10/31/2015

Como Cultivar Boas Amizades

Como Cultivar Boas Amizades
Introdução: É impossível viver sem conseguirmos manter boas amizades? O nível dessas amizades afeta minha vida? Será que sabemos como nos relacionar com nossas amizades? A maioria das pessoas que fracassam em suas profissões, fracassam não porque não sejam habilidosas em suas funções, mas porque não sabem se relacionar com seus amigos de trabalho. O Criador das pessoas sabe como manter relacionamentos pessoais, e Ele nos deu sábios conselhos sobre os relacionamentos pessoais.

Sentença interrogativa: quais são esses conselhos?

I. Primeiro conselho: mais vale ter um amigo por perto, que um irmão longe.

(Provérbios 27.10) “.... Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe”
1. A amizade tem valor dependendo da situação. (Provérbios 17.17)
2. Ele pode ter mais valor que os laços de sangue (Provérbios 18.24)
3. É difícil esquecer as amizades que se fortalecem nos momentos de dor e sofrimento, aquelas que comem um quilo de sal conosco.

II. Segundo conselho: existem algumas coisas que atrapalham as amizades

Quais são essas coisas?
1. Boatos: espalhar notícias – Provérbios 16.28, 6.19 (verdade - edifica- é necessário).
2. Falar demais – Provérbios 11. 9,13; Tiago 3.1-2(quem fala demais dar bom dia a cavalo)
3. Mentiras – Provérbios 24.28; 12.19(confira Efésios 4.25, 6.14) 
4. Ridicularizar o amigo, desprezar – Provérbios 11.12
5. Relembrar os seus erros – Provérbios 17.9; 
6. Prejudicar o amigo, fazer o mal – Provérbios 21.10; 
7. Brincadeiras que trazem prejuízo – Provérbios 26.18,19
8. Momentos de dificuldade – Provérbios 19.4

III. Terceiro conselho: existem coisas que ajudam uma amizade:

Quais são essas coisas?
1. Perseverança – Provérbios 17.17, 27.10; 2.17– mesmo na adversidade. A amizade já comprovada tem mais valor. Não troque as amizades antigas pelas novas. (1 Reis 12.6-14)
2. Repreensão leal – Provérbios 27.6; Salmos 141.5 – chamar a atenção do amigo em amor (Mateus 18.15-20; Gálatas 6.1-5). O amigo não é aquele que fala o que a pessoa deseja ouvir, mas o que fala o que a pessoa precisa ouvir.
3. Fazer o bem – Provérbios 3.27-30
4. Ânimo – Provérbios 15.30 – engordam os ossos, revigoram o corpo.
5. Conselhos Bons – Provérbios 27.9, 22.11 
6. Franqueza – Provérbios 25.9; 11.13
7. Saber os Limites – Provérbios 25.17.

IV. Quarto conselho: As amizades podem influenciar nossas vidas:

1. Influenciar para o mal: (Provérbios 22.24-29)
1.1. O crente deve se afastar de “irmãos” que não vivem segundo as Escrituras (1 Coríntios 5.9-13).
1.2. O crente precisa se afastar de “irmãos” que procuram implantar divisão na igreja (Romanos 16.17-19).
1.3. O crente deve se afastar daqueles “irmãos” que são preguiçosos (2 Tessalonicenses 3.6-15; Provérbios 6.1-12; 26.13-16)
1.4. As más companhias corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15.33; 1 Reis 12.6) 
2. Influenciar para o bem: (Provérbios 13.20. )
2.1. Quem se aconselha com boas pessoas, terá bons conselhos
2.2. Veja se Daniel se envolvia com pessoas que não tinha o mesmo nível dele (Daniel 1.17; 2.17-18; 48-49; 3.16-18,30; 6.16,22,24).

Conclusão: A Bíblia fala de um grande amigo que estar disposto a manter um relacionamento com todas as pessoas que assim desejarem, esse amigo é Cristo, o melhor amigo de todos. Por que Cristo é o melhor amigo que uma pessoa pode ter?
Darei algumas razões que faz de Cristo o melhor amigo:
1. Ele está disposto a dar a sua própria vida para o bem de seus amigos (João 15.13)
2. Ele deseja se relacionar conosco sem reservas (João 15.15)
3. Ele tem intenções claras e transparentes (João 10.10)
4. Ele deseja compartilhar conosco os seus bens (Apocalipse 3.20-21)
5. Ele estar presente em todas as horas da vida (Mateus 28.20)

O que ele quer de seus amigos? (1 João 3.16-18) e (João 15.14)

Você tem cumprindo essas exigências? Amém.

Pr. Marcos Glayson

10/13/2015

Jesus: O Bom Pastor

Jesus: O Bom Pastor
Texto: João 10.11-18, 26-29
Introdução: No último encontro, estudamos João 10.9 e aprendemos que Jesus é a porta. Na continuação dessa passagem bíblica, Jesus afirma ser o bom pastor e explica o significado disso para a vida de cada um de seus discípulos.

Neste texto, Jesus fala de três personagens: o bom pastor, o assalariado e as ovelhas.

Primeiro, Jesus apresenta-se como o bom pastor e dá as suas características:

•  Ele dá sua vida pelas suas ovelhas. Significa um amor extremo, radical. De fato, Jesus deu a sua vida por nós – (11)
•  Ele conhece intimamente cada uma de suas ovelhas; ele sabe tudo a nosso respeito; (V14)
•  Ele é conhecido pelas suas ovelhas, ou seja, ele se revela a nós. Este nível de conhecimento deve ser tão profundo quanto o Pai conhece Jesus e Jesus conhece o Pai. - (V 14-15);
•  Ele dá a vida eterna para as suas ovelhas; (V 28);
•  Ele protege as suas ovelhas – ninguém as arrebatará de sua mão – (V28).

Segundo, Jesus apresenta o assalariado (ou mercenário) e suas características (V12-13)

•  Ele não tem cuidado das ovelhas;
•  Ele não é um verdadeiro pastor no sentido de cuidar e se importar; só trabalha pelo salário e não tem nenhuma identificação com Jesus;
•  Ele não é proprietário das ovelhas; elas pertencem ao Pai;
•  Numa situação de perigo ele abandona as ovelhas, foge, e deixa que elas sejam destruídas, pelo lobo (Diabo) porque não se importa e só trabalha por dinheiro;

A grande diferença entre o bom pastor e o mercenário é o amor pelas ovelhas. O bom pastor ama verdadeiramente suas ovelhas, deseja cuidar delas, dá a vida por elas.

Terceiro, Jesus apresenta as suas ovelhas e revela as suas características:

•  Elas creem em Jesus, que foi o primeiro passo para se tornarem ovelhas dele; (V26)
•  Ouvem a voz de Jesus, o que significa que obedecem a ele;
•  Elas seguem a Jesus, isto significa que são discípulos dele; (V27) Enfim, Jesus compara seus seguidores com ovelhas, e compara a si mesmo com o Bom Pastor.

Pergunta: A grande questão que devemos levantar é: você e eu somos de fato ovelhas do rebanho de Jesus? Do texto podemos aprender que:

1. Só podemos dizer que seguimos a Jesus se ouvirmos a Sua voz

Segundo Jesus, as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem. Por isso, fizemos aquele quebra-gelo. Ouvir implica em obedecer. Tem muita gente que pensa seguir a Jesus mas engana-se. São membros de igrejas e até religiosos, mas não são discípulos. Um discípulo é um seguidor integral do mestre, procura obedecer em tudo e não só no que lhe convém. Se faço só o que me convém, não sou discípulo.

Pergunta: Na vida real, no dia a dia, será que nós ouvimos a voz de Jesus? Você segue as suas ordens e instruções?

Se sua resposta for positiva a estas perguntas então você é ovelha dele. Se ama a Deus e busca conhecer e praticar a Sua vontade, e se seu caráter tem sido transformado (deixado de ser egoísta, rebelde, orgulhoso), então você é um discípulo dele.

Se for negativa, você não é sua ovelha. Isso é um perigo, porque torna-se presa fácil do ladrão. Neste caso, você precisa arrepender-se e receber Jesus Cristo como Salvador e Senhor de sua vida.

2. Nós somos como ovelhas e precisamos que Ele nos conduza

Sempre que olhava as multidões, Jesus se compadecia das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, sozinhas, perdidas e aflitas. Por mais que nos consideremos capazes, autossuficientes e independentes, na verdade nós precisamos ser guiados por Deus. Sem Ele, estamos perdidos, sem direção e em futuro.

Jesus é o Bom Pastor que vai à frente, e se você não segui-lo estará perdido.

3. Se não seguirmos a Jesus, então seremos conduzidos pelo “ladrão”.

Não há meio-termo, se você não ouve a Jesus e segue-o, você ficará sem o Pastor para lhe proteger das investidas do diabo (o ladrão). Ele usa os desejos e necessidades que temos para tentar nos impedir de seguir a Jesus e fazer o que Ele nos pede, e assim viramos presas fáceis do diabo, que quer nos roubar, matar e destruir (verso 10)

4. Se seguirmos o Bom Pastor, teremos intimidade com ele e desfrutaremos de vida abundante e segurança.

O Salmo 23, conhecido como o salmo do bom pastor é na verdade o salmo da ovelha. Ele fala dos benefícios experimentados por aquele que é ovelha e tem o Senhor como pastor. O versículos 1 nos diz que “nada faltará” a quem é ovelha dele. O que não faltará?
1.  Não faltará descanso, refrigério (versos 2,3).
2.  Não faltará direção (verso 3)
3.  Não faltará proteção  (verso 4)
4.  Não faltará Unção (verso 5)
5.  Não faltará aceitação (verso 6)
6.  Não Faltará a presença eterna do Senhor (verso 6)

Conclusão: Ser ovelha de Jesus e fazer parte de seu rebanho implica em segui-lo e obedecê-lo.

Se Ele é o nosso bom pastor, que deu sua vida por nós, então nada nos faltará. Podemos descansar nesta verdade tão claramente revelada em Romanos 8.32:  “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”.

Que nesta próxima semana, possamos seguir o Senhor e experimentar sua presença suprindo todas as nossas necessidades.

10/09/2015

Diga Sim ao Projeto de Deus Para Sua Vida

Diga Sim ao Projeto de Deus Para Sua Vida
Introdução: “Deus tem um plano para a sua vida!”. Essa é uma repetida frase do jargão evangélico.

Perguntas:

Você já ouviu ou disse para alguém essa frase? Em que circunstâncias isso se deu? Qual o significado dessa frase? Que mensagem ela quer transmitir?

“Deus tem um plano para a sua vida” é uma frase que nos coloca em uma encruzilhada. De um lado, está o nosso projeto de vida. Do outro, o projeto de Deus para nós. Qual a nossa escolha?

Escolher entre o projeto de Deus e o seu próprio projeto de vida é um dilema que tem acompanhado o ser humano desde o princípio. Como Criador bondoso e cheio de amor, Deus nos criou com um plano em mente, como um propósito. Essa foi a grande questão que esteve diante de Adão e Eva no Jardim do Éden, por ocasião da primeira tentação. Havia duas árvores de destaque no centro do jardim: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.9). A árvore da vida poderia ser desfrutada livremente pelo homem, lhe dando vida para sempre (Gn 3.22). Por outro lado, da árvore do conhecimento do bem e do mal o homem não poderia comer, pois, se assim fizesse, iria morrer (Gn 2.17).

A árvore da vida representava o projeto de Deus para o homem, o qual lhe proporcionaria vida verdadeira. Por outro lado, a árvore do conhecimento do bem e do mal representava um projeto de independência do homem em relação a Deus, o que o levaria à morte. Apesar do alerta, o homem e a mulher optaram pela independência. Influenciados pelo inimigo e atraídos pela árvore do conhecimento do bem e do mal, julgaram ser uma boa opção desfrutarem dela e decidiram, então, desobedecer a Deus e comer do seu fruto (Gn 3.6). Por isso, morreram, ou seja, foram separados de Deus e passaram a experimentar todos os malefícios disso.

Pergunta:

Quais as consequências de Adão e Eva terem comido da árvore do conhecimento do bem e do mal, de acordo com Gênesis 3.7-24?

Por terem comido da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva:

•  Perceberam que estavam nus e buscaram folhas de figueira para cobrir-se (Gn 3.7);

•  Esconderam-se de Deus por medo de sua nudez quando perceberam a presença dele no jardim (Gn 3.8-10);

•  Não assumiram a culpa do pecado, responsabilizando outrem  (Gn 3.11-13);

•  Passaram a experimentar sofrimento em suas funções básicas de vida: a mulher na gravidez e no dar á luz e o homem no trabalho (Gn 3.16-19);

•  Foram expulsos do Jardim do Éden e deixaram de ter acesso à árvore da vida (Gn 3.22-24);

Aplicando essas consequências a nós hoje, podemos dizer que aqueles que optam pelo projeto da independência experimentarão em suas vidas:

•  Uma percepção aterrorizante de sua condição humana frágil, um sentimento de desamparo e uma busca solitária por soluções próprias para as questões da vida;

•  Medo de Deus e consequente fuga e distanciamento dele;

•  Um sentimento de culpa por sua condição de vida por um lado, mas uma delegação da responsabilidade a outras pessoas por outro;

•  Sofrimento e grande dificuldade nas questões ordinárias e extraordinárias da vida;

•  Inacessibilidade e consequente ausência da verdadeira vida;

Conclusão: As árvores de destaque do Jardim do Éden representam dois tipos de projetos de vida:

•  O projeto de Deus, que leva o homem à vida verdadeira, e requer dependência, submissão e obediência do homem a Deus;

•  O projeto do homem, que conduz à morte, e é caracterizado por independência, rebeldia e desobediência do homem a Deus.

Optamos pelo projeto de Deus não apenas quando entregamos nossa vida a Cristo, nos reconciliando com o Pai, mas também quando submetemos as decisões de nossas vidas à sua vontade. O projeto de Deus não tem a ver apenas com salvação, mas com a vida como um todo. Ele está interessado em onde iremos morar, em que e onde iremos trabalhar, com quem iremos nos relacionar, etc, além de também desejar que façamos algumas coisas para e em nome dele, como a implantação do Reino dos céus na terra.

Perguntas:

Que projeto de vida você tem executado: o seu ou o de Deus?

Quais tem sido os resultados do projeto de vida que você tem executado?

A Bíblia Sagrada registra histórias de pessoas que tomaram decisões diferentes nas encruzilhadas dos projetos de vida. Veja só:

•  Jeremias e Jonas: Jeremias aceitou o projeto profético de Deus para a sua vida e, apesar das dificuldades, foi um homem realizado (Jeremias 1.4-19). Jonas, por outro lado, fugiu do projeto de Deus e foi parar no “fundo do poço” (Jonas 1.1-17)

•  Maria e Zacarias: Apesar das impossibilidades, Maria creu e aceitou o projeto de Deus para a sua vida, de ser a mãe do salvador do mundo (Lucas 1.26-38). Zacarias, por outro lado, olhou para as impossibilidades e, apesar de, por misericórdia de Deus, ter vivenciado o projeto dele para a sua vida, sofreu as consequências de sua incredulidade (Lucas 1.5-25)

Nunca diga não ao projeto de Deus para a sua vida, como Jonas, Zacarias, Adão e Eva um dia fizeram, sofrendo as tristes consequências disso. Inspire-se em Jeremias e Maria e aceite e creia no projeto de Deus!

10/07/2015

Diga Sim aos Mandamentos de Deus

Diga Sim aos Mandamentos de Deus
Texto: Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo. (Salmo 119:47)
Introdução: Muitos têm dito que vivemos a geração da rebeldia. As pessoas querem ser completamente independentes, andando sem prestar contas a ninguém. É cada vez mais comum se observar pessoas que só obedecem quando veem possibilidade de algum ganho ou então porque são constrangidas à obediência.

No mundo, estamos sujeitos a prestar obediência a diversas pessoas e instituições que exercem autoridade sobre nós. Devemos obediência aos pais, aos patrões, aos governantes, aos magistrados, às leis que regem o País, etc. Assim, obedecemos, porque essas pessoas ou instituições possuem autoridade e poder para não apenas nos fazer cumprir suas determinações, mas também punir quem se insurge contra as ordens proferidas.

Entretanto, quando o assunto é obediência a Deus, parece que temos mais dificuldade. Na maioria das vezes não temos consideração pelos mandamentos de Deus. Aparentemente, é mais fácil cumprir leis criadas pelos legisladores humanos do que as Leis criadas pelo Legislador Soberano.

Contrapondo a um espírito de rebeldia que atua largamente nos dias de hoje e também ao incentivo para que as pessoas sejam cada vez mais autossuficientes e independentes, Davi afirma, no texto base da lição, que ele não somente ama, mas também tem prazer nos mandamentos de Deus. Será isso possível? Como encaramos os mandamentos de Deus? O propósito dessa lição é levar a cada um de nós a convicção de que nunca deveríamos dizer não aos mandamentos de Deus.

Nunca dizer não aos mandamentos de Deus está relacionado à questão da obediência. De uma maneira geral, a obediência bíblica significa ouvir, confiar, submeter-se e render-se a Deus e obedecer a Sua Palavra. Nunca dizer não significa sempre dizer sim. Quando digo sim aos mandamentos de Deus, o que eu deveria esperar?

1. Andar debaixo de proteção

E o Senhor Deus ordenou ao homem: Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá. (Gênesis 2.16-17)

Os mandamentos de Deus sempre devem ser vistos como protetivos e não restritivos. Deus não deixou mandamentos para nos privar de coisas boas, agindo como um desmancha-prazeres. Pelo contrário, seus mandamentos visam a nossa proteção.

Foi o que aconteceu no Jardim do Éden. Quando Deus ordenou que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele afirmou as consequências da desobediência: no dia em que comer, certamente morrerá.

Pergunta: Você tem essa convicção, de que os mandamentos de Deus visam a nossa proteção?

2. Permanecer Inabalável

Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda. (Mateus 7:24-27)

Essas são as palavras finais de Jesus no seu conhecido Sermão da Montanha. Ele afirmou que só existem duas maneiras de responder à sua palavra, simbolizada pelas atitudes de dois homens.

Aquele a quem Jesus chamou de prudente é o que ouve as suas palavras e as pratica. Quando vieram as dificuldades, representadas pelas chuvas e os ventos, a sua casa não caiu porque estava edificada sobre a rocha (lembre-se que a Rocha é Jesus). Aquele chamado de insensato ouve também, mas não pratica. E quando vieram as dificuldades, indicadas também pelas chuvas e ventos, a sua casa caiu, porque estava edificada sobre a areia.

É importante reforçar que os dois ouvem, mas apenas o prudente pratica, ou, em outras palavras, obedece. Enfrentam as mesmas tribulações, entretanto apenas o prudente permanece inabalável. A obediência é garantia de permanecermos firmes nos momentos de tribulação.

Pergunta: Você tem a convicção de que a obediência é uma sólida âncora que mantem o nosso barco firme nos momentos de tormenta?

3. Demonstrar Amor a Deus

Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele. (João 14:21)

Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados.  (1 João 5:3)

Quando indagado por um escriba sobre qual era o principal de todos os mandamentos, Jesus respondeu: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12:30). Acima de tudo, devemos amar a Deus. Entretanto, Deus espera que nós O amemos em retribuição ao seu amor. Foi por isso que João declarou: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Não deve ser por imposição, mas sim como uma resposta àquele que nos amou e se entregou por nós.

Jesus foi claro ao dizer que a obediência é uma das maneiras de expressarmos nosso amor a Deus. Se amarmos a Deus verdadeiramente, com todas as nossas forças, reconhecendo-O como o nosso Deus, Pai e Senhor, que nos ama infinitamente, inevitavelmente nos sentiremos inclinados a obedecê-Lo. Como o pai que se alegra com a obediência de seu filho, certamente, Deus se alegrará com a nossa obediência.

Pergunta: Você tem a convicção da correspondência entre o amor a Deus e a obediência?

4. Receber Recompensas da Parte de Deus

As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas .... Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes. (Salmos 19:9b-11)

São muitas as referências bíblicas que afirmam que Deus abençoa e recompensa a obediência aos seus mandamentos: “... há grande recompensa em obedecer-lhes”.

Deus falou detalhadamente ao povo de Israel sobre as bênçãos da obediência e também das maldições da desobediência no texto de Deuteronômio 28. Deus prometeu abençoar a obediência concedendo fertilidade ao homem e a mulher; fertilidade a terra cultivada e aos animais criados; sustento; vitória sobre inimigos; êxito no trabalho; proteção divina; respeito perante as pessoas; equilíbrio financeiro, etc. Glória a Deus!

Portanto, obedecer a Deus é algo que resulta em benefícios para nós, e nunca em malefícios. Por outro lado, a desobediência traz resultados negativos para nós e teremos que arcar com as consequências de nossa insubmissão. Perdemos muito quando endurecemos nosso coração e andamos conforme nossa própria vontade, ignorando os preceitos do Senhor.

Pergunta: Você tem convicção das recompensas de Deus advindas da obediência?

Conclusão: Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor! Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam! (Salmos 119:1-2)

As pessoas vivem em busca da felicidade. A Bíblia nos ensina que são felizes aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus. Por essa razão, nunca diga não aos mandamentos de Deus.

10/05/2015

Jesus: O Pão Da Vida

Jesus: O Pão Da Vida
Texto: João 6:26-35; 47-51
Introdução: O Evangelho de João relata episódios selecionados da vida de Jesus para defender um tema principal: Jesus Cristo é o Filho de Deus, que oferece a vida aos que creem nele (João 20:30-31). Ao longo do livro,  Jesus se apresenta através de uma série de afirmações poderosas, normalmente combinadas com sinais e milagres reveladores. Jesus disse: 
1. Eu sou o pão da vida (6:35,41,48,51); 
2. Eu sou a luz do mundo (8:12); 
3. Eu sou a porta das ovelhas (10:7,9); 
4. Eu sou o bom pastor (10:11,14);
5. Eu sou a ressurreição e a vida (11:25); 
6. Eu sou o caminho, e a verdade e a vida (14:6); 
7. Eu sou a videira verdadeira (15:1,5).

Cada afirmação ensina algo importante sobre a missão de Jesus, mostrando que ele veio para ensinar, salvar e proteger o seu povo. Mas muito mais que revelar o que ele veio fazer por nós, estas afirmações revelam quem Jesus é. Jesus é Deus. A capacidade dele de ser e oferecer tantas coisas vem de sua natureza divina. É exatamente esta natureza que ele destaca em João 8:24,28 e 58, quando se apresenta com as simples palavras: “Eu Sou”. Ele não é apenas o pão, ou a luz, ou o bom pastor, mas ele é o Eterno Deus. Ele não foi criado e não veio a existir. Nas suas próprias palavras, Jesus disse: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (João 8:58).

Jesus usou palavras carregadas de poder e eternidade para se apresentar ao mundo. Nós devemos crer no único “Eu Sou” para termos a vida eterna. Jesus disse: “Porque, se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).

Nesta nova série de estudos para as células, o nosso tema é um só: JESUS. Vamos conhece-lo melhor, vamos nos relacionar com ele e deixar que ele seja tudo o que deseja ser em nossa vida, o nosso Deus.

Jesus, a pessoas mais extraordinária que já andou por este planeta, fez declarações extraordinárias sobre si mesmo, sempre em meio à realização de um grande milagre. Ele queria que as pessoas o conhecessem e conhecessem a sua missão.

Ele sabia que muitos os seguiam apenas por causa dos milagres que ele realizava. E ao fazer estas declarações extraordinárias, Jesus demonstra que, além de nos abençoar com suas obras maravilhosas e transformadoras, deseja que nós o conheçamos e que tenhamos um relacionamento pessoal com ele.

Neste episódio, Jesus tinha acabado de multiplicar pães e peixes de modo a alimentar uma grande multidão necessitada (João 6.1-15). Em seguida, Jesus questiona a motivação do povo (verso 26) e declara ser ele mesmo o “pão da vida, capaz de saciar a fome mais profunda do ser humano. Deste texto podemos destacar:

1. A multidão seguia a Jesus apenas pelos sinais e milagres que ele realizava.

O versículo 2 diz que “grande multidão continuava a segui-lo, porque vira os sinais miraculosos que ele tinha realizado nos doentes”.

Pergunta: Vocês poderiam citar alguns milagres que Jesus já tinha realizado?

A fama de Jesus se espalhava por toda parte e por isso, uma grande multidão seguia a Jesus. O fascínio era tão grande que, conforme o versículo 14, o povo queria até proclamá-lo rei, começando a olhar para ele como a solução para os problemas políticos, econômicos e sociais que enfrentavam. A multidão não conhecia Jesus e não entendia que Jesus era Deus.

Pergunta: Por que você tem buscado e seguido a Jesus? Qual tem sido sua motivação? Quem é Jesus para você? Um homem de sinais e milagres? Um grande profeta? Um líder político? Um bom mestre? Qual é a sua visão de Jesus?

Esta talvez seja a pergunta mais importante a responder em toda a nossa vida: quem é Jesus?

2. Apesar da motivação errada do povo, Jesus não deixou de fazer milagres.

Relatando o mesmo milagre de Jesus, Marcos 6.34 afirma: “Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas”. Lucas 9.11 declara: “mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura”. Em síntese, Jesus se compadeceu da multidão, a acolheu e agiu em seu favor, curando os doentes e ensinando sobre o Reino de Deus.

Jesus jamais vai rejeitar aqueles que dele se aproximavam com necessidades. Ele olhava para as pessoas com compaixão e misericórdia, procurando suprir as carências apresentadas. Ele amava tanto às pessoas, que não se incomodava com o trabalho que o cuidar delas traria. As necessidades eram importantes e precisavam ser sanadas.

Pergunta: Quais são as suas maiores necessidades hoje? Você acredita que Deus se importa com as suas necessida- des também?

3. O principal interesse de Jesus está na nossa salvação e no nosso relacionamento com ele.

O versículo 27 diz: “Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará”. Apesar de reconhecer as necessidades físicas e materiais imediatas, Jesus queria mesmo é que as pessoas comessem o pão da vida (Se alguém comer deste pão, viverá para sempre, João 6.51).

O que significa comer do pão da vida? Significa crer em Jesus e considerá-lo como fonte pessoal de vida.  Crer vai muito além do simples acreditar. Biblicamente, crer tem como sinônimo se entregar em confiança e dependência (cf. Salmo 37.5). O que Jesus quis dizer à multidão que o ouvia é que eles deveriam tê-lo como Deus, como a única e verdadeira fonte de vida, entregando-se em confiança e dependência a ele.

As pessoas não deveriam procurá-lo simplesmente para terem suas necessidades físicas e materiais supridas. Elas deveriam procurá-lo porque ele é Deus, fonte de vida eterna. Em um primeiro momento de aproximação, seria até aceitável e normal que uma pessoa viesse a Jesus por causa daquilo que ele poderia fazer em favor dela. Entretanto, o amadurecimento espiritual significa deixar de procurar apenas as bênçãos para buscar um relacionamento com o abençoador.

Pergunta: Honestamente, você já entendeu que Jesus é Deus, única e verdadeira fonte de vida eterna? Você já entre- gou sua vida a Jesus?

4. Alguns discípulos pararam de seguir a Jesus

Os versículos 60 e 66 relatam: “Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: ‘Dura é essa palavra. Quem pode suportá-la?’... Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo”. Que triste! Ao serem confrontados com a verdadeira razão pela qual deveriam estar seguindo a Jesus, muitos voltaram atrás. Não haviam entendido quem ele era e qual era a sua missão. Queriam apenas os benefícios, e não o compro- misso da fé. Não eram verdadeiros discípulos. Poderíamos chamá-los de meros seguidores.

Pergunta: E você, considera-se um verdadeiro discípulo de Jesus ou um mero seguidor?

5. Os verdadeiros discípulos creem e sabem que só Jesus Cristo oferece a vida eterna

Após o acontecimento acima descrito, Jesus perguntou aos Doze, seu grupo mais íntimo de discípulos: “Vocês tam- bém não querem ir?” (João 6.67). Percebe-se com essa pergunta, que Jesus não estava preocupado com a quanti- dade de seguidores que possuía. Não se deixava impressionar com as grandes multidões que o seguiam. Ele estava interessado em verdadeiros discípulos.

A essa pergunta, Pedro, que havia entendido, respondeu: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus” (João 6.68,69). O verdadeiro discípulo é aquele que compreende que Jesus é a única fonte de vida eterna. Por isso, crê e entrega-se a ele totalmente, comprometendo-se a segui-lo e obedecê-lo por toda a vida.

Pergunta: Você responderia como Pedro respondeu?

Conclusão: Mais uma vez podemos ver como Jesus é extraordinário, cheio de compaixão e amor pelas pessoas. Por isso, podemos e devemos apresentar a Deus as nossas necessidades e buscar nele a solução para as nossas mais diversas lutas e problemas. Jesus tem poder, ele opera milagres e se importa conosco.

Mas precisamos avaliar sinceramente as nossas motivações em seguir a Jesus. É apenas o “pão” o que buscamos ou desejamos mesmo segui-lo com Senhor e Deus, e desenvolver um verdadeiro relacionamento com ele?

Ao dizer que é o Pão da Vida, Jesus está afirmando que, por mais que ele possa nos dar tudo o que precisamos, inúmeras bênçãos, não é disso que precisamos. Ele disse: aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa (João 6:57). Não nos alimentamos de algo que ele nos dê, mas dele mesmo. Ele é a nossa vida. Muito mais que de bênçãos, precisamos do abençoador.

Momento de evangelismo: Conduza uma oração de conversão caso haja algum não convertido presente. Ou conduza o grupo a fazer uma lista de pessoas que estejam em seu circulo de amizades, uma lista VIP. Orem por eles para que eles se unam à célula e sejam alcançados para Jesus

Momento de oração: incentive e permita que orem uns pelos outros antes de encerrar a reunião.

Jesus: A luz do mundo

Jesus: A luz do mundo
Texto: João 8.12 e 9.1-11; 39-4
Introdução: Luz e trevas são opostos que estão bem presentes em nossas vidas. Eles podem ser usados como ilustração da situação espiritual em que as pessoas se encontram. É sobre isso que vamos estudar na lição de hoje, mostrando que Jesus é a luz do mundo e que, sendo assim, pode transformar a realidade de trevas.

1. O mundo em que vivemos está em trevas

Ao olharmos para o mundo em que vivemos, não é difícil concluirmos que ele está em trevas. Basta sair às ruas. Basta consultar a mídia. Basta conversar com pessoas. A Bíblia diz, em 1João 5.19, que “o mundo todo está sob o poder do Maligno”. Toda a criação está sob o poder do mal, isto é, mantida em submissão pelo diabo, o qual, segundo Jesus, é o príncipe deste mundo (cf. Jo 12.31; 14.30; 16.11).

Satanás governa o mundo e lhe incute os seus valores. Essa autoridade lhe foi dada na ocasião em que o homem desobedeceu e pecou contra Deus. A desobediência afastou o ser humano de seu criador (morte espiritual) e mergulhou todo o mundo em maldição (cf. Gn 3). A criação passou a ser corrupta e escravizada ao pecado. Em Gênesis 6.12, está escrito: “Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra”.

Pergunta: Quais são, em sua opinião, algumas das evidências que mostram que o mundo está em trevas?

2. Jesus é a luz do mundo

A palavra luz aparece 23 vezes no Evangelho segundo João. Dessas, 21 se referem a Jesus.  Em João, luz é uma metáfora acerca de Jesus. Quando ele disse ser a luz do mundo, quis dizer que é a solução para as trevas em que o mundo está. O mundo jaz em trevas, o diabo é o príncipe das trevas e viver no pecado é andar na escuridão. O diabo cegou o entendimento das pessoas, por isso, aqueles que são prisioneiros do pecado vivem em densas trevas.


No princípio desse evangelho, está escrito: “Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram” (João 1.4,5). Em Jesus está a vida, a qual, como uma luz, pode tirar os homens das trevas em que vivem. Isso é algo muito poderoso, pois não há como as trevas resistirem à luz. Quando a luz chega, as trevas são necessariamente dissipadas. Jesus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo, libertar os cativos e dar vista aos cegos.

Jesus é a luz do mundo e a luz prevalece nas trevas. Onde o evangelho é proclamado, a escuridão é vencida. Onde a verdade de Deus prevalece, a alma humana é iluminada. Onde Jesus é anunciado como Salvador, aqueles que vivem presos pela impiedade e desconhecimento de Deus são libertos. Jesus é a luz que veio ao mundo para iluminar todos os homens. Aqueles que nele creem não andam em trevas. Aqueles que nele confiam sabem para onde vão. Ele disse que é a luz do mundo, não uma luz no mundo. Só em Jesus há salvação. Só em seu nome há perdão.

3. Quem o segue não anda em trevas, pelo contrário, tem a luz da vida

Possibilidade não é realidade. Cristo, de fato, é a luz do mundo e derrotou a morte. Entretanto, as trevas só são dissipadas onde a luz está presente. Para sermos livres das trevas e da morte, precisamos nos aproximar da luz, ou seja, seguirmos a Cristo. Conforme João 8.24,51, isso é feito através de fé e obediência. É necessário crermos em Cristo (acreditarmos e confiarmos nele) e obedecermos à sua palavra para não andarmos em trevas e termos a vida.

João 12.46 diz: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”. Apesar de todo o benefício trazido pela luz, muitos insistem em continuar caminhando em trevas. Por quê? Esta é a grande questão que precisamos encarar: por que tantos não querem a luz de Jesus?

Pergunta: Em sua opinião, porque tantos tem medo de um relacionamento com Jesus? Se Ele é sensacional e mara- vilhoso, por que tantos o evitam?

De acordo com João, é porque não desejam que os seus pecados sejam revelados e questionados. Não querem abandonar a vida pecaminosa. “Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus” (João 3.19-21).

As grandes e decisivas perguntas que cada um de nós precisa responder são:

1.  Você tem andado em luz ou em trevas?
2.  Você tem se aproximado da luz de modo que suas obras sejam reveladas e questionadas?
3.  Você tem se escondido de Deus?

Conclusão: A obra de Cristo de nos tirar das trevas e nos levar para a luz é ilustrada pela história da cura de um cego de nascença. Assim como aquele homem que era cego e, por isso, mendigava (cf. Jo 9.8), nascemos cegos, em trevas, vivendo em miséria espiritual. Mas Cristo se compadece de nós e quer nos tirar dessa situação. Para tanto, precisamos nos aproximar dele, reconhecendo os nossos pecados e abandonando-os.

Mesmo uma pessoa que já se entregou a Cristo e experimentou de sua luz transformadora pode viver momentos de trevas. O pecado nos envolve na escuridão, nos afastando de Deus. João escreveu que se um crente afirma que está em comunhão com Deus mas anda em trevas, está mentindo (1Jo 1.6). No verso seguinte (v.7), a Bíblia nos desafia a andarmos na luz, ou seja, a termos a luz como estilo de vida. Essa é uma atitude totalmente coerente com o Deus que seguimos. Nosso Deus é luz. Conforme João mesmo diz, “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1Jo 1.5). Para sermos como ele, devemos evitar as trevas e sempre nos aproximarmos da luz; de Deus, da comunhão transparente com os irmãos e buscar uma vida de sinceridade e pureza.

Para esta semana, queremos propor os seguintes desafios:

1.  Verifique com sinceridade se você está andando em trevas ou em luz. Quais áreas da sua vida estão em trevas?
2.  O que Deus te mostrar que ainda é treva em sua vida, confesse cada pecado a Deus e receba total purificação (cf. 1Jo 1.9);
3.  Veja se existem pessoas que você precisa procurar para pedir perdão, ou fazer uma reparação

10/03/2015

Vida de Davi - História de Contrastes

Vida de Davi - História de Contrastes
Texto: 2 Samuel 8.6b, 14b-18
Introdução: A história do Rei Davi é uma história de muitos contrastes. Podemos aprender muito através da história de sua vida. Vejamos alguns destes contrastes vistos a partir de demonstrações na vida de Davi, algumas dignas de serem imitadas, outras de serem evitadas:

I. Demonstração de Graça – 2 Samuel 9

– Ler e elucidar o texto.
– Aleijado, vivia escondido no deserto.
– Mefibosete certamente pensou que seria morto
– Da mesma forma que Davi usou de misericórdia com Mefibosete, Deus usou de graça para conosco. Estávamos enfermos por causa do pecado, vivíamos no deserto da separação de Deus. Todavia, Deus nos curou, nos aproximou dEle e nos fez assentar em sua mesa através de Jesus Cristo!

II. Demonstração de Falta de Vigilância – 2 Samuel 11

– Davi não havia ido à guerra como os outros reis – v.1
– Davi estava dormindo em plena tarde e estava um tanto quanto ocioso – v.2 – – Cuidado: A falta de vigilância muitas vezes ocorre como conseqüência da ociosidade. Portanto, é importante que sempre estejamos com nossas mentes ocupadas, aplicando nossas energia em algo útil e proveitoso.
– Ver Tiago 1.12-15
– Muito cuidado com a porta dos olhos, dos ouvidos e do coração.
– Cuidado: A falta de vigilância demonstrada através de um pecado, pode desencadear o cometimento de uma série de outros pecados
– Este acontecimento expressa toda a nossa necessidade de prudência, pois foi praticado por um homem que amava profundamente a Deus, mas que por falta de vigilância conseguiu descer tão baixo. Existe dentro de nós a capacidade de fazermos tudo de bom e tudo de ruim que Davi fez. Daí a necessidade de vigilância!
– Cuidado: Ninguém está isento de descer a um nível tão baixo de conduta. O potencial para isto está dentro de cada pessoa, mesmo daquelas que amam profundamente a Deus. Por isso, a necessidade de vigilância.

III. Demonstração de Arrependimento – 2 Samuel 12

– Ver 2 Samuel 11.27c
– Elucidar a abordagem de Nata a Davi – a parábola – ler até o v. 7 a, depois ler o v. 13 a.
– Davi se arrepende genuinamente – ver Salmo 51.1-4, 9-17
– Um homem segundo o coração de Deus não é aquele que não tem nenhum erro, mas aquele que se arrepende genuinamente e sabe se humilhar e se quebrantar diante de Deus.
– Deus é bondoso e capaz de perdoar todo e qualquer pecado, mas as conseqüências de nossos pecados podem perdurar durante o decorrer de ioda a vida.
– Depois disso: Amnom força sua meia irmã Tamar e comete incesto com eia; Absalão, irmão de Tamar, se vinga de Amnom matando-o; Absalão se revolta contra o próprio pai e Davi é obrigado a fugir de Jerusalém; Absalão é morto por Joabe a contragosto de Davi.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra