4/22/2016

Gerando Discípulos De Cristo

Gerando Discípulos De Cristo
Texto: Gálatas 4.12,13,19; Filemom 1.10 
Introdução: Evangelizar e fazer discípulos é dever da Igreja; isto não pode ser negligenciado nem transferido para outra instituição. Só a Igreja foi autorizada, habilitada e equipada pelo Espírito Santo para fazer isso. Paulo, que ora nos serve como modelo de discipulador, certa vez declarou: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! ” (I Coríntios 9.16).

O processo de formação de um discípulo é semelhante à geração de uma criança – guardando a devida proporção. Precisamos aprender com a natureza. Quando a “semente” encontra um   coração receptivo, ela nasce (veja l Pedro 1.23). Anova vida que surge, necessita de cuidados, para que cresça, se desenvolva e produza muito para Deus. Sejamos, pois, o discipulador que o   Senhor deseja usar!
 
Proposição: O acompanhamento de novos convertidos é decisivo para a sua permanência na igreja. 

I. “…meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto”…

– Gerar um filho é bem semelhante – no princípio – à formação de um discípulo. Entretanto, é   importante observarmos todos os procedimentos para se gerar um discípulo sadio, por exemplo: * tempo adequado, nutrição balanceada, espaço, acompanhamento, estímulo, proteção (intercessão) etc.

– A “reação” do recém-nascido depende do elemento sobrenatural (“mas o crescimento veio, de Deus”; veja I Coríntios 3.6), por isso é necessário dar o devido tempo, para a assimilação de   todas as informações (ensino sistemático da Palavra). Nesse ponto, o discipulador permeia o seu trabalho com intercessão diligente pelo seu discípulo; como Paulo fazia com frequência: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai (…) para que (…) conceda que sejais fortalecidos com poder (…) a fim de poderdes compreender (…) e conhecer o amor de Cristo…” (Efésios 3.14-19).

– A evangelização é o início do processo (v. 13). Se faltar acompanhamento, todo trabalho será em vão. Quem atende ao chamado do evangelho, torna-se “filho espiritual” daquele que o evangelizou (veja I Timóteo 1.2) e discipulou.

– “Dores de parto”, é odino no grego. Paulo compara a preocupação, o empenho, o trabalho de um discipulador como uma mulher em trabalho de parto. Em muitos casos, falta esse “sentimento materno” na maioria dos corações, pois uma mãe não desiste – por nada – do filho que ama (veja Isaías 49.15).

– Toda energia empreendida no discipulado visa fundamentalmente à formação do caráter de Cristo no novo convertido. Paulo emprega a palavra “formado”, que no grego é moifothe do verbo morfon; formar, tomar forma ou ser formado. A forma neste caso não tem nada a ver com a aparência física, é antes, uma referência ao caráter dos crentes que precisam ser moldados pelo modelo de Cristo.

– O ensino seguido de exemplo é a didática de Deus. Inúmeras vezes, o apóstolo Paulo aconselhava àqueles a quem discipulava: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”(l Coríntios 11.1); e ainda: “Sede qual eu sou…”(v. 12). Portanto, um discipulador deve ser modelo, exemplo prático para o seu discípulo. 

II. “…meu filho Onésimo, que gerei entre algemas…”.

–       Onésimo é um belo exemplo de um discípulo bem “gerado”. Curiosamente seu nome significa “útil”; e é precisamente esse o objetivo do discipulado, tomar o novo crente um “cooperador”, um vaso de honra para Deus usar em sua obra (veja I Coríntios 3.9). O discipulado visa ao “aperfeiçoamento” do novo crente (Efésios 4.12), e este termo no grego, katartismos, traz o sentido de treinar, formar, preparar para o ministério ou serviço cristão (por exemplo: a evangelização).

– É verdade que nem todo discípulo responde ao treinamento de igual maneira. No colégio apostólico de Jesus, por exemplo, três dos seus discípulos se destacavam, Pedro, Tiago e João. Será que eram mais interessados? Ou Deus os escolheu para uma tarefa especial?

– Eliseu foi discípulo de Elias, e em determinado período do seu preparo, ele foi advertido nos seguintes termos: “Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará” (2 Reis 2.10). Eliseu precisava estar permanentemente atento, para que pudesse suceder a seu mestre no ofício de profeta. Sua aplicação seria decisiva. 

Conclusão: A dor de Paulo demonstrada na expressão “sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gálatas 14.19), revela sua tristeza pelo distanciamento do genuíno evangelho de Cristo por parte de muitos crentes da Galácia. Esse afastamento ocorreu principalmente por meio de heresias (1.6), que se introduziram no meio da Igreja, por intermédio de falsos crentes. Então manter a pureza bíblica na vida do novo crente é fundamental. Isso se consegue através do ensino sistemático e perseverante das doutrinas cardeais do cristianismo (veja Mateus 28.20), e isso é o mesmo que “incutir” na mente do discípulo as leis de Deus (Deuteronômio 6.7). O que for feito no começo da vida cristã garantirá segurança na continuidade da fé (Provérbios 22.6).

Pr. Josias Moura de Menezes

4/21/2016

A prioridade de Deus - O segredo da vida bem-sucedida

A prioridade de Deus - O segredo da vida bem-sucedida
Texto: Mateus 6.33
Introdução: A receita de Jesus contra a preocupação de todo tipo (v. 25-34), e para a garantia de suprimento das nossas necessidades básicas, está toda contida nas palavras: priorizar a vontade de Deus.

O termo prioridade, segundo o “Dicionário Aurélio” significa: “Qualidade duma coisa que é posta em primeiro lugar, numa série ou ordem”; esta palavra na sua origem é a junção de dois termos latinospriore (“o primeiro entre dois”) e tate(“modo de ser”, “qualidade”, “estado”). Em outras palavras, escolher obedecer à lei, aos santos mandamentos e preceitos que Deus determina em sua Palavra, é a maneira mais segura de que “a farinha da (tua) panela não se acabará, e o azeite da (tua) botija não faltará” (l Reis 17.14).

Proposição: O segredo da vida bem-sucedida está em termos prazer em Deus. 

I. “…buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça…”

– Este mandamento, que é parte do Sermão do Monte (veja Mateus 5.1-7.29), ataca de frente o problema da ansiedade pelas necessidades físicas.

– No grego, o verbo buscar é zeteo, e significa, tentar obter, desejar possuir etc. Em outras palavras, devemos nos empenhar para cumprir os interesses de Deus em nossa vida. Isto fazemos priorizando duas coisas:

1. “o seu reino”, o termo reino é basiléia no grego e também pode ser traduzido como reinado, domínio, governo, soberania etc. Quando Jesus ensinou a oração dominical (6.9-13), inseriu a expressão: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade”, indicando que se o reino ou o governo de Deus estiver presente em nossos corações, sua palavra será obedecida, e sua vontade estará sempre em primeiro lugar.

2. “e a sua justiça”, no grego justiça é dikaiosune, retidão, equidade, fazer o que é direito; e tem a ver com a nossa conduta, que precisa ser pautada pela Palavra de Deus.

–       Será que estamos obedecendo a essa ordem de Jesus? Quem governa nosso dinheiro ou o comportamento? Devolvemos nossos dízimos fielmente, ofertamos liberalmente com alegria, ou fazemos isto se sobrar? Em um negócio, buscamos levar vantagem sobre nosso próximo, vendendo “gato por lebre” (veja Romanos 2.24)? O culto dominical nem sempre está nos nossos planos, afinal, domingo é dia de “descanso” e entretenimento! Se pensamos e procedemos assim, o Reino de Deus está longe de nós.

– O Reino de Deus passa a existir em nossas vidas após a conversão (veja João 3.3,5), e isso também pode significar comunhão legítima com Deus. Dessa relação surge uma conduta moral diferente, nova, reta, íntegra e santa.

– A área que mais testa nossa lealdade a Deus é a financeira (veja Colossenses 3.5), mas quando o Reino de Deus entra em cena, uma nova ordem domina as nossas vidas, e o Senhor passa a ter o primeiro lugar. Com isso, a fidelidade nos dízimos e ofertas bem como nos negócios com nossos semelhantes é inegociável. Sobre isso, Paulo escreveu o seguinte: “…pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens” (2 Corintios 8.21).

II. “…e todas estas cousas vos serão acrescentadas”.

– Quem tem se submetido ao mandamento de priorizar as coisas de Deus, não tem razão para viver ansioso, agoniado, aflito, pois segundo Jesus, isto é próprio dos perdidos, dos desobedientes (v. 31 e 32); sobretudo porque eles estão entenebrecidos na ignorância da Lei de Deus.

- A promessa inclui: “todas estas cousas”. Afinal, que coisas são essas? Alista que aparece desde o versículo 25, inclui: alimento, roupas, emprego (v. 26), saúde e vida longa, segurança para o amanhã (v. 31) etc.

– Essa promessa de abundância ou de suprimento material está vinculada à exigência da parte “a” do versículo em estudo. Está subentendido, que se formos fiéis na administração dos nossos recursos financeiros (priorizando o Reino de Deus), por meio de dízimos e ofertas liberais, o Senhor será o nosso pastor, e nada nos faltará (veja Salmo 23.1). Jesus só pode ser o nosso Senhor, se realmente nos submetermos ao Seu senhorio (Lucas 6.46), se nos adequarmos à Sua Palavra (João 15.7).

– Um princípio espiritual está implícito nessa afirmação, e trata-se da semeadura e da ceifa (ação e reação), pois Jesus Cristo declarou: “Dai, e dar-se-vos-á (…); porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lucas 6.38). O que investirmos no Reino, tem retomo garantido, e volta em uma medida bastante generosa, em forma de: saúde, oportunidades, livramentos, sabedoria e criatividade etc.

Conclusão: A nossa única “preocupação”, portanto, deve ser a de nos submeter permanentemente ao senhorio de Jesus Cristo – por meio da obediência à Sua Palavra – e de primar um comportamento honesto, justo e que glorifica o nome de Deus (5.16). Quando o crente procura dedicar-se na expansão da obra de Deus na terra, demonstra com isso, que a sua prioridade são as coisas espirituais, revela também, confiança em Deus, para a provisão das suas necessidades físicas, e como vimos, Jesus Cristo garante que Deus honrará todos os que desse modo procederem (veja Provérbios 3.9,10).

Pr Josias Moura de Menezes

4/09/2016

Poupe Forças, Tempo E Decepções

Poupe Forças, Tempo E Decepções
Texto base: 1 Samuel 30:6
Introdução: Uma guerra estava para ser travada entre Israel e os filisteus, e Davi que habitava de favor na terra dos filisteus para fugir de Saul, estava exilado em Ziclague com seu bando [1 Samuel 27:5,6] foi convidado pelo rei Aquiz que subisse junto, mas na retaguarda para pelejar contra israel. Assim Davi partiu junto [1 Samuel 29.2]

Mas quando chegaram ao lugar da batalha os príncipes dos filisteus ficaram surpresos [1 Samuel 29:3,4,5] com a presença de Davi e ficaram com receio que Davi lutasse. Temendo que no meio da batalha ele ficasse do lado de Israel, e mandou que despedisse e assim o rei Aquiz o fez [1 Samuel 29:9,10,11] Davi então partiu com seu bando, mas depois de três dias de viagem chegaram em sua cidade e estava tudo destruído e queimado. Os Amalequitas tinham dado contra a cidade e levaram as famílias vivas embora com eles. O texto diz que todos os homens choraram tanto a ponto de não terem mais forca para chorar.

1 - A Primeira Lição - Deus Poupou A Davi De Lutas Que Não Era Dele

Muitas vezes estamos entrando em situações que não era para entrar, e com isso perdemos nossa paz, nossa alegria e até nosso animo de servir ao senhor. Muitas vezes estamos nos metendo em conversas da vida de outros e acabamos que contaminados em nossa mente e nos esquecemos de cuidar de nossa própria vida. Sua “ziclague” e sua casa, família, ministério, igreja, irmãos. Cuidado ao estar cuidando da vida de outros e sua “ziclague” sendo destruída.

2 - A Segunda Lição - Quando Deus Pedir Para Sair De Uma Situação; Obedeça.

Se Deus poupou você de situações é porque ele sabe que amanhã você terá que enfrentar as suas próprias lutas. Se Davi estivesse resolvendo um problema que não era dele voltaria cansado e não teria forças para enfrentar as suas próprias guerras. Tem muito crente cansado por aí, mas não e de servir ao senhor, e sim porque se envolveu com situações que Deus falou para ele não se envolver e ele entrou. Agora está aí sem forças, murmurando de tudo e de todos e depois culpa alguém de seus erros.

3 - Terceira Lição - A Bíblia Nos Pede Em [Efésios 6:11] Estarmos Preparados Para O Dia Mal.

A Bíblia pede para que eu esteja preparado para o dia mal! Concordo e temos que estar, mas tem mal que é nos que o atraímos, para dentro de nossas casas, relacionamento, emprego, com irmão. Se estivermos vigiando e cuidando das coisas que Deus colocou em nossas mãos, já e o bastante para preencher o nosso tempo. Mas eu fico tão surpreso com pessoas que não cuidam de sua “ziclague” e tem tempo de cuidar da Ziclague dos outros.

4 - Quarta Lição - A Bíblia Diz “O Choro” Dura Uma Noite E Alegria Vem Pela Manhã. Salmos 30.5

Chorar com certeza iremos, mas todo choro tem um propósito de aliviar a dor que estamos passando por causa das lutas que enfrentamos. Mas tem crentes que estão chorando com situações que eles mesmos construíram. Nunca entre em uma guerra que não e sua para você não se machucar. Deus não precisa da ajuda de ninguém. Orar e a melhor coisa nesta hora e Deus fortalecera a pessoa na fé.
Por querer ajudar acabamos nos decepcionando com tal situação. Pergunte antes a Deus se é tratamento dele com a pessoa e fica na sua.

Guarde estas quatros lições

1. Não entre em situações que não são de sua conta.
2. Guarde suas forças para enfrentar suas próprias lutas.
3. Cuidado para não perder tempo e forca hoje com situações que não são suas; e amanhã reclamar que não tem tempo e nem forca para as tuas.
4. Faça seu choro valer a pena.

Deus abençoe

Pr. Daniel Tsumuraya - Japão 9 de março 2016