12/18/2015

Poder do Espirito Santo: A Maior Necessidade da Igreja

Poder do Espirito Santo: A Maior Necessidade da Igreja
Introdução: A maior necessidade do pecador é Cristo. Jesus é o dom, o presente de Deus para o mundo. A Bíblia diz em João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Entretanto, a maior necessidade do crente, agora um pecador perdoado e remido, é o poder do alto, a plenitude do Espírito Santo, que se recebe no batismo do Espírito Santo. Se Jesus é o presente de Deus Pai para o mundo, o Espírito é o dom, o presente de Jesus para os crentes, para a igreja que ele estabeleceu aqui.

Não há igreja sem a presença do Espírito Santo e não há crescimento saudável sem a ação poderosa desse mesmo Espírito. É impossível haver um convertido sequer sem a transformação operada pelo Espírito Santo. Nunca foi propósito de Jesus que sua igreja vivesse sem a vida e a ação do Espírito Santo em cada um dos seus componentes.

Por essa razão devemos lembrar que:

1. O Espírito Santo Foi Prometido
Jesus instruiu os discípulos a não saírem de Jerusalém, até que recebessem a promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo, em Atos 1.4-5 “Certa ocasião, enquanto comia com eles, deu-lhes esta ordem: “Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei. Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo”.

Esse batismo seria também um revestimento de poder, “Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto”. Lucas 24.29.

Esta promessa, que se cumpriu no dia de Pentecostes, é a mesma profetizada por Joel, Joel 2.28 e Isaías, Isaías 44.3-5. Era o momento da dispensação do Espírito Santo. Os discípulos precisavam ser cheios para realizar a obra que Deus havia preparado para eles.

Pergunta: Por que os discípulos precisavam do Espírito Santo?

2. O Espírito Santo Deve Ser Objeto De Nossa Busca
Os discípulos não aguardaram a promessa do Espírito Santo passivos, mas em oração. Os 120 discípulos, entre eles os apóstolos, Maria e seus filhos, oraram durante dez dias após a ascensão de Jesus. Ao fim deste tempo, o Espírito Santo foi derramado sobre eles.

No cenáculo, aquele grupo estava comprometido com a busca do Espírito Santo. O texto bíblico diz que eles perseveravam unânimes em oração, Atos 1.14. Todos eles um só alvo: a busca do Espírito Santo. Em todos eles havia o mesmo sentimento.

Pergunta: Como você acha que nós podemos buscar a plenitude do Espírito Santo hoje?

3. O Espírito Santo Foi Derramado
No dia de Pentecostes, dez dias depois da ascensão de Cristo e da oração incessante da igreja, o Espírito Santo foi derramado, “Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava”. Atos 2:1-4.

Todos os discípulos ficaram cheios do Espírito Santo. Aqueles que creram em Jesus e se tornaram seus discípulos agora foram cheios do Espírito Santo e revestidos de poder para testemunhar. O Espírito Santo desceu sobre eles em línguas como de fogo e como um vento impetuoso, e todos começaram a falar das grandezas de Deus.

Uma multidão curiosa, perplexa e escarnecedora foi atraída pelo acontecido. Pedro tomou a palavra e pregou o evangelho e, naquela manhã, cerca de 3 mil pessoas se converteram a Cristo, Atos 2:41. Os discípulos, antes trancados com medo dos judeus, agora saem destemidamente a pregar as boas novas de salvação. Em pouco tempo, aquela mensagem alcançou todo o mundo conhecido naquela época.

Pergunta: Alguém pode compartilhar alguma experiência vivida em que se viu claramente a ação do Espírito Santo?

4. O Espírito Santo Dá Vida Plena
O derramamento do Espírito Santo refletiu na vida da igreja e o mundo foi impactado. A plenitude do Espírito foi percebida por meio da firmeza da doutrina dos apóstolos, do engajamento na oração, da comunhão fraternal, da adoração fervorosa e do testemunho irrepreensível. 

A igreja cheia do Espírito tem um bom testemunho dos de dentro e também dos de fora. É embaixadora de Deus na terra e promove festa no céu. Ela cresce em conhecimento e também em graça. Cresce em santidade e também em número, Atos 2:42-47. “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a Simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos”.

Uma igreja cheia do Espírito é irresistível. Ninguém pode deter os passos de um povo revestido do poder do alto. Prisões não podem intimidá-lo nem a morte pode fazê-lo recuar. Essa igreja avança em vitória e arrebata aqueles caminham para a perdição. Nada substitui a plenitude do Espírito. Lindos templos, pastores de boa retórica e música de qualidade podem impressionar as pessoas, mas sem o poder do Espírito Santo, a igreja não causará influência na comunidade e não honrará o nome de Deus. 

Precisamos de PODER DO ALTO. Precisamos do Poder do Espirito Santo: A Maior Necessidade da Igreja


Pergunta: Você deseja ser cheio do Espírito Santo?

12/07/2015

É Tempo De Buscar Ao Senhor

É Tempo De Buscar Ao Senhor
Texto: Oseias 10:12
Introdução: Palavras dirigidas a Israel por causa da imoralidade, corrupção, violência, e Deus usa Oseias para chamar a nação de Israel ao arrependimento
· Se haveria uma época em que Israel devia buscar ao Senhor, essa época havia chegado
· Chegou para nós o tempo de buscar ao Senhor
· O Senhor deixa claro, as condições de quando é tempo de buscar ao Senhor

Quais são essas condições?

I. Quando os juízos de Deus ameaçam a terra

A. O motivo de tais ameaças de juízo:
1. A Bíblia revela Deus como governador moral, tomando nota das nações dos homens
2. Nada escapa aos seus olhos diz a Bíblia em Provérbios 15:3 Os olhos do Senhor estão em toda a terra vigiando os bons e ruins
3. O que Ele vê quando olha para o Brasil?
a. Autoridades idolatras, voltadas para feitiçarias
b. Violências, assassinatos, roubos, etc....
c. Imoralidades estampadas nas revistas e jornais
d. Prostituição de menores, sexo livre
4. Deus está irado contra o Brasil
5. Deus só não destruiu o Brasil por causa da igreja
B. A natureza dos juízos divinos:
1. Nada o impedirá (Exercito, policia, autoridades, Nasa)
2. Deus permitiu que os Assírios cruéis e desumanos os levassem presos, como punição pelos seus pecados
3. Monumentos mostram os Assírios furando os olhos dos israelitas
4. Não sabemos como Deus julgará o nosso país
5. Devemos fazer como Abraão, interceder por Ló
6. O pecado tem cheirado mal diante de Deus

II. Quando a nossa própria condição espiritual se encontra em baixa

A. Indiferença a necessidade espiritual dos perdidos
1. Jonas durante a tempestade dormia
2. Os marinheiros pagãos clamavam ao seu deus
3. O único homem que conhecia ao Deus vivo, dormia
4. Se somos indiferentes aos perdidos, nossa condição espiritual encontra-se em baixa
B. Seguindo Jesus de longe
1. Pedro seguiu Jesus de longe
2. Aqueceu-se no fogo do inimigo
3. Finalmente negou a Jesus
4. É o mesmo que acontece hoje conosco
5. Já fomos fervorosos, mas agora estamos frios
C. Resultado: Castigo da parte de Deus
1. Alguém disse: Deus sabe surrar
2. Deus surrou Jonas; Foi engolido por um peixe
3. Então Jonas buscou ao Senhor
4. Se a nossa condição espiritual está em baixa, vamos esperar Deus nos surrar para depois o invocar?
5. Vamos segui-lo de perto, Pedro chorou amargamente
6. Chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós

III. Quando Deus quer derramar sobre nós as suas bênçãos

A. O grau da benção que Deus quer derramar
1. É tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha e chova a justiça sobre nós (Oséias 10.12)
2. Portanto chuvas de justiça, benção, misericórdia e poder
3. É isso que Deus quer fazer, dar bênçãos abundantes
B. Quais as condições para Ele derramar bênçãos?
1. Arrependimento
a. Arai o campo de pousio... (Oséias 10.12)
b. Preparar a terra (Coração), para receber a semente
c. Quebrar os torrões, arrancar tocos
d. Arrancar a raiz de amargura
2. Busca fervorosa
a. É tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha e chova justiça sobre vós... (Oséias 10.12)
b. Deus quer que sejamos persistentes na oração
c. Batei, batei e abrir-se-vos-á
d. Reconheçamos que é tempo de buscar o Senhor
e. Não podemos demorar, busquemos o na oração
f. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto Ele está perto
g. Pode vir a hora em que seja tarde para busca-lo
h. Achar-me-eis quando me buscardes de todo o vosso coração
i. Deus deixa achar-se por aqueles que o buscam
j. O busquemos até encontrá-lo
k. Você precisa ter um encontro com Ele
C. Quando O encontrar faça como Jacó não O solte até que seja abençoado
1. O salmista nos aconselha: Buscai ao Senhor e ao seu poder...
2. Precisamos de poder de Deus:
a. Na oração
b. No louvor
c. Na adoração
d. Na pregação
e. Para expulsar demônios

É tempo de buscar ao Senhor…

12/06/2015

As Principais Características dos Discípulos de Jesus

As Principais Características dos Discípulos de Jesus
Toda nação tem sua constituição e todos os povos têm suas leis, culturas e valores. O mesmo acontece com o Reino de Deus. Quando Jesus proferiu o Sermão do Monte ele estava estabelecendo a constituição do seu Reino. São os princípios fundamentais para aqueles que são seus discípulos e querem viver de acordo com a vontade de Deus.
 
Interessante observar o que Jesus afirmou em Mateus 5.19:
“Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus.”
Ele afirma que todo aquele que praticar e ensinar estes princípios e mandamentos será grande no Reino dos céus. Ele deseja e espera que proclamemos esta mensagem em todo lugar, na célula,  em casa, no trabalho. Que este seja nosso assunto  nas  conversas  com  os  filhos,  nas  células,  em  conversas  com  amigos,  porque  esta  é  a  sabedoria  que  todos precisam e, por isso, quem ensina-la, será recompensado. É uma promessa de Jesus. Assim, tanto o líder de célula que ensina quanto os participantes da célula que se esforçam em aprender e praticar serão muito abençoados e edificados em sua vida espiritual ao estudarem este Sermão. 

Introdução / Quebra-Gelo

Vamos falar sobre algumas características mais marcante de alguns povos. Por exemplo: quais são as características mais marcantes dos:
  1. Ingleses
  2. Alemães
  3. Italianos
  4. Japoneses
  5. Brasileiros?
E o povo de Deus? Como você pensa que deveria ser um verdadeiro cristão? Quais seriam as principais características dos discípulos de Jesus?

Observação:  você  pode  apresentar  algumas  fotos  bem  típicas  destas  nacionalidades  e  usar  apenas  um perfil de um rosto para ilustrar um cristão.

Nesta nova série de estudos, nosso foco serão os princípios práticos de vida cristã ensinados a partir de Mateus 5.21. Mas não tem como começarmos sem uma revisão das Bem-Aventuranças. Será uma recapitulação rápida, sem muito detalhe, das bem-aventuranças que estudamos na série “Escolhas que transformam vidas”. Vamos apenas relembrá-las, porque agora nosso interesse é estudar os princípios práticos e revolucionários do restante deste maravilhoso sermão. Sejam muitos abençoados ao estudarem e praticarem a maior mensagem que Jesus pregou.

Na  lição  de  hoje,  vamos  tratar  rapidamente  destas  oito  características  dos  verdadeiros  crentes.  A  primeira  seção  do Sermão do Monte (Mateus 5.1-11) trata da natureza do povo de Deus, de características que deveriam ser comuns a todos os cristãos. Assim como podemos facilmente diferenciar um japonês de um alemão, ou um americano de um brasileiro, devemos ser capazes de identificar um legítimo cristão por seu comportamento e características bem evidentes. Infelizmente, o cristianismo atual afastou-se tanto do padrão original de Jesus, que a maioria não vive neste nível e, pior ainda, muitos pensam que os que vivem como legítimos cidadãos do Reino são casos excepcionais. Mas é exatamente assim que Deus quer que sejamos. Se “batermos o olho” nos cidadãos do Reino de Deus, como eles devem ser?

Leitura Bíblica: Mateus 5:1-11

1. São Pobres Em Espirito (Verso 3). Não significa pobreza material, ou ser culturalmente ignorante e nem tampouco significa ser naturalmente humilde. Significa, em primeiro lugar, ser livre de orgulho. Significa, por isso mesmo, reconhecer sua absoluta necessidade espiritual diante de Deus (Lucas 18:10-14). É ter um coração contrito e quebrantado (Is 57.15) e reconhecer sua limitação e sua pobreza espiritual. É ter o espírito vazio de si mesmo, das coisas do mundo e de suas paixões e procurar ser cheio de Deus.  Você é humilde?

2. Eles Choram (Verso 4). Este chorar não é por coisas naturais (morte do pai, crise familiar, etc.), mas tem a ver com não estar contente nunca com o que já temos de Deus, estar sempre clamando por mais Dele. Feliz é aquele que tem este desejo de crescer e se aprofundar mais no conhecimento de Deus. Os verdadeiros crentes não são felizes com pouco de Deus, mas se entristecem porque anseiam por mais de Deus. Também choram pela situação das pessoas, de compaixão por tantos que ainda estão perdidos. Você chora?

3. São Humildes (Verso 5). Significa que começam a ser exatamente como Jesus, que era manso e humilde de coração. Mesmo sendo o Rei Eterno, se tornou homem pequeno, vazio, praticou o que neste verso está ensinando e nos convida à humildade, a ser como ele. É como se dissesse: “Tudo o que você tem fui eu que te dei e darei, seja influência, poder ou recursos econômicos. Não  para você simplesmente, mas para que você seja humilde e sirva os outros com isto, porque eu amo a humildade”. Quanto mais influência, poder e posição alguém tem, aí é que tem que se curvar e se abaixar para servir a todos com humildade. É isto que Jesus gosta. O mundo hoje pertence aos arrogantes, aos valentes e aos fortes, mas o Senhor diz que a terra, por fim, será dos mansos, gentis e humildes. Você serve? Ou só quer ser servido?

4. Eles Têm Fome e Sede de Justiça (Verso 6). Ter fome e sede é uma condição básica para o crescimento. É necessário haver fome por mudança e transformação na própria vida, na família, no trabalho e em todas as circunstâncias que nos cercam. Precisamos ter fome do próprio Senhor Jesus, não de bênçãos ou de experiências espirituais. Ter fome da justiça de Deus, da sua vontade, da sua santidade. A maior causa da fraqueza e raquitismo espiritual é a falta crônica de apetite e sede espiritual. O apetite do cristão deve ser direcionado para o que é certo. Nunca satisfazê-lo com coisas que são inúteis, que não satisfazem e que, por isso, a fome sempre volta. O discípulo de Jesus será feliz se não matar sua fome com entretenimento, com riqueza, com luxo, etc, mas com a busca da justiça para com Deus (justificado pela fé no sangue de Jesus), da justiça moral (caráter que agrada a Deus; conduta) e da justiça social (luta pela libertação de toda forma de opressão e injustiça social). Nossa fome e sede de justiça devem incluir todos estes três níveis de justiça: para com Deus, para conosco mesmo e para com o próximo. Você tem fome e sede de justiça?

5. São Misericordiosos  (Verso  7).  O  cidadão  do  Reino  quer  justiça,  por  isso  é  correto  consigo  mesmo  e busca os padrões de Deus. Mas é ao mesmo tempo misericordioso. Sabe oferecer perdão e misericórdia ao pecador. A misericórdia é diferente da graça. Misericórdia é qu do Deus não dá o que merecemos, e graça é quando Deus dá o que não merecemos. É interessante que quando temos sede de justiça, podemos nos tornar implacáveis no castigo e punição dos faltosos, mas Jesus equilibra seu ensino ao nos conduzir à misericórdia. O cristão pode ter oportunidade de vingar-se e ferir pessoas que o feriram, mas não o fará. Mesmo que tenha condições e até poder para fazê-lo, sempre estenderá misericórdia para todas as pessoas. Porque a misericórdia se manifesta no perdão. Aquele que é misericordioso sempre perdoa. Você sempre perdoa?

6.  São  Limpos de  Coração  (Verso  8).  Deus  não  vê  a  aparência,  vê  o  coração.  Há  pessoas  que  por  fora parecem tão boas e religiosas, mas em seu coração não agradam a Deus. Ser limpo de coração não é simplesmente ser limpo por fora, com boa reputação, mas é ser limpo no íntimo, no caráter, é ser limpo para com Deus. Não é aquele que olha para um lado e para o outro para ver se alguém está observando, mas é alguém que olha para cima, pois sabe que Deus tudo vê. São limpos de coração quando rejeitam a hipocrisia, a falsidade e são inteiramente sinceros. Os limpos de coração não têm nada a esconder. Não é mais limpo quem nunca se suja, mas sim quem sempre se limpa através do arrependimento e da confissão. Jesus certamente estava enfatizando o fato de que a verdadeira pureza é no íntimo, no coração, e não meramente no exterior ou nas cerimônias religiosas, como ensinavam os fariseus. São felizes os limpos de coração porque eles verão a Deus. Só os limpos de coração conseguem enxergar a Deus por trás de tudo e percebem Sua mão conduzindo-os. Você limpa sempre o seu coração? Como faz isto?

7. São Pacificadores (Verso 9). Jamais promovem o conflito, ao contrário, onde estão promovem a paz e a reconciliação. A ordem bíblica é clara: “Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança.” (1 Pedro 3.11). Isto nem sempre depende de nós, mas a Bíblia diz: “Façam todo o possível para viver em paz com todos” (Romanos 12.18). Somente será um pacificador aquele que coloca Jesus, o Príncipe da Paz dentro de si, pois só há paz onde Ele reina.

8. São Perseguidos Por Causa da Justiça e Por Causa do Senhor (Verso 10). Pode parecer que quem demonstra em sua vida estas características de discípulos de Jesus será sempre amado e bem aceito, mas não é assim que acontece. Em geral, quem vive como verdadeiro discípulo, será perseguido por causa da justiça. Não porque faz algo errado, mas exatamente porque a integridade e a santidade incomodam. Felizes são estes, porque não aceitam fazer concessões somente para agradar as pessoas, e vivem de modo a agradar a Deus. O mundo é contra Deus e será contra os servos de Deus também. Todo aquele que quiser seguir Jesus fielmente será perseguido (2 Timóteo 3.12). Seu estilo de vida incomoda?

Conclusão

As bem-aventuranças pintam um quadro do discípulo de Jesus:
  • Ele é humilde de espírito, reconhece sua pobreza espiritual e chora por causa dela.
  • Isto o torna manso e gentil em seus relacionamentos.
  • Longe  de  se  conformar  com  o  pecado,  ele  tem  fome  e  sede  de  justiça,  anseia crescer em Deus e em sua santidade.
  • Seu relacionamento com Deus faz dele alguém misericordioso para com os outros e puro de coração, sincero e transparente.
  • Ele procura ser um pacificador, um reconciliador.
  • Ninguém lhe agradece por isso; antes, ele é hostilizado e perseguido por causa da justiça que defende e por causa do Cristo a quem segue.
A grande pergunta é: comparando-se com este perfil de um discípulo de Jesus, você se encaixa nele? Você já é um discípulo de Jesus e tem visto sua vida avançando no processo de transformação? Se já é um discípulo, esta série de estudos lhe dará entendimento do que o Senhor Jesus agora requer de você. Se ainda não se enxerga um discípulo, tome agora mesmo a decisão de entregar sua vida a Jesus e recebê-lo em seu coração. A presença dele vai mudar a sua vida.

As 4 Verdades Mais Profundas Que Podem Transformar Uma Vida

As 4 Verdades Mais Profundas Que Podem Transformar Uma Vida
Podemos resumir o plano de salvação em quatro pontos chave, em 4 Verdades Profundas Que Podem Transformar Uma Vida:

1. Deus Me Ama

Os quatro pontos são uma ideia geral ou um resumo de toda a Bíblia, e a primeira coisa que você precisa saber é que Deus é apaixonado por você!

O seu amor é ilimitado e completamente incondicional. Não há nada que você possa fazer para que Ele o ame mais ou menos do que ele já o ama. Não já nada que Deus queira  mais  do  que  amá-lo  e  ser  amado  por  você. (Salmo 100:5,  1 João 3:16)

2. Eu Sou Pecador

Infelizmente,  todos  fomos  separados  do  amor  de Deus  por  algo  que  a  Bíblia  chama  de  pecado.  De forma  simples,  pecado  é  escolher  viver  para  nós mesmos  em  vez  de  viver  para  Deus. 

Nós  pecamos quando  ignoramos  Deus,  quebramos  as  suas  leis  e fazemos as coisas do nosso jeito. O pecado destrói relacionamentos com amigos, com a família e com Deus. A Bíblia fala que, na essência, o pecado gera a morte. (Isaías 59:2 e Romanos 6:23)

3. Jesus Morreu por Mim

O  terceiro  ponto  é  provavelmente  um  dos  fatos mais conhecidos da história da humanidade, mas é geralmente mal compreendido. A chave é entender que o salário do pecado é a morte. Todos pecamos e todos merecemos morrer. Mas Deus, que é tão cheio de  misericórdia,  o  amou  tanto  que  enviou  Jesus para  vir  e  morrer  em  seu  lugar. 

Jesus  morreu  para que nós pudéssemos ter vida eterna ( 1 João 4:9-10, Romanos 5:8)

4. Eu Preciso Decidir Viver Para Deus

Deus fez tudo que é Possível para demonstrar como você é importante para ele. Agora é com você decidir   o que  você vai fazer. Deus está oferecendo- lhe  vida  plena  por  toda  a  eternidade. 

Tudo  que você precisa fazer é aceitar que você pecou, pedir perdão  a  Deus  e  decidir  viver  o  resto  da  sua  vida somente para Ele. A escolha é sua. (Deuteronômio 30:19, 1 João 1:9)

12/05/2015

Três lições sobre Como atrair a presença de Deus

Três lições sobre Como atrair a presença de Deus
Texto Base: Êxodo 33:1-3, 12-15
Quebra-gelo: Em relação a este mundo, o que mais lhe atrai?
Introdução: Deus como onipresente está em todos os lugares ao mesmo tempo, porém a momentos descritos na Bíblia que Deus “concentra” Sua Presença em determinado lugar ou pessoa. A isto chamamos de Manifestação da Presença de Deus. Sempre quando ocorre esta manifestação da Presença de Deus, algo sobrenatural acontece. Creio que como templo do Espírito Santo, Deus quer que diariamente desfrutemos desta Manifestação gloriosa de Sua Presença, vivendo assim uma vida sobrenatural que O glorifique. Nesta noite vamos compartilhar:

Três lições sobre Como atrair a presença de Deus

1. Valorizando A Presença De Deus. v. 15

Certamente se alguém nos perguntasse se valorizamos a presença de Deus, diríamos: Claro que valorizamos! Todavia na prática às vezes não é isso que acontece. Moisés foi um homem que provou o valor que a Presença de Deus tinha para ele. Mesmo tendo a garantia da presença de um anjo que representaria o próprio Deus, ele não abriu mão de ter a Presença Manifesta de Deus no meio deles.

A Presença de Deus é manifestada na vida de quem valoriza. (Salmo 27:4)

Pergunta: Em sua opinião, quando demonstramos valor pela Presença de Deus em nossa vida?

2. Buscando Pela Presença De Deus. João 20:1 - Jeremias 29:13

Segundo Lucas 8:2, Jesus expulsou 7 demônios da vida Maria Madalena. Mas depois de sua libertação ela se converteu de verdade, buscando desesperadamente pela Presença de Jesus. Em Marcos 15:40,41 diz que Maria Madalena era uma das mulheres que seguia e servia a Jesus. Em João 19:25, ela estava junto a cruz de Jesus na crucificação. No texto lido diz que: ...na madrugada do primeiro dia da semana, sendo ainda escuro, Maria Madalena foi ao sepulcro.... São textos que revela a busca incessante de Maria por Deus. Se quisermos atrair a Presença de Deus temos que ser como Maria Madalena.

Pergunta: Você acha que sua busca por Deus é suficiência para atrair Sua Presença? Como melhorar?

3. Desejando pela presença de Deus. João 20:10-11

Você já se perguntou por que Jesus não apareceu primeiramente para um dos Apóstolos e sim para Maria Madalena? Os versículos 10 e 11 respondem: Maria Madalena desejava pela Presença de Deus. ....permanecia chorando....Isto fala de quebrantamento. Deus não manifesta Sua Presença onde não há desejo. (Isaías 44:3)

Pergunta: Ler Salmo 42:1-2 – Em sua opinião, o que mais nos impede de termos o desejo profundo que este salmista tinha por Deus?

Conclusão: Quando atraímos a Presença de Deus para nossas vidas, temos a garantia da paz que excede todo entendimento e da alegria completa que Jesus garantiu que ninguém poderia nos tirar. Que a partir de hoje possamos valorizar, buscar e desejar por mais de Deus, e com certeza viveremos o Sobrenatural em nossas vidas.

12/04/2015

Eu Sou A Porta

Eu Sou A Porta
Quebra gelo: Mostre a imagem de uma porta e pergunte: qual é a importância de uma porta em nosso dia-a-dia? Que problemas enfrentaríamos se elas não estivessem presentes?

Introdução: A porta é um objeto muito importante do nosso dia-a-dia. Ela é uma via de acesso que nos permite entrar e sair dos mais diversos lugares. Sem ela, nossas vidas seriam muito dificultosas e limitadas. A palavra “porta” também pode ser usada em sentido metafórico, por exemplo, quando dizemos que “uma porta se abriu para mim”. Nesse contexto, tem como significado “oportunidade”.

Em João 10.9, Jesus afirma, metaforicamente, ser a porta. Na lição de hoje, vamos aprender sobre o significado dessa afirmação para as nossas vidas.

Texto-base: João 10:7-9
Então Jesus afirmou de novo: “Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem

1. Eu sou a porta

Ao afirmar ser a porta, Jesus estava querendo dizer que é a via de acesso e a oportunidade. Via de acesso a quem? Oportunidade de que? Via de acesso a Deus Pai e oportunidade de salvação. Repare que, nesse sentido, ele não diz ser uma porta, ou uma das portas. Sua afirmação é exclusivista: Eu sou a porta; Eu sou o único acesso a Deus.

Por causa do pecado, o ser humano está separado de Deus e condenado. Apenas através de Jesus ele pode voltar para Deus. Por isso Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim (João 14:6). Apenas através de Jesus o ser humano pode ser reconciliado com o Pai e absolvido da condenação. A Bíblia diz, em Romanos 5.1 e 8.1: “Tendo sido, pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes” e “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”.

Pergunta: Você reconhece que Jesus é a via de acesso a Deus e a oportunidade de salvação?

2. Se alguém entrar por mim, será salvo

Reconhecer que Jesus é a porta não é suficiente. Isso não faz com que acessemos a Deus e tenhamos a salvação. Para isso, é necessário dar um passo e entrar por ele. Estar perto da porta também não é suficiente. Aquele que está a 5 cm da porta está em situação igual à daquele que se encontra a 5 km: não entrou por ela. Reconhecer que Jesus é o salvador e ter simpatia por ele não é suficiente. É necessário se comprometer com ele em fé.

Não há outra via de acesso. Ele é a oportunidade. Para todas as pessoas e em qualquer circunstância, Ele oferece o convite de entrada para a vida eterna e abundante que só Deus pode dar.

Pergunta: Você já entrou pela porta ou está apenas perto dela?

3. Entrará, e sairá, e achará pastagem

No contexto de João 10.9, Jesus está comparando o relacionamento com os seus discípulos ao relacionamento de um pastor com suas ovelhas. No versículo 7, ele afirma ser a porta das ovelhas. Para entrar, então, em seu aprisco, é necessário passar por ele. Esse aprisco é a igreja, que é a reunião das ovelhas de Jesus.

Pergunta: O que significa entrar e sair do aprisco de Jesus?

Ao falar sobre entrar e sair, Jesus quis dizer que suas ovelhas não poderiam ficar acomodadas ao conforto e segurança do aprisco. Como acontece com ovelhas de verdade, ele as conduziria para fora do aprisco, onde encontrariam pastagem e poderiam correr, se alimentar e descansar.

Em Mateus 5.13-16, Jesus diz que seus discípulos são o sal da terra e a luz do mundo. Assim como o sal não cumpre a sua função ficando dentro do saleiro, nem a luz debaixo de uma vasilha, as ovelhas de Jesus não cumprem a sua função ficando apenas no aprisco. Se do lado de fora do aprisco, acima da porta, há uma placa em que está escrito “venham” (“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”, Mateus 11.28), do lado de dentro, há outra placa dizendo “vão” (“Vão e façam discípulos de todas as nações”, Mateus 28.19). Os discípulos de Jesus são chamados a fazer diferença neste mundo, levando outras pessoas a também passarem pela porta. E, aonde quer que estejam, seja dentro ou fora do aprisco, não faltará o cuidado e a provisão do pastor.

Pergunta: Se você já entrou pela porta, tem saído por ela para apresentá-la a outros que ainda não passaram por ela?

Conclusão: Sem uma porta, a vida é restrita. Jesus é a porta. Aquele que entra por ele encontra salvação e a verdadeira vida abundante. Assim,
  • Entre pela porta. Assuma um compromisso de fé com Jesus;
  • Saia pela porta. Não fique no conforto do aprisco, guardando-o apenas para você.
  • Apresente Jesus a outras pessoas para que elas também possam desfrutar da salvação.

12/02/2015

Propiciação: Um plano que lida com a ira de Deus

Propiciação: Um plano que lida com a ira de Deus
Introdução: Na semana passada, tivemos uma lição sobre expiação, um importante aspecto do plano perfeito de Deus para os seres humanos.

Pergunta: O que é expiação? Com que aspecto do pecado ela lida?

Expiação é o ato de remover a culpa, cancelando o pecado. A expiação, então, lida com a culpa do pecado e sua consequente condenação. Jesus é o nosso bode expiatório e, por isso, a Bíblia diz que “já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”, Romanos 8:1.

Na lição de hoje, veremos um segundo aspecto do plano de Deus para lidar com o pecado humano. Trata-se da propiciação. Que o Espírito Santo nos ajude a entender e vivenciar o plano perfeito de Deus para nós!

Pergunta: Propiciação pode ser uma palavra mais estranha a nós do que expiação. Para você, o que ela significa?

Propiciação é uma palavra derivada de propício, que significa favorável. Assim, propiciação é o ato de tornar alguém favorável. No que se refere a Deus, esse ato envolve um sacrifício. Então, propiciação é o ato de se oferecer a Deus um sacrifício, com o fim de torna-lo favorável.

Pergunta: Por que a propiciação é necessária? Deus já não é favorável a nós?

A resposta é sim e não. Por um lado, Deus é favorável a nós, mas, por outro, não. Deus é favorável aos seres humanos por causa de sua rica misericórdia, grande amor, incomparável graça e generosa bondade (cf. Efésios 2.4-7; João 3.16). Contudo, Deus não é favorável aos seres humanos por causa do pecado. Na verdade, o pecado provoca ira em Deus. A Bíblia diz, em Romanos 1.18, que “a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça”. E é por causa dessa ira que a propiciação se faz necessária. Assim, propiciação é o ato de se oferecer a Deus um sacrifício, com o fim de desviar a sua ira e, então, torná-lo favorável.

Pergunta: Como você reage ao fato de Deus se irar contra o pecado humano?

Alguns de nós podem estranhar e até rejeitar a ideia da ira de Deus, apelando para o seu caráter amoroso. Contudo, isso não é o que a Bíblia ensina. Deus não é apenas amor, mas também é justiça. Se, por causa do seu amor, ele não levasse em consideração o pecado humano, ele seria injusto. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a Bíblia mostra a ira de Deus contra o pecado humano. O Salmo 106.32-33, diz que os israelitas “provocaram a ira de Deus junto às águas de Meribá; e, por causa deles, Moisés foi castigado; rebelaram-se contra o Espírito de Deus, e Moisés falou sem refletir”. E em Efésios 5.5-7, está escrito: “Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas”.

Deus sempre reage ao pecado de duas maneiras: com ira e com graça. Vamos fazer uma breve viagem por alguns episódios bíblicos para vermos isso. Logo após o pecado de Adão e Eva, Deus os amaldiçoou e expulsou do Jardim do Éden, mas também lhes deu roupas de pele e proteção, Gênesis 3.14-24. Na ocasião do Dilúvio, por causa da perversidade do homem, Deus se arrependeu de tê-lo e feito e decidiu fazê-lo desaparecer da face da terra. Contudo, mostrou benevolência a Noé e sua família, poupando-os, Gênesis 6.5-8. Na história da Torre de Babel, Deus confundiu a língua e espalhou os homens por todo o mundo. Entretanto, anos mais tarde, chamou Abraão para, por meio dele, abençoar todos os povos da terra, Gênesis 11.8-9;12.1-3. Por fim, por causa do pecado, o destino merecido do homem é a morte eterna, o inferno e o lago de fogo. Todavia, por causa de seu amor, Deus oferece ao homem um novo destino através de Cristo Jesus: a vida eterna, o céu e a nova terra. Deus é contrário a nós em ira por causa de sua santidade e justiça. Mas é favorável a nós em graça por causa de seu amor e misericórdia.

Como no caso da expiação, a propiciação, no Antigo Testamento, era realizada mediante sacrifícios de animais. Contudo, conforme Hebreus 10.1-7, esses sacrifícios eram simbólicos e pedagógicos, não tendo real poder contra o pecado. Jesus Cristo é o verdadeiro sacrifício de propiciação oferecido a Deus. O mais extraordinário nesse plano de Deus é que, ao invés de ele exigir e esperar que nós oferecêssemos um sacrifício de propiciação a ele, como faziam e fazem os pagãos, ele mesmo propôs a Cristo que fosse um sacrifício de propiciação, Ou seja, Deus apresentou Cristo a si mesmo como sacrifício de propiciação em nosso favor.

A Bíblia ensina isso em diversos textos. Vamos a alguns deles:
  • “Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”, Romanos 3:25-26;
  • “Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus, e fazer propiciação pelos pecados do povo”, Hebreus 2:17;
  • “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo”, 1 João 2:2.
  • “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”, 1 João 4:10.
Pergunta: Jesus Cristo ser a nossa propiciação é algo semelhante a um para-raios em um edifício. O que é um para-raios? Você já teve ou conhece alguma experiência interessante com algum?

O Brasil é o maior país com incidência de raios do mundo. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas isso é folclore. Por causa dessa grande incidência, podemos dizer que os para-raios são alguns dos nossos melhores amigos. De acordo com a Wikipédia, para-raios é uma haste de metal, comumente de cobre ou alumínio, destinado a dar proteção aos edifícios, atraindo as descargas elétricas atmosféricas, raios, para as suas pontas e desviando-as para o solo através de cabos de pequena resistência elétrica. Assim, a função de um para-raios é desviar os raios para o solo, de modo que eles não atinjam edifícios, carros, pessoas, etc, causando acidentes. Esta é a exatamente a função de Jesus enquanto propiciação: desviar os raios da ira de Deus de sobre nós, de modo a termos paz com ele.

Conclusão: Enquanto expiação é o ato de cancelar os pecados, propiciação é o ato de desviar a ira de Deus do pecador. Enquanto o alvo da expiação é o pecado, o alvo da propiciação é o próprio Deus. E Ele mesmo providenciou um poderoso para-raios para nos livrar dessa ira: Jesus Cristo morto na cruz do calvário.

Perguntas: A partir disso, responda com honestidade:
  • Você já está livre da ira de Deus sobre a sua vida?
  • Você ainda sente medo de Deus por causa de sua ira?
  • Você confia em Jesus Cristo como aquele que pode te livrar da ira de Deus?
Deus sempre irá manifestar ira contra o pecado. A grande questão é se você será objeto dessa ira, enquanto pecador, ou se irá se apropriar do para-raios providenciado por ele mesmo para dela te livrar.

Expiação: Um plano que lida com a culpa do pecado

Expiação: Um plano que lida com a culpa do pecado
Introdução: O Natal está se aproximando e, com ele, aumenta a gratidão a Deus por ter enviado ao mundo o seu filho, Jesus Cristo, para salvar os seres humanos perdidos. Inspirados por isso, nas próximas quatro semanas, teremos uma série de lições de célula sobre o plano perfeito de Deus para salvar a humanidade.

O plano de salvação pode ser explicado através de quatro importantes palavras teológicas: expiação, propiciação, reconciliação e redenção. Cada uma delas mostra como esse plano lidou com as consequências do pecado sobre os seres humanos criados por Deus:
Que o Espírito Santo nos ajude a compreender o plano perfeito de Deus para a nossa salvação e nos faça receber esse plano por completo!

Perguntas: Você já ouviu falar ou já usou a expressão “bode expiatório”? Sabe o seu significado? Poderia nos contar uma história relacionada a ela?

“Bode expiatório” é uma expressão popular usada quando algo errado acontece e uma pessoa que não participou do ocorrido leva a culpa. O site Significados nos traz os seguintes conceitos:
  • Bode expiatório é uma expressão usada para definir uma pessoa sobre a qual recaem as culpas alheias;
  • Bode expiatório é uma expressão usada quando alguém é acusado de um delito que não fez, ou que não foi o idealizador;
  • Bode expiatório é uma expressão popular que define o indivíduo que não consegue provar sua inocência, mesmo sem ser o responsável direto pela acusação;
  • A expressão “bode expiatório” é usada quando alguém leva sozinho a culpa de um infortúnio.
Perguntas:

Pesquisar e pensar sobre as origens das expressões populares pode ser algo muito interessante. Por exemplo, você sabia que a expressão “quinto dos infernos” tem sua origem no imposto de um quinto que a Coroa portuguesa cobrava sobre todo o ouro extraído no Brasil Colonial? Voltando ao nosso tema, você sabe qual é a origem da expressão “bode expiatório”?

Apesar de “bode expiatório” ser uma expressão usada no Brasil do século 21, sua origem está no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, especificamente no capítulo 16 do livro de Levítico.

Leitura bíblica: Levítico 16:5-10
Receberá da comunidade de Israel dois bodes como oferta pelo pecado e um carneiro como holocausto. Arão sacrificará o novilho como oferta pelo seu próprio pecado, para fazer propiciação por si mesmo e por sua família. Depois pegará os dois bodes e os apresentará ao Senhor, à entrada da Tenda do Encontro. E lançará sortes quanto aos dois bodes: uma para o Senhor e a outra para Azazel. Arão trará o bode cuja sorte caiu para o Senhor e o sacrificará como oferta pelo pecado. Mas o bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel será apresentado vivo ao Senhor para fazer propiciação e será enviado para Azazel no deserto.
Nesse texto, o bode para Azazel é o chamado bode expiatório. Azazel é uma palavra que, no texto, pode ser trocada por bode emissário. Esse bode, no chamado Dia da Expiação, era enviado ao deserto para vagar perdidamente até a sua morte. Esse envio para longe e para a morte tinha por significado que o bode emissário estava levando os pecados do povo embora e morreria por causa deles. Era um verdadeiro bode expiatório, pois levava a culpa e a punição dos pecados de outrem.

O bode expiatório de Levítico, bem como todos os sacrifícios do Antigo Testamento, não tinha o poder real de levar a culpa e a punição dos pecados do povo. Era algo apenas simbólico e pedagógico, conforme nos ensina Hebreus 10:1-7.

Leitura bíblica: Hebreus 10:1-7
A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. Por isso ela nunca  consegue,  mediante  os  mesmos  sacrifícios  repetidos  ano  após  ano,  aperfeiçoar  os  que  se aproximam para adorar. Se pudesse fazê-lo, não deixariam de ser oferecidos? Pois os adoradores, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais se sentiriam culpados de seus pecados. Contudo, esses sacrifícios são uma recordação anual dos pecados, pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados. Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste. Então eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus”.
De acordo com esse texto, o bode expiatório era apenas uma sombra dos benefícios que haveriam de vir e não a sua realidade. Era uma recordação anual dos pecados e não tinha poder para realmente tirá-los.

Perguntas: Do que se trata a expressão “benefícios que hão de vir”? Que benefícios são esses e quando eles virão?A expressão “benefícios que hão de vir” trata da real expiação dos pecados, ou seja, do verdadeiro levar da culpa e da punição dos pecados, o que foi realizado na morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Isso quer dizer que Jesus de Nazaré é o verdadeiro bode expiatório da História, aquele que foi enviado por Deus ao mundo para morrer, assim como o bode emissário era enviado pelo sacerdote ao deserto, levando definitivamente a culpa e a punição dos pecados dos seres humanos sobre si. É sobre isso que o profeta Isaías fala em seu livro.

Leitura bíblica: Isaías 53:4-12
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi traspassado por causa  das  nossas  transgressões,  foi  esmagado  por  causa  de  nossas  iniquidades;  o  castigo  que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, como ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado. Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira em sua boca. Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos e levará a iniquidade deles. Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes, porquanto ele derramou sua vida até a morte e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
Conclusão: Jesus é o bode expiatório que Deus providenciou para levar a culpa dos pecados da humanidade. Expiação é uma expressão teológica que aponta para a retirada da culpa advinda do pecado. Essas verdades colocam algumas questões muito importantes diante de você:

Perguntas:
  • Você reconhece ser um pecador, ou seja, alguém que errou diante de Deus e que, por isso, é culpado e digno de punição?
  • Você reconhece que a morte de Jesus tem poder para expiar os seus pecados, ou seja, retirar de você a culpa e punição advindas dos seus pecados?
  • Você reconhece que, se crê em Jesus, está totalmente livre da culpa e da punição dos seus pecados?
Responder sinceramente a essas perguntas é algo fundamental para a sua salvação. Para cada uma delas, há um versículo bíblico para você guardar na mente e no coração.
  • “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer. (...) Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”, Romanos 3.10-12,23;
  • “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, João 3.16;
  • “Portanto, já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”, Romanos 8.1.
Na verdade, a culpa dos seus pecados será levada de qualquer forma, ou seja, será punida. A grande questão é se você ou outra pessoa irá pagar por isso. Deus já providenciou um bode expiatório para você. O que você irá fazer com ele?

12/01/2015

Reconciliação: Um plano que lida com a separação de Deus

Reconciliação: Um plano que lida com a separação de Deus
Introdução: Como já vimos anteriormente, o pecado foi o maior desastre que aconteceu na nossa história. A queda do homem pelo pecado foi muito mais profunda do que poderíamos imaginar porque provocou não só um abismo espiritual, separando o homem de Deus, mas também o separou do seu próximo e de si mesmo.

Basta olhar ao redor para perceber que o mundo todo é marcado pelas tensões do pecado, fazendo do homem um ser em guerra com Deus, consigo, com os outros e até o seu meio ambiente.

Pergunta: Quais são as maiores evidências de que o homem seja mesmo um ser em guerra e separado de Deus? (fácil essa, hein?)

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 5.18-20

Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus

Neste texto, o apóstolo Paulo nos lembra que cada pessoas precisa se reconciliar com Deus porque o pecado afasta o ser humano de Deus. Já vimos que “todos pecaram e separados estão de Deus” (Romanos 3.23); todos nos desviamos. O impulso do coração do homem é contra Deus. E se alguém decide não se arrepender, não se reconciliar com Deus, permanecerá inimigo de Deus (veja João 3.36 e Efésios 5.6). Também aquele que quiser ser amigo do mundo, constitui- se inimigo de Deus (Tiago 4.4). Muitos não creem nisso, mas infelizmente, ou somos reconciliados com Deus ou pereceremos eternamente. Aqueles que nunca sentiram necessidade de Deus nesta vida, vão sentir no primeiro minuto que estiverem no inferno.

Pergunta: Se a humanidade está separada de Deus, o que esse assunto de reconciliação tem a ver com o Natal?

Se observarmos o anúncio que os anjos fizeram do nascimento de Jesus em Lucas 1.13-14, veremos que suas palavras são palavras de paz aos homens aos quais Deus decidiu conceder o seu favor. Deus tomou a inciativa. O envio de Jesus para nos salvar é a prova mais forte e definitiva de que Deus estava disposto a fazer o que fosse necessário pela nossa reaproximação.

Por isso 2 Corintios 5.18 diz que “Tudo isso provém de Deus”. Deus é o autor da reconciliação. Ele, a parte ofendida, toma a iniciativa da reconciliação. O evangelho não é o homem buscando a Deus, mas Deus buscando o homem. Foi o homem quem caiu, desobedeceu, se afastou e rebelou-se. Mas é Deus quem busca. É Deus quem corre para abraçar. “Com amor eterno eu te amei e com benignidade eu te atrai” (Jeremias 31:3). Ele poderia ter nos tratado como tratou os anjos rebeldes, conservados em prisões eternas, mantendo-os em estado de perdição. Mas, por seu amor, Deus providenciou para nós um caminho de volta para ele.

E Paulo ainda afirma que, se Deus é o autor, seu Filho Jesus Cristo é o agente de nossa reconciliação com Deus. O texto diz que Deus nos reconciliou por meio de Cristo, isto é:
  • Jesus Cristo é a ponte que nos liga a Deus
  • Jesus é o único caminho que nos liga a Deus.
  • Ele é o único mediador entre Deus e os homens. Nada mais pode nos reconciliar com Deus: nem religião, nem Maria, nem os santos, nem nossas obras.
  • O preço da reconciliação foi muito alto. Jesus Cristo nos reconcilia com Deus através da sua morte:
Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Efésios 2:13

Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda seremos salvos da ira de Deus por meio dele! Romanos 5:9

Nossa reconciliação só foi e é possível porque Cristo pagou com sua vida o preço requerido. Nosso texto base afirma que Deus não colocou os nossos pecados em nossa conta (verso 19).

Pergunta: Mas, então, quem pagou esta conta? Se Deus não pode fazer vistas grossas ao pecado, se a justiça violada precisa ser satisfeita, se a alma que pecar tem que morrer e se Deus não inocenta o culpado, o que Deus fez então?

A resposta é que Deus depositou os nossos pecados na conta do seu Filho, Jesus Cristo. Veja 2 Coríntios 5.21:

Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.

Jesus, que não conheceu pecado, foi feito pecado por nós. Nossa culpa foi lançada sobre ele. Deus depositou na conta de Cristo todos os nossos pecados. Ele foi feito pecado e maldição por nós. Ele sofreu o castigo da lei que deveríamos sofrer. Quando os nossos pecados foram lançados sobre ele, ele deu um grande brado na cruz: Está consumado, está pago! Agora estamos quites com a lei. Já nenhuma condenação há sobre aqueles que estão em Cristo Jesus. Jesus morreu para estabelecer paz entre o homem e seu Criador. E pagou caro por isso. Veja, a seguir, como Paulo deixa claro que a nossa paz com Deus só foi possível mediante o sangue derramado na cruz.

Leitura Bíblica: Colossenses 1:19-23

Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu.

Pergunta: Quais são as evidências na vida de quem já se reconciliou com Deus? Os principais sinais de na vida de quem já foi reconciliado com Deus são paz, liberdade e ausência de culpa.

Pergunta: Você já se reconciliou com Deus? Ou ainda continua rebelde e separado de Deus? Consegue perceber paz com Deus em seu coração ou ainda tem medo de se aproximar dele?

E, finalmente, Paulo afirma em 2 Coríntios 5.18 que toda pessoa reconciliada com Deus tem o ministério da reconciliação. Antes éramos inimigos. Agora, somos instrumentos de reconciliação. Antes estávamos perdidos, agora buscamos os perdidos. Neste mundo em guerra e ferido pelo diabo, nós temos um glorioso ministério: o da reconciliação. De sermos embaixadores de Deus (verso 20).

Conclusão: O Natal é envolvido num clima de grande alegria e festa exatamente porque, através do nascimento de Jesus, Deus estava providenciando os meios para a nossa reconciliação com Ele, com o próximo e conosco mesmo. Jesus é o maior presente que a humanidade jamais recebeu.

Depois de tudo o que Deus já fez, da morte do seu Filho, do seu clamor para que nos reconciliemos com ele, se desprezarmos essa oferta de amor, isso seria consumada ingratidão e rebeldia.
Cuidado para você não adiar essa decisão. Hoje é o dia oportuno para você se reconciliar com Deus.

Redenção: Um plano que lida com a escravidão do pecado

Redenção: Um plano que lida com a escravidão do pecado
Introdução: A condição natural dos homens é caracterizada pelo pecado e suas consequências: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” –  Romanos 3:23. Como pecadores os homens morreram espiritualmente, ficaram escravizados ao pecado e a Satanás e necessitados de alguém os livrasse dessa servidão. Deus executou um plano perfeito para trazer o homem de volta à liberdade.
Redenção é o ato ou efeito de redimir ou remir, isto é, readquirir uma propriedade perdida, resgatar, tirar do poder alheio, do cativeiro.  A palavra redimir significa “comprar os direitos”. O termo era usado especificamente em referência à compra da liberdade de um escravo.  A palavra resgate significa o valor pago para obter a libertação ou soltura de um cativo. Portanto, só existe redenção mediante o pagamento do resgate. Foi isto que Jesus fez pelos homens.

Significados de redenção:

1. Pagar o preço do resgate por alguma coisa ou por alguém:
“Como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Mateus 20:28
Jesus Cristo pagou o preço pela nossa vida, e não somos mais escravos do pecado, de Satanás ou da lei do Velho Testamento. Alguns pensam que o preço foi pago ao Diabo que nos mantinha presos, mas ele não tem nenhum direito contra o pecador. A misericórdia de Deus resgata o homem da justiça de Deus. O valor pago foi com o sangue e a vida de Cristo:
“Pois vocês sabem que não por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos de sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito.” I Pedro 1.18-19
2. Remover de um mercado de escravos:
A humanidade sem Cristo estava exposta como um escravo em um mercado de escravos sendo vendidos à escravidão. Jesus comprou a humanidade pagando com seu sangue o preço do resgate da escravidão e lhe deu liberdade.
“Jesus respondeu: digo-lhes a verdade: todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres”. João 8.34, 36.
3. Efetuar um completo e definitivo livramento de um escravo ou prisioneiro:
A redenção feita por Jesus é plena e total, nos dando liberdade perfeita e eterna.
“Não por meio do sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção”. Hebreus 9.12

Aspectos da redenção na vida do crente:

1. Jesus nos libertou da condenação do pecado:
O que nos separava de Deus era o pecado e, para entrar em comunhão conosco, o primeiro ato de Deus foi nos perdoar e afastar aquilo que nos separava dele.
“Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus”. Efésios 1:7
2. Jesus nos libertou da Lei:
Ninguém poderia ser declarado justo diante de Deus pela obediência à Lei, pois ela trouxe ao homem apenas o conhecimento do pecado e não a libertação do pecado. A Lei foi dada por Moisés, mas a graça que trás libertação e a verdade vieram através de Jesus.
“Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus”. Romanos 7:4
3. Jesus nos libertou do domínio do pecado:
Na sua obra redentora, Jesus não somente removeu o pecado, mas também a força do pecado que escravizava.
“Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Vocês foram libertos do pecado e tornaram-se escravos da justiça”. Romanos 6:14, 18
4. Jesus nos libertou da escravidão de Satanás:
Com o pecado, o inimigo se assenhoreou do homem sem Deus e da terra, mas não é o legítimo dono. O dono é Deus. Jesus é o herdeiro e veio resgatar essa propriedade.
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados”. Colossenses 1:13-14
5. Jesus nos libertou de todo o mal.
A nossa redenção estará plenamente consumada na manifestação de Jesus em glória, quando, além de tudo o que ele já nos libertou, seremos libertos da presença do pecado e de todas as suas conseqüências.
“Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês”. Lucas 21:28

Por tudo o que Jesus fez por nós, ele fez de nós um povo redimido.

Conclusão: Cristo é o redentor da humanidade, aquele que resgatou o homem, pagando o preço com sua própria vida. Por isso a Palavra de Deus afirma categoricamente que “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12
  • Você já confessou Jesus Cristo como seu único salvador?
  • Você já foi redimido por Jesus?
  • Há alguma área em sua vida que você ainda se sente escravizado?