Triunfando pela adoração

Texto: Isaias 6:1-8

Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (II Co 2:14), este é o verso que inspirará nossas reflexões e ações neste novo ano, do qual tiramos nossa chamada comunitária: 2012 - TRIUNFANDO SEMPRE EM CRISTO. Ao longo dos últimos anos temos reafirmado a visão de que nossa relação com Deus, uns com os outros e com o mundo se resume em cinco áreas: adoração, comunhão, evangelização, discipulado e serviço. Assim, como sempre fazemos, voltamos nosso foco reflexivo para elas, destacando-as em nossos sermões neste e nos próximos domingos....

O texto de hoje nos leva para a intimidade do notável profeta Isaías, contemporâneo de Jonas, Amós, Oséias e Miquéias, reconhecido como o mais cristocêntrico de todos os profetas. De sua experiência registrada nesta capítulo 6 encontramos elementos extraordinários deste que é, segundo nosso catecismo, a razão maior de nossa existência – a glorificação de Deus. COMO PODEMOS HOJE VIVENCIAR UMA ADORAÇÃO QUE NOS LEVE SEMPRE A TRIUNFAR EM CRISTO?

I – ADORAR É TER UMA VISÃO DO SENHOR NA HISTÓRIA (v. 1-4)

Isaias viu dois reis: Uzias (v. 1) - 52 anos de reinado, grande edificador de cidades, amigo da agricultura, possuidor de notória sabedoria, porém estava morto; Deus (v.1 “assentado num alto e sublime trono”) – Senhor altamente, sublimemente, inigualavelmente e definitivamente entronizado!

Isaias viu dois guerreiros: Uzias – criou uma indústria bélica de ponta, formou um exército de 307.500 homens, foi vencedor de grandes guerras, porém estava morto; Deus (v.1, 5“eu vi o Senhor... meus olhos viram o Senhor dos Exércitos”) – insuperável, invencível, audacioso, corajoso, poderoso, imortal!

Isaías viu dois palácios: Uzias – glória fugaz, construiu fama de conquistador mas morreu solitário, leproso e fora do palácio! Deus (v. 1 “... as abas de suas veses enchiam o templo”... v. 3b “...toda a terra está cheia da sua glória”) – glória definitiva que se manifestava no trono eterno e se expandia por toda os limites da terra.

Isaías viu dois caráteres: Uzias – um homem que não soube conviver com o seu sucesso e nem respeitar os limites de sua função real, usurpando inadvertidamente responsabilidades restritas ao sacerdote Azarias (II Crôn 26:16-23); Deus – (v.2-3 “serafins estavam por cima dele, cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava e clamavam uns aos outros: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos.....”) Diante de Deus os serafins: se dedicavam prioritariamente à adoração (4 asas para cobrir e apenas duas para voar), falavam expontãneamente sobre o Seu caráter – “santo...”, inteiramente outro, perfeito, singular, sem qualquer parâmetro humano....

O resultado imediato desta visão pessoal e contextual do Senhor foi uma profunda consciência da Sua presença: v. 4 “as bases do limiar se moveram à voz do que clamava e a casa se encheu de fumaça” (v. 4). Aprendemos assim que adoração: não é alienação histórica, não é um rito religioso, não é um êxtase emocional, mas uma percepção íntima, profunda, crescente e constante de quem Deus é e de como Ele age na história.....

II – ADORAR É TER UMA VISÃO DE NÓS MESMOS NA HISTÓRIA (v.5)

“Então” - a visão do Senhor trouxe profundas transformações na visão que Isaías tinha de si mesmo: “ai de mim” – a luz da santidade divina irrompeu sobre o seu coração e revelou a grandeza de sua pecaminosidade; “estou perdido” – seu pecado o colocava numa condição de condenado e da qual não podia sair por suas próprias forças (Rom 3:23); “sou um homem de impuros lábios” – naquela que era a sua maior eficiência, ser como profeta a boca de Deus para o mundo, residia a sua maior ineficiência; “habito no meio de um povo de impuros lábios” – a impureza era uma marca notória na vida do povo como ele já denunciara nos capítulo 5 (v.8 – má distribuição de renda; v.11 – orgias; v.18, 23 – injustiça; v.20 – falta de absolutos; v. 30b – escuridão total).

Aprendemos assim que adoração genuína é aquela que resulta num diagnóstico exato de quem nós somos. Quem realmente vê o Senhor sai de Sua presença com a sensação profunda de que não vale absolutamente nada e de que, a não ser por Sua graça em Cristo, não pode em momento algum desfrutar de Sua presença santa!

III – ADORAR É FAZER DIFERENÇA NA HISTÓRIA (V. 6-7)

“Então” (v. 6) – da percepção de quem Deus era e de quem ele era, Isaías percebeu quem ele poderia ser: v. 6 “um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva que tirara do altar com uma tenaz” – ele não poderia cumprir seu papel na história se não viesse do altar do Senhor da história uma graça aperfeiçoadora pessoal, particular, exclusiva, única; v. 7 “.. com a brasa tocou a minha boca...” – não era um devaneio ou alucinação, ele experimentou um genuíno e poderoso toque no foco da sua maior fragilidade – a boca; v. 7 “...e disse: eis que ela tocou os teus lábios, a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado foi o teu pecado” – Deus selou com Sua palavra através do anjo aquilo que já fizera diretamente com o toque, Isaías agora teve plena consciência de que estava purificado, libertado, perdoado e renovado; v. 8“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: a quem enviarei, quem há de ir por nós? Disse eu, eis-me aqui, envia-me a mim” – Isaias ouviu a declaração de perdão e a declaração de missão: Deus reafirmou-lhe seu propósito eterno de enviar Seus representantes, homens conectados com o Seu altar e conectados com o seu povo, conscientes de que tinham uma responsabilidade pessoal inadiável na transformação da história, homens forjados na intimidade da adoração prontos para cumprirem os grandes desafios da missão – tornar Deus conhecido e amado.

Aprendemos assim que adoração é um processo contínuo que nos leva do mundo para o altar, onde conhecemos quem de fato dirige a história, e do altar para o mundo, onde fazemos diferença positiva na história cumprindo nela os desígnios do Senhor....

CONCLUSÃO

Nesta noite somos chamados a: VER O SENHOR NA HISTÓRIA – separando diariamente e disciplinadamente um tempo de qualidade para estar na Sua presença em adoração sincera; VER A NÓS MESMOS NA HISTÓRIA – admitindo nossas fragilidades e as fragilidades daqueles que estão à nossa volta; A ASSUMIRMOS O PAPEL NA HISTÓRIA QUE DEUS TEM DETERMINADO PARA NÓS (v. 8 “a quem enviarei e quem há de ir por nós? Disse eu – eis-me aqui, envia-me a mim”) - discernindo que o Senhor da história nos confere uma missão pessoal, que envolve deslocamento e relacionamento.

Pr. Jair Francisco Macedo

Gostou desse esboço? Olha a novidade que tenho para você!

Eu preparei um e-book com 365 sermões selecionados criteriosamente durante meus mais de 20 anos de ministério. Organizei eles por livros bíblicos para simplificar a busca. Quero que você utilize livremente em suas pregações e possa transformar a vida das pessoas com a Palavra de Deus.

Se você deseja investir em seu ministério, ainda hoje, terá á  disposição Um Sermão para Cada Dia do Ano! Clique Aqui para adquirir seu livro.

Nenhum comentário

Os comentários deste blog são todos moderados, ou seja, eles são lidos por nós antes de serem publicados.

Não serão aprovados comentários:

1. Não relacionados ao tema do artigo;
2. Com pedidos de parceria;
3. Com propagandas (spam);
4. Com link para divulgar seu blog;
5. Com palavrões ou ofensas a quem quer que seja.

ATENÇÃO: Comentários com links não serão aprovados!