcela de envolvimento nesse processo todo. Mas agora enfatizamos o poder da Palavra capaz de continuar agindo dentro de nós enquanto trabalhamos, estudamos, e vivemos o nosso dia-a-dia em sintonia com Deus (Gl 6.8).

2 – O processo de germinação e crescimento

– O crescimento espiritual é um processo que pode levar algum tempo. Jesus não prometeu o nascimento do fruto imediatamente à plantação de sua semente. Há etapas a serem cumpridas.
O primeiro estágio é o surgimento da erva, vindo depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga.
Trazendo para a vida prática, o Mestre quer ensinar sobre a necessidade de paciência para se respeitar cada etapa do crescimento espiritual. Paciência relacionada a nós mesmos, bem como para com os outros.
Cada um de nós se encontra em níveis diferentes de maturidade. O que está claro para você, pode ainda não estar para mim, ou o contrário. Mas quando nos respeitamos e nos ajudamos mutuamente, juntos chegaremos a um lugar de maturidade, e o Nome do Senhor será engrandecido (Fl 3.15-16).

3 – O anseio pela ceifa do fruto maduro

– Apesar de termos de respeitar todo o processo de crescimento da nova planta, não podemos esconder o anseio pela manifestação do fruto maduro. O texto diz que quando ele já está maduro “logo” lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.
Deus anela colher o fruto da sua semeadura em nós. Ele não tem investido em nossas vidas em vão. Tudo o que semeou Ele deseja receber de volta em forma de um caráter irrepreensível, que manifeste o fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, bondade, benignidade, longanimidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22-23). E para colher um fruto assim, ele tem pressa. Todas as etapas precisam ser respeitadas, mas não podemos, de forma alguma, deixar de manifestá-lo. Deus e o mundo perdido necessitam dele.


Conclusão: O processo de crescimento espiritual não pode gerar em nós qualquer ansiedade sobre como, quando e onde Deus vai fazer o que precisa ser feito em nós. Assim como a terra, por si só, trabalha na semente, o coração e a Palavra entrarão em sintonia para produzir o que o Senhor deseja. Cada etapa deve ser cumprida e respeitada, na confiança de que, um dia, o fruto estará em condições ideais para a colheita. E quando o dia da colheita chegar, imediatamente, Deus nos colocará em condições de oferecer esse fruto a quem necessitar dele.


Aplicação: Procure o seu líder ou discipulador para compartilhar qualquer ansiedade relacionada ao seu crescimento espiritual. Talvez você encontre dificuldades de perceber o seu amadurecimento, e isso tem lhe trazido questionamentos nocivos a sua fé. Receba oração e encorajamento de seu líder, e continue sua jornada de forma perseverante.
Se você ainda não tem o Senhor Jesus Cristo como o seu salvador, faça hoje mesmo uma aliança com Ele, e você terá a sua vida completamente transformada.

A candeia que ilumina os homens

A candeia que ilumina os homens

Texto: Marcos 4.21-25 – Textos Complementares: Jo 1.4-, 5; I Jo 1.5-7; Mt 25.23; Gl 5.22-23; Dt 8.3b; Jr 29.13 e 33.3


Versículo para memorizar: “Jesus continuou: Por acaso alguém acende uma lamparina para pôr debaixo de um cesto ou de uma cama? Claro que não. Para iluminar bem, ela deve ser colocada em lugar próprio”.(Mc 4.21).


Introdução: A pessoa que recebeu a Palavra de Deus de bom grado em seu coração há de frutificar grandemente. Seus frutos serão notórios a todos. A parábola da candeia vai falar justamente sobre essa visibilidade dos frutos, outrora escondidos em terra, em forma de pequenas sementes. A luz que brilha por meio de um cristão frutífero, será o tema desta lição.

1 – A função da candeia

– A candeia era a lâmpada dos tempos de Jesus. Na parábola, ela significa a luz de Deus que brilha por meio de quem realmente teve uma experiência pessoal com Jesus, e frutificou no seu caminho. Sua vida vai manifestar um brilho especial que sinaliza ao mundo ter-se descoberto o caminho da paz, da alegria e da fé, que as pessoas tanto procuram.
O papel da Palavra de Deus no coração do homem é justamente este: o de tirá-lo da senda tenebrosa do ódio e da amargura, para colocá-lo nas veredas de luz, que só o amor divino pode oferecer. Uma vez que a pessoa teve essa experiência, e vai crescendo mais e mais no conhecimento do Evangelho, a luz de Cristo no seu interior, na mesma proporção, vai brilhando cada vez mais, iluminando o caminho para aqueles que ainda se encontram nas trevas (Jo 1.4, 5; I Jo 1.5-7).

2 – A posição da candeia

– O texto diz que a candeia não vem para ser deixada em um lugar qualquer da casa, e sim no velador, para iluminar a todos. Ela sempre se posicionava de forma estratégica para iluminar eficazmente a toda a casa. Ficava em lugares altos e não ocultos.
Jesus está dizendo que, aquele que teve uma experiência genuína com o Pai, também será por Ele posicionado em lugares estratégicos. A pessoa que está crescendo em maturidade por causa da semente plantada no coração, será uma abençoadora de vidas. Ela terá condições de beneficiar um número maior de pessoas, iluminado-as com a luz do Evangelho que emana do seu interior.
Quem nos posiciona em lugares altos é o próprio Senhor, que conhece o nosso coração e sabe que ele tem frutificado. O Seu desejo é de salvar o mundo perdido, e o fará por meio daqueles que forem fiéis na administração da semente bendita plantada no interior. Aquele que é fiel no pouco, sobre o muito será colocado (Mt 25.23).

3 – A manifestação da candeia

– Jesus disse que nada está encoberto, senão para vir à luz. Assim como uma semente permanece oculta por um certo tempo, após ter sido semeada na terra, permanece encoberta a Palavra plantada no coração. Como a semente que vem para fora no seu devido tempo, por causa do crescimento, assim acontece com a semente divina, quando começa a revelar-se ao mundo por meio do amadurecimento cristão.
Aquele que a tem recebido em seu coração, pela fé, mais cedo ou mais tarde, terá a alegria de ver sua manifestação aos homens, por meio de um fruto, por ela gerado na unção do Espírito Santo (Gl 5.22-23).

4 – A condição para manifestação da candeia

– Para que a luz venha a manifestar-se, é necessário que a pessoa, canal da luz, seja uma boa ouvinte da Palavra (Dt 8.3 b).
O solo que frutificou na parábola do semeador representa a pessoa que, antes de tudo, ouviu a Palavra e a recebeu, para depois poder frutificar. Antes da frutificação vem o receber, e antes do receber, o ouvir.
Como temos ouvido a Mensagem Divina? Não falamos do ouvir com os ouvidos naturais, e sim com os do coração. Todos os resultados esperados no amanhã dependem como atentamos, de forma sensível e receptiva, ao que Deus está falando hoje.

5 – A medida da candeia

– Com que intensidade nós queremos ver a manifestação do brilho da Glória de Deus em nossas vidas? Onde achamos que Ele nos posicionará em Seu Reino? A resposta para estas questões depende de como nos debruçamos, de coração, ao que estamos ouvindo do Senhor.
As medidas de unção, revelação e autoridade espiritual, estarão no nível da intensidade da minha busca de crescimento e maturidade cristã. Se eu busco a Deus para ver o aperfeiçoamento de todas as áreas de minha vida, assim como o caçador busca de um tesouro escondido, Ele saciará minha fome, concedendo-me mais e mais do brilho da Sua glória (Jr 29.13 e 33.3).


Conclusão: A Palavra escondida num coração temente a Deus não pode ocultar-se por muito tempo. Naturalmente, ela se manifesta revelando a todos a luz de Cristo que ilumina o mundo perdido.


Aplicação: Busque uma oportunidade para manifestar a luz que há em você. Peça que o Senhor lhe mostre uma pessoa que se encontra confusa em seus caminhos, e aproxime-se para ministrar ao seu coração. Creia que o Espírito de Deus o ajudará a ser um conselheiro eficaz.
E, se você ainda não recebeu esta luz maravilhosa em seu coração, faça agora um aliança com Jesus Cristo e a luz brilhará de seu interior.

Um lugar de honra para quem agrada a Deus

Um lugar de honra para quem agrada a Deus

Texto: Marcos 3:31-35


Textos Complementares: MC 3:21/Lc 2:51/Jo 4:34; 19:26,27.


Para memorizar: “Pois quem faz a vontade de Deus é meu irmão, irmã e mãe”.(Mc 3:35)


Introdução: Já tivemos a oportunidade de mencionar sobre a dificuldade que a família de Jesus tinha de encarar o Seu ministério. Hoje, novamente ela vem à sua procura. Não declarando os seus motivos, demonstra haver alguma inquietação perturbando seus pensamentos a respeito d'Ele.


1. Ficando da parte de fora

O primeiro elemento estranho percebido na atitude da família de Jesus, é que ela não estava junto da multidão desde o início da Sua ministração. E mesmo quando chegou, ela não fez questão de juntar-se aos outros, ficando do lado de fora. Concluímos que ela não estava ali para apoiá-lo. Talvez permanecesse com as mesmas impressões do passado de que Ele estivesse fora de si.
A exemplo do que se deu com Jesus, é possível que você também tenha pessoas da sua própria família que insistam em ficar do “lado de fora” da sua experiência cristã. Pessoas que resistem participar das coisas que agora fazem parte da sua nova vida em Cristo. Talvez critiquem seu fervor religioso, reclamem da sua ausência em casa, ou ainda, não gostam do seu novo jeito de viver e falar. Por isso, querem permanecer do lado de fora, torcendo para que você desista de tudo e saia para estar onde eles estão.

2. Quem é minha mãe e meus irmãos?

Alguns pensam que Jesus tratou sua família de forma desrespeitosa, ao perguntar sobre quem era sua mãe e seus irmãos. Mas não foi bem assim. A Bíblia sempre nos apresentou um Jesus submisso aos seus pais (Lc 2:51) e zeloso pelo cuidado de sua mãe, fazendo-lhe provisão, mesmo para depois da sua morte (Jo 19:26-27).
Porém, Ele estava certo de que até mesmo seus parentes íntimos poderiam ser instrumentos para desviá-lO do propósito original estabelecido pelo Pai. Ele tinha de estar atento a essa possibilidade, para não se deixar levar pelo afeto familiar e correr o risco de fracassar em Sua missão.
Quando disse “quem é minha mãe e quem são meus irmãos”, estava ensinando aos discípulos que as pessoas mais importantes para Ele, naquele momento, eram as que estavam ao Seu redor ouvindo sobre o Reino de Deus.
Geralmente se troca tudo e todos pela família. Mas Jesus trocava tudo e todos pelo cumprimento da vontade soberana de Seu Pai, que O enviara para realizar a Sua obra (Jo 4:34)

3. “E olhando em redor... Eis aqui minha mãe e meus irmãos!”

O Mestre precisava ensinar que no Reino de Deus não havia um lugar de honra para ninguém relativo ao título recebido na terra: pai, mãe, doutor, pastor, etc. Sua própria família corria o risco de ficar do lado de fora, se não se propusesse a andar no mesmo caminho de obediência dos demais.
O nosso título não impressiona a Deus, e sim nossa obediência. Aqueles que estavam ao Seu redor foram considerados homens e mulheres especiais, não porque fizessem parte de alguma família importante, mas porque estavam ali fazendo a coisa mais importante da vida: a vontade de Deus.


Conclusão: Precisamos tomar o devido cuidado para não nos privarmos das coisas relacionadas ao Reino de Deus. A incredulidade pode nos deixar de fora. A religiosidade, ansiedade, mágoa, e outras coisas mais, uma vez concebidas no coração, certamente nos deixarão alheios às coisas celestiais. Precisamos entender também que as pessoas honradas por Deus, são as que realmente estão preocupadas em agradá-Lo, fazendo Sua vontade. Ele não se impressiona com títulos, e sim com corações voluntários para fazer o que Lhe apraz.


Aplicação: Procure, nesta semana, envolver um membro de sua família nas atividades que agora têm feito parte de sua vida. Na medida do possível, não O deixe do “lado de fora”. Se houver resistência, compreenda-o e não se afaste dele.
Continue demonstrando amor e respeito por todos os seus familiares, na esperança de que um dia eles também sejam tocados.

O poder para libertar os cativos

O poder para libertar os cativos

Texto: Marcos 3:27


Textos Complementares: Lc 4:5-7; 15:3-7/Jo 3:16;17:15/Ex 8:18,19/At 10:38/Is 10:27/2Co 3:16-18; 4:4.


Para Memorizar: ”Ninguém pode entrar na casa de um homem valente e roubar os seus bens, sem primeiro amarrá-lo. Somente assim poderá levar o que ele tem em casa.” (Mc 3:27)


Introdução: Na mensagem anterior, vimos que alguns escribas (professores da lei) estavam falando que o espírito capaz de expulsar demônios existente em Jesus, era o espírito de Belzebu (o senhor das moscas). Depois de desmascarar tal incoerência, o Mestre começou a ensinar sobre a existência de um outro poder verdadeiramente capaz de expulsar todos os inimigos espirituais do homem. É sobre este poder que falaremos hoje.

1) Poder para entrar na casa do valente

O poder sobrenatural do Espírito Santo que habita em Jesus, O leva na direção da casa do valente. O valente é Satanás, que mantém como prisioneiros todos os homens que ainda não conhecem o amor de Deus em seus corações. A casa do valente é o mundo, sobre o qual passou a ter domínio, assim que o recebeu das mãos do próprio homem (Lc 4:5-7).

Jesus sabia que o Seu lugar de atuação tinha de ser na casa do valente, ou seja, no mundo onde estavam os seus bens preciosos que tinha de reconquistar: vidas preciosas. Na oração que fez por seus discípulos, em João 17:15, menciona:”não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Diabo”.

Ele deixou claro que a casa do valente seria o mesmo campo de batalha para o cristão de hoje. Mas como Ele tinha vencido, assim seria com todos os que cressem em Seu poder.


2) Poder para amarrar o valente

O versículo bíblico chave da lição de hoje, quer dizer que não adianta apenas estar na casa do valente; é preciso saquear os seus bens. Para isso acontecer é necessário que o valente seja amarrado.

O Espírito que estava em Cristo era o único que podia derrotar os demônios atormentadores de vidas. Ele era o próprio “Dedo de Deus” que fez algo que os magos do Egito não conseguiram fazer (Ex 8:18,19). Foi Ele quem ministrou a unção necessária sobre a vida de Jesus de Nazaré, com poder para curar todos os oprimidos pelo Diabo (At 10:38). O Espírito Santo era Aquele que atuava e ainda atua na liberação da unção que quebra o jugo (Is 10:27).

Portanto, o Senhor estava na casa do valente, pronto para amarrá-lo e saquear os seus bens. Milhares de vidas estavam prestes a ter suas correntes quebradas, e algemas abertas. Glória a Deus!!!


3) Poder para saquear os bens

O objetivo final de toda a investida de Jesus seria o saque dos bens da casa do valente: vidas preciosas pelas quais Ele mesmo morrera na cruz do Calvário. Como já dissemos, o mundo passou para o domínio de Satanás, tendo ele cegado o entendimento dos incrédulos para que estes não entendam a revelação da Palavra e sejam salvos (2 Co 4:4)
Pela manifestação sobrenatural do Espírito de Poder, porém, o véu que se encontra sobre os olhos de muitas pessoas há de cair, permitindo-lhes enxergar com clareza e perceber o mau caminho em que estão. Pelo Espírito hão de caminhar na direção do Salvador Jesus (2 Co 3:16-18; 1 Pe 2:9,10).

Os bens retidos na casa do valente são tão preciosos aos olhos de Deus, que Este deu o Seu próprio Filho para morrer por eles (Jo 3:16)

Cabe aqui a ilustração da parábola das cem ovelhas, onde havendo se perdido uma delas deixa, o pastor, as noventa e nove num lugar seguro para buscar a extraviada, não voltando para casa sem a ter encontrado (Lc 15:3-7).


Conclusão: Estamos no mundo para realizar a obra de Deus. Não somos daqui, mas temos um propósito de vida neste lugar. A nossa missão é amarrar o valente por meio de uma vida santa, de intimidade com Deus e sem conivência com o mal. Neutralizamos o poder do inferno quando oramos e andamos na Palavra de Deus. Esse continuará sendo o nosso papel enquanto vivermos. Como conseqüência, milhares de vidas terão seus jugos quebrados, no Poderoso nome de Jesus.


Aplicação: Nos próximos dias procure tirar alguém da casa do valente. Revista-se do poder de Deus em oração, e interceda por uma pessoa que Deus colocar em seu coração. Procure fazer contato, e convide-a para ir a igreja.

Enfrentando o julgamento dos homens

Enfrentando o julgamento dos homens

Texto: Marcos 3:20-26


Textos Complementares: Mt 10:34-38 - 11:19 - Lc 7:37 - Mc 2:15-17 - At 24:16 - Ef 4:26,27 - 1 Pe 5:6-9.


Versículo para Memorizar: “O país que se divide em grupos, que lutam entre si, certamente será destruído. Se uma família se divide e os seus membros lutam entre si, ela será destruída”. (Mc 3:24,25)


Introdução: Hoje falaremos sobre a possibilidade de alguém ser julgado injustamente pelos homens, mesmo quando suas atitudes forem corretas diante de Deus. Queremos trazer uma palavra de consolo aos que se sentem desanimados diante das críticas relacionadas à nova conduta cristã.

1) Não compreendido pelos seus

Jesus entrou numa casa onde pudesse se alimentar e descansar um pouco. Em meio à refeição, o barulho da multidão que se apertava para ouvi-lo do lado de fora, fê-lo interromper o que estava fazendo para sair e atender aos que O aguardavam.
Quando os seus familiares ouviram isso fixaram indignados a ponto de acharem que Ele estava fora de Si. A atitude de abandonar a refeição e o descanso para atender as pessoas que Ele nem conhecia, causou-lhes grande preocupação. Na condição de parentes, sentiram-se na obrigação de zelar por sua saúde, procurando tirá-lo dali.
Cremos que a situações semelhantes estão sujeitos os que começam a trilhar um novo caminho no Senhor. Geralmente essa nova fase é marcada por comportamentos cristãos saudáveis, mas estranhos em comparação aos que antes eram adotados.
A mudança se dá na maneira de falar, na escolha dos lugares a freqüentar, na assiduidade às reuniões da igreja, na ausência em casa em certos períodos do final de semana, na verbalização do desejo de “mudar de religião”, e em muitas outras mais. Os mais próximos, ao perceberem as diferenças no comportamento, ficam preocupados, por acharem que o estão perdendo para uma nova “seita”. Outros se sentem enciumados e reclamam da ausência.

2) Não compreendido pelos religiosos

Não eram somente os familiares de Jesus que o julgavam mal. Os religiosos também pensavam assim, com um julgamento ainda mais severo. Achavam que Ele não apenas estava fora de Si, como também possuído por um espírito maligno: Belzebu. A acusação era grave, por vários motivos, mas, principalmente pelo que eles estavam querendo dizer. Belzebu não era um espírito qualquer. Era o maioral dos demônios, cujo nome significa: “Senhor das moscas”. Ora, eles estavam querendo dizer que as intenções mais profundas de Jesus eram a de promover o mal e de estar onde o pecado estivesse, assim como as moscas estão onde há sujeira.
Muitas vezes Jesus foi acusado por andar com prostitutas, cobradores de impostos (rejeitados pelos judeus) e pecadores (Mt 11:19; Lc 7:37; c 2:15-17). Os acusadores, porém, não entendiam que, assim como um médico precisa estar onde se encontra o doente, Jesus precisava estar onde houvesse um pecador.
Portanto, Ele não era como moscas que procuram lugares sujos, mas como O remédio que cura, sobre as feridas do homem.

3) Permanecendo inabalável

A maneira como Jesus confrontou a atitude dos que O julgavam, revelou a Sua postura. Ele não os destratou de forma a revelar qualquer espírito vingativo. Mas destacou claramente que o problema não estava n'Ele, e que o raciocínio de Seus opositores não era lógico. Como poderia Ele expulsar Satanás pelo espírito de Satanás? Isso era ilógico. Havia incoerência no julgamento dos professores da lei. Jesus identificou a contradição e logo a desmascarou.
Precisamos discernir onde realmente se encontra o problema, quando somos acusados pelo nosso comportamento. Se está em nossas atitudes, às vezes contaminadas por uma dose se fanatismo ou desequilíbrio reais, ou se alguém tem falado motivado por intenções impuras para conosco.
Quando identificamos a raiz do problema, fica mais fácil lidar com ele. A dúvida, o senso de culpa, e a mágoa, não encontrarão campo de expansão em nossa alma.
Precisamos tomar o devido cuidado para não entrarmos em discussões vãs sobre quem está certo ou errado. O mais importante é que se tem a consciência tranqüila diante de Deus, para que os julgamentos dos homens não venham a tirar a nossa paz. (At 24:16)


Conclusão: Recebamos a palavra de consolo por todas as vezes que alguém tenha se levantado contra nós, por não compreender a nossa relação com Deus. Quanto mais próximos de nós, maior a ferida. Saibamos, porém, perdoar os que nos ferem por falta de compreensão do que estamos vivendo. Ainda que outros sejam maldosos, atribuindo-nos intenções erradas e malignas, não nos deixemos intimidar ou desanimar, saindo da nossa posição em Cristo. A nossa luta não é contra o homem, mas contra o inimigo espiritual de nossas almas (Ef 4:26,27; 1 Pe 5:6-9).


Aplicação: Aliste o nome de todas as pessoas da sua família que já se levantaram injustamente contra a sua nova vida em Cristo. Ore por cada nome relacionado, liberando perdão e clamando para que a salvação os alcance da mesma forma como você foi alcançado.

8/18/2012

O propósito da escolha dos discípulos

O propósito da escolha dos discípulos

Texto: “Jesus subiu um monte, chamou os que ele quis, e eles foram para perto dele. Então escolheu doze homens para ficar com ele e serem enviados para anunciar a mensagem de salvação. Chamou esses doze de apóstolos. Eles receberam também poder para expulsar espíritos maus. Os doze foram estes: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu (a estes deu o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão); André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o nacionalista, e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.” (Mc 3:13-19)


Textos Complementares: 1 Jo 4:8/1 Co 15:3/ Jo 14:6/ Lc 9:38-40; 13:11-13/Ml 3:11/ Is 10:27.


Versículo para memorizar: “Jesus subiu um monte, chamou os que ele quis, e eles foram para perto dele. Então escolheu doze homens para ficar com ele e serem enviados para anunciar a mensagem de salvação”.(Mc 3:13-14)


Introdução: Na mensagem de hoje, vamos procurar compreender qual o propósito da escolha dos doze homens que estiveram com Jesus durante o Seu ministério.

Jesus os designou para que estivessem com Ele.

Antes de receberem qualquer incumbência ministerial, os discípulos foram chamados para estar com Jesus. Ele sabia que precisava investir em suas vidas para transmitir-lhes princípios de retidão, fé e amor. Somente um investimento bem planejado poderia fazer com que eles frutificassem de forma satisfatória.


Não há investimento maior do que o tempo passado com Jesus. As necessidades deste mundo não podem nos privar da doce comunhão com Deus, obtida por meio de um caminhar contínuo em Sua presença.


Quando não priorizamos este investimento em nossa própria vida espiritual, não teremos o que oferecer aos outros. Ninguém dá o que não tem.
Jesus os chamou, primeiramente, para que estivessem com Ele. Se eles permanecessem nessa posição, no devido tempo passariam a ter muito de Cristo para oferecer ao mundo.

• Jesus os enviou a pregar.

Depois de assimilarem da Pessoa e do Caráter do Mestre, os discípulos teriam o que pregar. Eles estavam sendo preparados para transmitir às pessoas do que viam em seu Mestre. Teriam autoridade para falar do perdão, conforme o modelo de perdão que viram n'Ele. Teriam condições de pregar sobre o amor, porque conviveram com Quem era o Amor em Pessoa (1Jo 4:8). Teriam liberdade para desafiar as pessoas a entregar suas próprias vidas pelo Evangelho, com base nas atitudes altruístas de Quem deu Sua própria vida por nós (1 Co 15:3).


Portanto, a mensagem que os discípulos foram desafiados a pregar, não estava baseada em contos humanos, ou em personalidades importantes que a humanidade já teve, mas sim, exclusivamente, baseada no que viram e ouviram de Seu Mestre. Tratava-se verdadeiramente de uma mensagem “Cristocêntrica” (centrada na Pessoa e no caráter de Cristo). E é exatamente disso que o mundo necessita (Jo 14:6).

• Jesus os enviou para que tivessem autoridade de expulsar demônios.

A última missão dos discípulos, segundo o texto lido, seria a investida contra os demônios que atormentavam as vidas. Jesus sabia que grande parte dos problemas manifestados nos homens de sua época, tinha origem no reino espiritual:
- Problemas na área da saúde (Lc 13:11-13);
- Problemas que se manifestavam por meio de prisões e cadeias (Lc 9:38-40);
- Problemas na área financeira (Ml 3:11).


Dentre outras situações, todas elas possuíam como causa a ação de um espírito maligno que tinha de ser confrontado. Os discípulos, portanto, precisavam estar conscientes de que o seu chamado envolvia um preparo para o confronto aos poderes das trevas. A vitória sobre eles seria uma conseqüência natural de uma intimidade desenvolvida, a cada dia, com seu Senhor e Mestre.


Acima de tudo, eles estavam sendo chamados a um lugar de intimidade, de onde fluiria toda a unção necessária para qualquer demanda do ministério. Dali seria liberada a unção que quebra todo e qualquer jugo de escravidão espiritual na vida das pessoas (Is 10:27-gordura ou unção).


Conclusão: Jesus chamou doze homens para estarem com Ele. Sua influência divina, Seus ensinos, Seu exemplo, fariam pessoas plenamente capacitadas para dar continuidade à obra iniciada. A autoridade transferida para pregar, ensinar, curar e expulsar demônios, traria à lembrança das grandes multidões o mesmo poder manifestado em Cristo.


Aplicação: Procure, nesta semana, passar pelas três experiências mencionadas na lição. Separe o devido tempo para cumprir o seu devocional de comunhão e oração com Deus. Busque uma oportunidade para falar do amor de Jesus a um amigo. Ore por suas necessidades, crendo que o mesmo Deus do passado é o de hoje, e que Ele estará com você durante todo o processo de aprendizado prático.

O perigo da dureza de coração

O perigo da dureza de coração

Texto: Mc 3.1-5 – Textos Complementares: Lc 10.31-33; Sl 32.3; Mt 19.8; Mc 11.23


Versículo Para Memorizar: “E perguntou aos outros: o que é que a nossa lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar ou deixar alguém morrer? Ninguém respondeu nada”. (Mc 3.4).


Introdução: Atentemos nesta ocasião para o perigo da dureza de coração. Na passagem lida, vemos a indignação de Jesus quando percebeu tanta rigidez no interior dos que estavam na sinagoga. Eles se tornaram tão frios que não conseguiram compreender o amor de Deus pelos homens.

1 – Não Enxergar a Necessidade Alheia

– Naquele dia de sábado se encontrava na sinagoga um homem que tinha uma das mãos aleijada. Todos perceberam sua presença, não por estarem compadecidos do seu estado, mas porque queriam ver se ele chamaria a atenção de Jesus, também presente ali. Estavam aguardando ansiosos para saber se o Mestre tomaria alguma iniciativa para curá-lo num dia de sábado, o que para alguns seria um escândalo.


A dureza de coração daqueles religiosos fazia que se notificasse uma necessidade, sem que houvesse, contudo, um mínimo de compaixão para mudar aquela situação (Lc 10.31-33). Um coração duro, não se importa com a continuidade do problema de uma outra pessoa, e ainda se sente enciumado quando alguém aparece para ajudar.

2 – Não Trazer o Problema Para o Centro

– Jesus fez questão de convidar o homem de mão aleijada para o meio, mostrando a todos que a cura dele era a coisa mais importante a fazer naquele dia e hora.
A dureza de coração, geralmente, faz com que os problemas não sejam encarados de frente. o orgulho pode fazer com que as pessoas prefiram manter seus conflitos em oculto, com medo de se exporem ou de terem de pedir perdão a alguém (Sl 32.3). É assim que acontece em alguns lares, quando as divergências começam a atrofiar os relacionamentos, impedindo a boa comunicação e a expressão dos verdadeiros sentimentos.


Em Mateus 19.8 Jesus disse que no Antigo Testamento houve a permissão de se dar carta de divórcio aos cônjuges. Ele atribuiu tal decisão à dureza dos corações que não tinham a disposição de trazer para o meio seus conflitos, problemas, intrigas conjugais, a fim de se buscar restauração dos relacionamentos rompidos.

3 – Não Estimular Atitudes de Fé

– Jesus pediu àquele homem que estendesse sua mão. Assim o fez, ficou totalmente curado. É importante ressaltar que ele tinha uma mão aleijada e, portanto, não podia naturalmente esticá-la. Para fazer o que Jesus pediu, teve de agir pela fé, na convicção de que, enquanto se esforçava para mover a mão, um milagre se processaria. Aquele que naturalmente não conseguia estender a mão, enquanto o fazia pela fé e obediência à ordem recebida, ficou curado do seu mal. Ele teve apenas que agir em fé e obediência.


Infelizmente, a dureza de coração coíbe as atitudes de fé. Muitas vezes, é mais fácil ouvir palavras de desencorajamento do que as de confiança. A dureza de coração é incapaz de pedir para que uma mão aleijada se estenda, porque impede a pessoa de conseguir ver a solução de um problema. Ela também impossibilita a liberação de palavras e atitudes de fé (Mc 11.23).


Conclusão: Vimos sobre a importância de se ter um olhar sensível às necessidades de outras pessoas. Aprendemos sobre o valor de se “trazer para o meio” os problemas ainda não resolvidos, evitando que se ocultem da nossa vista. Observando o exemplo daquele homem que, pela fé, estendeu a mão que antes não podia estender, sentimo-nos motivados a depender de Deus para fazer as coisas boas que, no passado, nos eram difíceis.


Aplicação: Procure identificar alguma área de sua vida na qual você se sente limitado. Por exemplo: você tem dificuldade de perdoar alguém; sofre por causa de um vício; vê-se aprisionado pelo complexo de inferioridade; etc. Pela fé, receba sua cura agora. Jesus o chama “para o meio” a fim de tratar de sua limitação. Saia dessa experiência, totalmente liberto de suas prisões.

Jesus é o Senhor sobre todas as coisas

Jesus é o Senhor sobre todas as coisas

“Num Sábado, Jesus e os discípulos atravessavam uma plantação de trigo. Enquanto caminhavam, os discípulos colhiam espigas. Então os fariseus perguntaram a Jesus: Por que é que os discípulos estão fazendo o que a nossa Lei proíbe fazer no Sábado? Jesus respondeu: Vocês não leram o que Davi fez quando ele e os seus companheiros não tinham comida e ficaram com fome? Ele entrou na casa de Deus, no tempo do Grande Sacerdote Abiatar, comeu os pães oferecidos a Deus e deu também aos seus companheiros. No entanto, é contra a nossa Lei alguém comer desses pães, a não ser os sacerdotes. E Jesus terminou: O Sábado foi feito para servir às pessoas, e não as pessoas para servirem o Sábado. Portanto, o Filho do Homem tem autoridade até mesmo sobre o Sábado”.(Marcos 2:23-28)


Textos Complementares: Ex 20:8-11/Dt 23:25/Mt 12:11,12/Mt 23:4; 22:37,39/I Sm 21:6/Lc 10:25-37.


Versículo para memorizar:”E Jesus terminou: O Sábado foi feito para servir às pessoas, e não as pessoas para servirem o Sábado. Portanto, o Filho do Homem tem autoridade até mesmo sobre o Sábado.” (Mc 2:27,28)


Introdução: Em seis dias Deus fez toda a obra de criação, e no sétimo, descansou, deixando ao homem o mandamento de fazer o mesmo (Ex 20:8-11). Fica claro que o sábado foi feito para nele o homem repousar, aproveitando para glorificar a Deus pela saúde e disposição concedidas nos seis dias de trabalho. O Sábado, portanto, teria sido feito para benefício do homem, e não o homem para benefício dele. Os fariseus, extremistas que eram no cumprimento da lei, sem compreenderem seu espírito, levavam a guarda daquele dia ao extremo. Eram capazes de colocar o homem na condição de prisioneiro da lei, ao invés de beneficiado por ela.


Vejamos o ensino de Jesus sobre esse tema:

1- Vendo o Mal Onde Não Existe

A lei deixava claro que se alguém entrasse num território, estando com fome, tinha o direito de colher espigas para suprir sua necessidade momentânea, conquanto que não levasse dali para comercializar lá fora (Dt 23:25).


Quanto à guarda do sábado, o mandamento se referia a não trabalhar nesse dia, não proibindo, contudo, atividades que buscassem a preservação da vida. Se isso valia para um animal, quanto mais para um ser humano (Mt 12:11,12).


Logo, os discípulos não estavam quebrando a lei ao colherem espigas para comer naquele dia. Os fariseus estavam vendo o mal onde não existia, lançando culpa sobre ombros inocentes.
Cuidemos para não colocarmos sobre outros, obrigações não impostas por Deus. Não permitindo, igualmente, que o mesmo se faça conosco (Mt 23:4).

2- O Valor das Pessoas

Jesus citou o exemplo de Davi, e de como ele, num tempo de necessidade, comeu dos pães sagrados de que não era lícito comer (I Sm 21:6). Davi entendia naturalmente, que numa ocasião normal, não deveria mesmo lançar mão do que sagrado. Mas também sabia que sua vida e a de seus companheiros, era mais importante, do que qualquer cerimonial religioso.


O problema dos fariseus era considerar “as coisas” como mais importantes que “as pessoas”. Quando colocamos “as coisas” acima das “pessoas”, estamos deixando de cumprir o grande mandamento de Deus para o homem, que é o de “Amar ao Senhor teu Deus de todo coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento... e ao teu próximo, como a ti mesmo” (Mt 22:37,39).


Na parábola do Bom Samaritano, Jesus dá o exemplo do perigo de se inverter os valores, citando um sacerdote e um levita. Apesar de verem um homem caído, ferido e quase morto, passaram de largo. Não atenderam ao necessitado porque estavam mais preocupados com o serviço religioso no templo, do que com a ministração ao necessitado (Lc 10:25-37).

3- Jesus como Senhor de Todas as Coisas

Durante o Seu ministério, Jesus demonstrou ser Senhor sobre todas as coisas:
● Sobre a natureza (repreendendo tempestades);
● Sobre os demônios (expulsando-os);
● Sobre as enfermidades (curando os doentes);
● Sobre a vida e a morte (ressuscitando os mortos);
● Sobre o sábado (revelando seu verdadeiro propósito).

 

Nos exemplos anteriores, nenhum problema podia ser tão forte que Jesus não conseguisse resolver: nem tempestades, nem demônios, nem enfermidades, nem a própria morte. Todos teriam de se render aos Seus pés, incluindo a própria guarda do Sábado.


Ele é Senhor sobre todas as coisas, em todos os dias. Se não fosse Senhor sobre o Sábado, não o poderia ser sobre as outras coisas. Mas Ele o é.
Jesus tem sido Senhor absoluto em sua vida? Há algo em você, não rendido completamente a Ele? Bens, família, profissão, ambições pessoais e afins, já estão debaixo de Seu Senhorio?


Conclusão: Vimos sobre a importância de não se ver o mal onde não existe, exagerando na falsa retidão moral que sobrecarrega as pessoas. Entendemos que as vidas, pelas quais Cristo morreu, são mais importantes que rituais. E que Jesus quer ser Senhor (dono, proprietário) de tudo o que nos diz respeito.


Aplicação: Identifique uma área de sua vida na qual você se sente ainda no controle. Experimente transferir, por meio de uma declaração dos seus próprios lábios, todo controle dessa área aos cuidados de Cristo. Sinta o gozo de Deus transbordar em seu coração, como consequência dessa entrega voluntária e genuína.

Rompendo com as velhas estruturas

Rompendo com as velhas estruturas

Texto: Mc 2.18-22 – Textos Complementares: Is 58; II Co 5.17; Rm 12.1-2.


Versículo Para Memorizar: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Por isso, vinho novo é posto em odres novos” (Mc 2.22).


Introdução: Hoje falaremos sobre a necessidade de se romper com as velhas estruturas estabelecidas na mente, para podermos conter o novo vinho da Pessoa de Cristo em nós.
Um odre era feito de peles de carneiro, flexíveis. Enquanto novo, o odre tinha a capacidade de se esticar à medida que o vinho novo ia se expandindo dentro dele. Quando se tornava velho, perdia sua capacidade elástica, tornando-se rígido demais. Qualquer porção de um novo vinho ali depositado seria o bastante para provocar a ruptura do recipiente, já em seu limite máximo de expansão.
O vinho novo representa Jesus, e os odres, nossas estruturas de mente.

 

Vejamos o que nos ensina a lição de hoje.

1 – Desfrutando da Presença do Noivo

– Esta história começa com uma discussão envolvendo os discípulos dos fariseus e os de João, que perguntavam sobre a razão dos discípulos de Jesus não jejuarem. O Mestre, sabiamente, utiliza-se da ilustração do noivo e de seus convidados, que numa festa de casamento não podiam estar pensando em jejum. Ele procura mostrar que numa ocasião assim é mais comum a alegria e a descontração dos convidados, do que a reverência e introspecção dos que jejuam.
Jesus não condenava a prática do jejum. Apenas queria que as pessoas percebessem que o Noivo estava presente, e, por isso, seus convidados festejavam. Ele próprio era o Noivo que alegrava o arraial, embora muitos não desfrutassem de Sua presença.
Os religiosos permaneciam em seus rituais costumeiros, incluindo a própria prática do jejum (para alguns, um mero ritual), deixando de aproveitar alegremente a companhia d'Aquele que se fez carne para habitar entre nós.
Jesus estava ali, mas muitos O procuravam em outro lugar.

2 – O Jejum que Traz de Volta o Noivo ao Coração

– Jesus disse que enquanto o noivo estivesse presente, não haveria razão para jejuar. Quando, porém, fosse tirado do meio deles, então jejuariam. Ele estava dizendo que no momento certo os discípulos passariam à prática do verdadeiro jejum. Não daquele que não passava de um mero ritual religioso, mas do que pudesse reavivar a presença do noivo nos corações.
É assim, que acontece quando jejuamos de forma consciente, desejosos de uma experiência real com o Senhor. No jejum, abstemo-nos de alimentos ou de atividades lícitas, para nos devotarmos à prática da oração. Como resultado, o entendimento espiritual se abre para tornar mais real a presença de Cristo em nosso interior.

 

3 – A Diferença entre o Velho e o Novo

– No final da passagem bíblica, Jesus ilustra o que acabamos de explicar, usando as figuras do remendo de pano novo em vestido velho, e do vinho novo em odres velhos. Ele ensina que não se pode ter uma genuína experiência com Deus, por meio do jejum ou outra prática qualquer, com base nos velhos rituais religiosos.
A nova relação com Deus, só combina com novas disposições de coração, mente e vontade. Os discípulos dos fariseus e os de João, estavam perdendo a oportunidade de desfrutar do Vinho novo, porque seus odres estavam envelhecidos pela tradição e pelos costumes, que só os condicionavam a uma velha maneira de viver. Eles tinham dificuldades de romper com esse estilo de vida para receberem o vinho novo de Jesus.


Conclusão: As velhas tradições religiosas estavam impedindo que algumas pessoas pudessem ter uma nova experiência com Jesus. Havia urgente necessidade de se romper com os velhos padrões de conduta para abraçar uma nova vida em Cristo, aqui representada pelo vinho novo.


Aplicação: Relacione algumas práticas religiosas que têm feito parte dos seus costumes, que não lhe trazem plena satisfação. Peça ajuda a alguém mais experiente sobre como você pode substituí-las por um relacionamento mais profundo com Cristo.

8/15/2012

Um chamado que surpreende

Um chamado que surpreende

Texto: Mc 2:13-17 - Textos Complementares: I Sm 16:7 / Mc 2:17


Versículo para memorizar: “Jesus ouviu a pergunta e disse aos professores da Lei: Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu vim para chamar os pecadores e não os bons.” (Mc 2:17)


Introdução – O chamado de Levi, cobrador de impostos, para ser um seguidor do Mestre, trouxe grande espanto ao povo de sua região. Falar sobre isso é importante na medida em que vemos pessoas nos dias de hoje recusando o convite celestial, por se acharem indignas de tal privilégio. Queremos nos alegrar com a graça divina que chama um pecador ao arrependimento, para fazer dele uma nova pessoa, em cujo coração arderá a chama das Verdades do Reino de Deus.

1 - Chamando um “Pecador”

- A primeira coisa que fazia do chamado de Levi algo surpreendente, era que não estava sendo chamado um conhecedor das Escrituras, ou alguém de boa reputação na comunidade. Muito pelo contrário, Jesus estava convidando para estar ao Seu lado um homem cuja profissão era odiada pelos judeus. Levi tinha função de cobrar impostos de seu povo para entregá-los ao romanos. Muitas vezes, esse trabalho era feito de forma desonesta, cobrando-se mais do que era justo. As pessoas, em geral, não concebiam a idéia de que Jesus pudesse escolher para Si uma pessoa com esse perfil, tendo tantas outras aparentemente mais “dignas”. Não sabemos se é assim que você se sente quando ouve falar que Jesus o está chamando para ser um discípulo Seu. É possível que, diante da consciência de coisas erradas cometidas no passado, ou de alguma situação irregular no presente, você se veja impossibilitado de aceitar o convite divino. Mas saiba que, assim como se deu com Levi, pode acontecer com você. Jesus não olhou para aquele homem como sendo apenas cobrador de impostos. Algo mais profundo não pôde ocultar dos olhos sensíveis do Mestre. Seu coração foi sondado e, em pouco tempo, invadido pelo amor transformador de Deus.Tudo isso aconteceu porque o Senhor não vê como vê o homem; este vê o exterior, mas Deus vê o coração (I Sm 16:7) Levi, apesar de ser um pecador, possuía um coração sedento por uma experiência profunda com Jesus. Quando chamado, logo se levantou e o seguiu. Isso é o que Deus espera de cada um que recebe um chamado tão glorioso assim.

2- Chamando sem Hora Marcada

- Levi foi chamado num dia normal de trabalho, como outro qualquer. A hora, a menos provável: enquanto trabalhava. Assim como na experiência de Levi, muitos homens de Deus no passado foram recrutados em meio à lida diária. Como exemplo, temos Moisés, que recebeu a visão da sarça ardente enquanto apascentava o rebanho de seu sogro. Com isso, estamos dizendo que Deus pode nos chamar para servi-lO em qualquer momento de nossa vida. Sem hora marcada pelo homem, mas pontualmente, segundo o relógio do Alto.
Nem sempre entendemos a maneira simples e imprevisível d'Ele agir. Nem precisamos tentar compreender a razão da nossa escolha. Precisamos mesmo é ter a disponibilidade para atender, sem questionamentos.

3- Chamando seus Amigos Pecadores

- Percebemos que ao chamar Levi para uma nova relação de discipulado, Jesus, indiretamente, estava atraindo a todos os amigos dele. Quem seriam eles? Pessoas que trabalhavam na mesma profissão, igualmente discriminadas pela sociedade.
Os amigos do empresário são outros empresários; do comerciante, outros comerciantes; do médico, outros médicos. Jesus quer alcançar todas as classes sociais, todos os tipos de pessoas, e em todos os lugares. Para isso vai utilizar-se de instrumentos como você e eu.
Levi, ao se converter, não rompeu os laços de amizade com os descrentes; antes, os aproveitou para levá-los a Jesus.
Quando o Salmo 1 nos fala sobre a importância de não andar no conselho dos ímpios, nem se deter no caminho dos pecadores, nem se assentar na roda dos escarnecedores, apenas quer nos advertir quanto ao perigo das más influências sobre a vida de um cristão. Por outro lado, Jesus, sem se deixar influenciar, foi chamado de “amigo dos pecadores”, por estar constantemente entre eles. Sua presença no meio daquelas pessoas era como a de um médico entre os doentes (Mc 2:17). Onde houvesse alguém necessitado, ali Ele estaria para fazer a Sua parte.


Conclusão- O chamado de Jesus a Levi, surpreendeu as pessoas que não conseguiam ver o que estava em seu interior. Jesus viu um coração aberto e disponível para Deus, cuja transformação impactou seus amigos íntimos. Eles se aproximaram de Jesus, e nunca mais foram os mesmos.


Aplicação – Ouça o chamado de Cristo no seu interior! O chamado é para uma entrega, sem reservas de todo coração. Nesta semana, convide um amigo para participar com você de uma célula ou de uma celebração na igreja. Lá ele terá a mesma oportunidade de conhecer ao Senhor e receber uma nova vida, assim como aconteceu com você.

Atitudes que mudam circunstancias

Atitudes que mudam circunstancias

Texto: Mc 2.1-5, 10-12 – Textos Complementares: Hb 11.1-3; Mc 2.5a; Tg 2.14-26; Rm 8.37-39.


Versículo para Memorizar: “Quando viu que eles tinham fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os seus pecados estão perdoados.” (Mc 2.5).


Introdução: Falaremos nesta ocasião sobre a atitude de quatro homens que mudou a vida de um paralítico. Veremos o que fizeram para viabilizar um acontecimento milagroso.

1 – Tiveram Uma Visão de Fé

– Os quatro amigos do paralítico agiram em seu favor por causa de uma visão de fé. Eles se negaram a aceitar a realidade da paralisia no corpo do companheiro, e, em seus corações, começaram a vê-lo são e totalmente livre de qualquer deficiência. A cura aconteceu, primeiro, no coração dos amigos, para depois ser uma realidade no corpo do paralítico.
É assim que as coisas funcionam no reino espiritual. O que desejamos que aconteça, primeiro, tem de nascer em nossos corações, para que depois se materializem (Hb 11.1-3).
Os homens creram que Jesus podia fazer algo pelo doente, e por isso, envidaram seus esforços na concretização daquele ideal.

2 – Transformaram a Fé Em Obras

– Os amigos do paralítico realmente creram que Jesus podia fazer algo por ele. Eles provaram tal fé quando a demonstraram por meio de atitudes concretas, sem as quais nada aconteceria. Sim, eles revelaram o quanto acreditavam num milagre, por meio do que fizeram de real.
Cada um pegou numa ponta da maca, juntos ergueram o doente, caminharam, por entre a multidão, subiram em cima da casa, tiraram a telha e o desceram. Essa era a parte que lhes cabia, e a fizeram muito bem. Por esse motivo a Bíblia disse: “vendo-lhes a fé” (Mc 2.5a).
Como Jesus pôde ver algo invisível como a fé? Por meio das obras! É como se a fé fosse o espírito, e a obra, o corpo. O espírito não se pode ver, mas o corpo sim. É disso que nos fala Tiago 2.14-26, de cujo texto queremos extrair algumas frases, que consideramos mais relevantes.
“Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se não dá provas disso? Será que essa fé pode salvá-lo? ...Portanto a fé é assim: se não vier acompanhada de ação, é coisa morta em si mesmo. Mas alguém poderá dizer: você tem fé, e eu tenho boas ações. E eu respondo: então me mostre como é possível ter fé sem ter boas ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações”.

3 – Mantiveram a Atitude de Vencedores

– É interessante perceber como aqueles homens mantiveram a atitude de vencedores, a despeito das dificuldades apresentadas. Notemos que a oposição surgida, não foi apenas a da multidão à porta da casa, impedindo a passagem da maca. Outras maiores tiveram de ser superadas.
A primeira, talvez, tenha sido a da incredulidade. É possível que eles tenham pensado em desistir, diante do grande desafio. Quem sabe, não tenham chegado a pensar que não valia a pena tanto esforço para uma eventual frustração.
A segunda barreira vencida foi a da indisposição. Até que ponto eles estariam realmente dispostos a levar aquilo até o fim?
A terceira, como já citamos, a da multidão à porta da casa. Poderiam ter pensado que o Messias não teria tempo ou interesse de ajudar seu amigo, estando ocupado demais com as necessidades dos outros.
Mas eles não pensaram assim. Glória a Deus!
A última barreira vencida foi a do telhado removido para a passagem da maca.
Enfim, apesar dos muitos obstáculos, eles não se deixaram intimidar por nenhum deles. Em todo o tempo mantiveram uma atitude de vencedores (Rm 8.37-39). Cremos ser esta a atitude de qualquer um que se propõe a ver cumprido um sonho de Deus plantado no coração.


Conclusão: Aqueles quatro homens, amigos do paralítico, demonstraram a verdadeira fé que se manifesta por intermédio de obras. Enfrentaram todos os obstáculos do caminho, e voltaram para suas casas satisfeitos pela vitória obtida: a cura e a salvação de um amigo especial.


Aplicação: Como você pode colocar a sua fé em prática, agora mesmo? Procure lembrar-se de alguma situação que necessite de mudança em sua vida ou na de outros. Não fique apenas na oração. Descubra o que você pode fazer de concreto para mudar tal circunstância, e mãos à obra!
Dependa de Jesus em tudo!