1/23/2016

Restauração: Uma Necessidade Urgente

Restauração: Uma Necessidade Urgente
Texto bíblico: Salmo 126
Introdução: Deus tem feito grandes coisas em nosso meio, e devemos aprender a enxergar isso muito bem. Quantas vidas tem sido alcançadas, quantos testemunhos de transformação, de casamentos restaurados e de famílias inteiras alcançadas. Apesar das naturais e inevitáveis lutas da vida,  tudo mostra que Deus tem sido maravilhoso conosco, por isto somos muito alegres e agradecidos.

Perguntas de quebra-gelo: Releia o Salmo 126 e pergunte:

1. O que Deus já fez na sua vida que tem te feito alegre e agradecido?
2. Pelo que exatamente você poderia dizer “Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por mim, por isso estou alegre!”. Conte-nos o seu testemunho.

Deus tem feito mesmo muita coisa linda na vida de muita gente, mas como o Salmo fala de restauração, a verdade é que ainda há e sempre haverá muito a ser feito. Há muita gente que está avançando sim, mas que ainda precisa de restauração, bem como famílias, relacionamentos, saúde, vida profissional, etc. Ainda não estamos sendo tudo o que deveríamos ser. Está faltando mais poder espiritual, mais unção do Espírito Santo, mudança mais radical de caráter, de comportamento, libertação, fome de Deus, paixão pelas almas perdidas. Precisamos de restauração.

O Salmo 126 fala-nos exatamente de restauração de um povo que era escravo. Ele descreve três períodos na vida do povo de Israel que se compara perfeitamente com a nossa vida.
  • O passado (v. 1-3) – Também temos uma história de salvação a contar, um passado de glória a agradecer. Deus já agiu em nossa vida.
  • O presente (v. 4) – Temos um desafio presente a enfrentar, um presente de crise; áreas de nossa vida ainda secas precisam ser cheias da benção e vida de Deus.
  • O futuro (v. 5,6) – Temos um investimento futuro a fazer: temos que semear o que vamos colher, crendo numa promessa de Deus de que colheremos o que semeamos.
O mesmo Deus que restaurou no passado é o Deus que restaura no presente. O mesmo Deus que tirou o seu povo dos grilhões da escravidão e o restaurou à sua terra, é o mesmo que pode mudar a nossa sorte.

Neste salmo, aprendemos alguns princípios importantes para vivermos um tempo de restauração:

1. As maravilhas que Deus fez ontem devem nos inspirar a buscá-Lo com mais fé e fervor hoje (v.1-3)

O Evangelho não é apenas história, é uma realidade para hoje. Nós não vivemos do passado. O nosso Deus fez, faz e fará maravilhas. A intervenção de Deus é para hoje. Se restaurou Israel, pode restaurar nossa vida hoje também.A intervenção de Deus foi maior que a expectativa deles (v.1): O povo tinha perdido a liberdade, a Pátria, o templo, a família, o culto, as festas. Passaram por fome, espada, vergonha e escravidão. Foram arrancados do lar (“Às margens dos rios da Babilônia”), seus vínculos foram quebrados. Perderam seus bens, sua família. Estavam onde não gostariam de estar.Além disso, foram tomados por apatia e desânimo: “Nós nos assentávamos e chorávamos”. Muitos hoje também são tomados por uma apatia e desânimo, e tem vontade de chorar e lamentar. O povo de Israel não cantava mais, nem sonhavam, e pior, não reagiam à crise. Ficavam só relembrando do passado (“lembrando de Sião”), amargos com o presente porque não largaram o passado. Eles dependuraram as harpas.

Mas Deus interviu na vida deles e isto produziu uma alegria enorme (v. 2), um impacto na vida de tantos outros que tornou-se um poderoso testemunho entre as nações (v. 2b). Todos viram que grandes coisas foram feitas; que foi o Senhor quem as fez.A Palavra de Deus afirma que Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13.8).Se Ele não mudou e não mudará, então podemos crer que Ele vai agir além das nossas expectativas (como um sonho), fazendo grandes coisas por nós e trazendo restauração que produzirá em nós grande alegria e um testemunho para muita gente.

2. Os lugares secos de hoje podem ser fontes abundantes de vida amanhã (v. 4)

O Senhor restaurou a sorte deles, estavam alegres pelas vitórias de ontem, mas ao olharem para o presente, a vida está como o deserto do Neguebe. Por isso, não podemos viver no passado, pois as vitórias de ontem não são suficientes para hoje. Temos que andar com Deus hoje. Temos que ser cheios do Espírito Santo hoje. Temos que evangelizar hoje. Temos que investir na família hoje. Não podemos apenas celebrar as vitórias do passado. Antigas bênçãos não são suficientes para a vida hoje, assim como antigas mágoas não devem estragar o presente. Sansão era um jovem cheio do Espírito Santo, mas cedeu ao pecado e terminou sua vida preso e cego. Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas por não vigiar, adulterou, mentiu e assassinou. Quem sabe ontem você foi uma pessoa cheia do Espírito Santo, uma bênção, mas o coração agora está murcho, seco e vazio.

Mas a principal lição deste salmo é que a sequidão hoje não é motivo de desânimo, mas para um clamor a Deus: Por favor, Senhor, restaura a minha vida! É tempo da igreja clamar como em Isaías 64.1: “Ah, se os céus fendessem e tu descesses!”. É tempo da igreja fazer como Elias em 1 Reis 18.42-45 – subir à presença de Deus e meter a cabeça entre os joelhos para orar até chegar o tempo de restauração.

Toda obra de restauração é uma ação soberana de Deus (“Quando o Senhor restaurou...”) e é também fruto da oração fervorosa. Quando a igreja orou o Espírito Santo foi derramado, Elias subiu ao monte e a chuva caiu.O Neguebe é o maior deserto da Judéia. O deserto fica onze meses seco, mas no mês das chuvas, as águas correm das montanhas e formam correntes de águas que abrem as areias do deserto e fertilizam aquela terra de forma impressionante. Onde tem água, toda a terra é terra boa. Deus pode fazer os rios do Espírito brotarem no deserto da nossa vida e fazer de qualquer pessoa uma nova história, tornando-o feliz e frutífero. Esse é um tempo de orarmos em nossas células pela restauração da nossa família, dos nossos filhos, nosso trabalho e nossa nação.

3. A semeadura com lágrimas tem a promessa de uma colheita abundante (v.5,6).

Deus promete que todo aquele que semeia, sempre colherá. Esta é uma lei espiritual. Mas toda semeadura tem uma dinâmica própria: ela exige que nós saiamos de onde estamos, andemos e choremos. Isto fala de pagar um preço para alcançarmos a restauração de Deus. Fala de sair do conforto para o tempo de oração, fala de levar a semente do evangelho às pessoas, fala de envolvimento comprometido com a obra de Deus.

A verdade é que toda conquista precisa ser regada com lágrimas. Neste caso, o salmo afirma que a colheita é certa, feliz e abundante.

Conclusão: Muitos querem colher as bênçãos de Deus sem semear e investir em seu relacionamento com Ele e em Sua obra. Este Salmo confirma que quem vive com fé e obediência, mesmo em meio a dificuldades, há de ver resultados maravilhosos da sua obra e de seu relacionamento com Deus.

1/21/2016

Zaqueu e Os Efeitos De Uma Conversão Genuína

Os Efeitos De Uma Conversão Genuína
Texto bíblico: Lucas 19:1-9
Zaqueu era o chefe dos coletores de impostos de Jericó. Como tal, recebia uma percentagem de todos os impostos coletados. Era desonesto e detestado por todos, como um traidor de seu povo.

O encontro de Zaqueu com Jesus nos conduz a uma reflexão obrigatória e muito séria que pode ser resumida na seguinte questão:
  • Que resultados morais o encontro com Jesus promove na vida de uma pessoa?
É claro que um encontro com Jesus é um encontro com a vida, com a luz, com a cura, com a salvação, com a prosperidade, com a alegria, com a libertação, com a paz, com a esperança. E Zaqueu, melhor do que ninguém, exemplifica o esforço feito para ver Jesus. Ele queria mesmo ter um encontro com Cristo e fez de tudo para consegui-lo.

Mas a ênfase hoje está naquilo que ele decidiu fazer para receber Jesus. Zaqueu abriu mão de sua vida velha para receber uma vida nova. Nós também precisamos definitivamente absorver e aplicar em nossas vidas os valores e as atitudes morais de Cristo. Para tanto é necessário subtrair de nossas vidas aquelas coisas que sabemos que não O agradam. Precisamos abandonar aqueles traços imorais com seus frutos, a fim de que o Espírito Santo possa nos encher do caráter de Jesus.

É urgente, assim como receber a Cristo com alegria, como fez Zaqueu, decidir conscientemente mudar as atitudes; bem como abandonar, renunciar, devolver ou restituir coisas que não nos pertencem! Olhando deste ângulo o encontro de Jesus com Zaqueu, podemos aprender uma espetacular lição de vida. Este Zaqueu, antes de conhecer a Cristo, era ladrão do dinheiro público e havia enriquecido ilicitamente, e agora desfrutava do que não lhe pertencia! Toma a decisão de devolver o que não lhe pertencia. Agora, vamos tentar avaliar francamente os efeitos práticos da nossa conversão. Será que é mesmo uma conversão genuína?

E você, depois do encontro com Cristo, existe alguma coisa que não te pertence e você esteja desfrutando dela e precisa devolver, abandonar?

Por exemplo:
  1. Você está desfrutando do “lucro” da mentira?
  2. Você está desfrutando do “lucro” da ofensa?
  3. Você está desfrutando do “lucro” da impureza e imoralidade sexual?
  4. Você está desfrutando do “lucro” do adultério? (aventura e prazer com a mulher ou homem de outro?)
  5. Você está desfrutando do “lucro” da arrogância?
  6. Você está desfrutando do “lucro”  do “poder”?
  7. Você está desfrutando do “lucro” de uma casa comprada de maneira ilegal?
  8. Você está desfrutando do “lucro” do carro comprado com dinheiro ilegal?
  9. Você está desfrutando do “lucro”...
  10. O que em sua vida precisa ser devolvido?
O que Jesus nos ensina na “casa de Zaqueu” é que salvação sempre tem a ver com a devolução do que não me pertence, abandono do que não é lícito, e posse da vida e do caráter moral e das atitudes de Jesus que agora me pertencerão!

Veja a importância destas palavras: devolução, entrega, abandono. Zaqueu nos ensina que quando existe entrega, sempre haverá a posse da verdadeira salvação que transforma e traz  paz e alegria. Se pudéssemos hoje perguntar ao Zaqueu se a troca valeu à pena, com certeza ele nos testemunharia que aquela foi a decisão mais inteligente e importante de sua vida.

Conclusão

A história de Zaqueu nos ensina:
  • Não  há  conversão  genuína  sem  resultados  morais  palpáveis  na  vida  do  convertido.  A  confissão verbal de Cristo como Senhor e Salvador deve ser acompanhada de sinais exteriores de mudanças cada vez maiores.
  • Jesus só confirmou a salvação de Zaqueu após a decisão anunciada de restituição e conserto. Houve um arrependimento genuíno e prático.
  • Hoje  em  dia  muitos  afirmam  crer  em  Jesus,  mas  não  estão  dispostos  a  abrir  mão  do “lucro”  ou “benefícios” do pecado. Este tipo de conversão deve ser questionada à luz da bíblia, pois pode não ser verdadeira, mas apenas uma adesão filosófica ou uma concordância mental, sem novo nascimento.
  • Cada  um  deve  avaliar-se  a  si  mesmo  e  aproveitar  os  alertas  bíblicos  para  testar  sua  conversão  e talvez tratar de buscar um verdadeiro encontro com Deus, tal como Zaqueu, que não mediu esforços para ver Jesus.
Que resultados morais o encontro com Jesus promoveu em sua vida?