A parábola do semeador

Objetivos desta lição

• Conscientizar quanto aos tipos de reação que se pode ter diante da mensagem do Reino de Deus;
• Confrontar cada um dos presentes quanto a qual é o seu tipo de reação;
• Desafiar a buscar ter um coração do tipo “boa terra”.

Introdução

Para introduzir a presente lição, faça a seguinte pergunta de quebra-gelo:
• Quando você era criança, ou em alguma outra fase de sua vida, você teve a oportunidade de plantar uma semente? Como foi essa experiência?

Desenvolvimento

Texto-base: Mateus 13.1-9; 18-23 (Nova Versão Internacional)

Leia o texto-base. Logo após, para sua melhor compreensão, exponha as seguintes informações:
• O texto-base desta lição é composto por duas partes. A primeira, versículos 1 a 9, apresenta a parábola do semeador propriamente dita. A segunda, versículos 18 a 23, traz a interpretação que o próprio Jesus fez dela.

Vamos analisar cada uma dessas partes em separado, começando pela primeira;
•  Jesus contou essa parábola para uma grande multidão que se reuniu o seu redor quando ele estava em uma praia. Ele inicia a parábola dizendo que “o semeador saiu a semear” (v.3). Pelo texto, sabemos que as sementes caíram em quatro diferentes tipos de terreno. São eles:

1. A beira do caminho:

“Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram” (v.4). O que é a beira do caminho? Ou melhor, que caminho é esse? Perceba que o texto diz que “enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho”, ou seja, a beira do caminho não era um lugar onde a semente propositadamente era lançada. Algumas sementes ali caíam acidentalmente. A beira do caminho, ou o caminho, no caso, se refere aos espaços de terra que existiam entre os lotes de terra semeável.
Por serem caminhos que os semeadores usavam para acessar os lotes e semeá-los, a terra desses espaços era pisada e compactada, um solo tão duro que impedia uma semente de penetrá-lo. Assim, as sementes que casualmente ali caíam, ficavam expostas e vulneráveis a serem comidas por possíveis aves que estivessem no local;

2.  O terreno pedregoso:

“Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz” (vv.5-6). O que é o terreno pedregoso? Ao contrário do que alguns poderiam pensar, não é um terreno cheio de pedras. O terreno pedregoso, conforme nos diz o texto, tem uma primeira fina camada de terra. Entretanto, logo após essa primeira camada, há outra de rocha. Assim, as sementes que ali caem conseguem penetrar no solo. Contudo, assim que germinam, como estão impedidas pela camada rochosa de gerar raízes longas e que alcancem a umidade, são estimuladas a brotar. Em outras palavras, se
não conseguem crescer para baixo e internamente, crescem para cima e externamente. Todavia, como não têm raízes longas e que alcancem a umidade, assim que brotam e são expostas ao sol, secam-se e morrem;

3.  O terreno com espinhos:

“Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas” (v.7). O
que são esses espinhos? Esses espinhos, a princípio, são pragas escondidas debaixo da terra. Assim, esse terreno, aparentemente, é bom. Entretanto, quando as sementes ali caem e começam a germinar, essas pragas escondidas também começam a crescer e a concorrer com elas. Como as pragas nativas de uma determinada área
sempre levam vantagem sobre uma planta cultivada, na concorrência por espaço físico, luz do sol e umidade, os espinhos são vitoriosos, privam as plantas do que eles precisam para viver e elas, sufocadas, por fim, morrem;

4. A boa terra:

“Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um” (v.8).
O que é boa terra? Ao contrário da beira do caminho, é uma terra arada e fofa. Diferentemente do terreno pedregoso, é uma terra profunda e espaçosa. Em contraposição ao terreno com espinhos, é uma terra livre de pragas

Posto isso, pergunte:
1.  Em sua opinião, qual foi a intenção de Jesus ao contar essa parábola à grande multidão que o cercava à beira-mar?
2.  Quais são os significados de cada um dos tipos de terreno apresentados?


Após a discussão gerada pelas duas perguntas acima, prossiga expondo as seguintes informações:
•  Como já pudemos notar, na segunda parte do texto-base desta lição, Jesus comunica aos seus discípulos o significado da parábola do semeador (v.18), abordando cada um dos tipos de terreno apresentados:

1. A beira do caminho:

“Quando alguém ouve a mensagem do Reino e não a entende, o Maligno vem e lhe arranca o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho” (v.19). De acordo com esse versículo e os demais, a semente representa a mensagem do Reino e cada um dos tipos de terreno, um tipo de coração, ou melhor, um tipo de reação que se pode ter diante da mensagem. Assim, este primeiro tipo de terreno, a beira do caminho, representa alguém que ouve a mensagem do Reino, mas não a entende. A partir da parábola, por que essa pessoa não é capaz de entender a mensagem? Porque, assim como o terreno da beira do caminho, seu coração está duro e fechado. Por isso, a semente da mensagem fica exposta e vulnerável ao Maligno, que a furta. Jesus falou sobre esse tipo de coração nos versículos 14 e 15 do mesmo capítulo 13 de Mateus que estamos estudando. Ele disse, citando o profeta Isaías: “Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seu ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria”. Há solução para uma pessoa com o tipo de coração da beira do caminho? O que dá sensibilidade ao coração de uma pessoa, capacitando-a a ouvir e entender, ver e perceber a mensagem do Reino? A resposta está no novo nascimento, apresentado por Jesus em João 3.1-8. Jesus disse: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (v.3);

2. O terreno pedregoso:

“Quanto ao que foi semeado em terreno pedregoso, este é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria. Todavia, visto que não tem raiz em si mesmo, permanece pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (vv.20-21). Por que o coração do tipo terreno pedregoso abandona a palavra apesar de tê-la recebido com alegria? A resposta dada é porque, assim como a semente que cai nesse tipo de terreno, a semente da palavra não tem raiz. Entretanto, por que a semente que cai nesse tipo de terreno não consegue desenvolver raízes? Porque, apesar da camada de terra arada e fofa que está na superfície, logo abaixo, há uma camada rochosa, dura e impenetrável. Assim, o coração do tipo terreno pedregoso, apesar da aparente alegre recepção da palavra, na verdade, assim como o coração da beira do caminho, está duro e fechado para ela. O compromisso com a palavra foi superficial e aparente, não alcançando, de fato, o coração. A pessoa tornou-se apenas praticante de uma religião e não convertida a Jesus. É por isso que, diante do primeiro desafio de adversidade causado pela palavra, ela a abandona;

3. O terreno com espinhos:

“Quanto ao que foi semeado entre espinhos, este é aquele que ouve a palavra, mas a preocupação desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera” (v.22).
Mais uma vez, o coração do tipo terreno com espinhos, apesar de, aparentemente, ser uma terra boa, na verdade, é um terreno praguejado. Por isso, a palavra é ouvida, recebida, mas não dá frutos de arrependimento (mudança de atitude). A pessoa não se converteu, de fato, a Cristo, tendo o seu coração ainda dominado pelas preocupações desta vida e pelas riquezas. Seu coração, na verdade, é mundano. Esse tipo de pessoa pode até ter o desejo de seguir a Jesus. Entretanto, esse desejo se vai quando ela é confrontada a abandonar o mundo com suas práticas e valores pecaminosos;

4. A boa terra:

“E, finalmente, o que foi semeado em boa terra: este é aquele ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um” (v.23). O coração do tipo terra boa é aquele que está preparado para receber a semente da palavra. Ele não está duro e fechado; não é superficial e aparente; não está contaminado e dominado pelo mundo. Esse coração foi regenerado pela ação do Espírito Santo e está capacitado a ver, ouvir e entender a mensagem do Reino, e, assim, converter-se a Jesus e ser transformado por ele. Perceba, entretanto, que as pessoas com esse tipo de coração podem variar na quantidade de frutos dados. Alguns podem dar uma colheita de cem, enquanto outros de sessenta ou trinta por um. Isso significa que as mudanças de vida geradas pela palavra podem ser mais abundantes e rápidas em uns do que em outros. Contudo, todos esses estão experimentando delas.

Conclusão

Concluindo a lição, diga:
Jesus contou essa parábola à grande multidão que o cercava na praia para conscientizá-la de quais os tipos de coração que ela poderia ter, ou seja, de como ela poderia reagir à mensagem do Reino que ele estava pregando.
Posto isso, pergunte:
1.  Qual é o seu tipo de coração? Qual foi e tem sido a sua reação diante da mensagem do Reino de Deus?
2.  Seu coração tem estado duro e fechado para a palavra de Deus?
3. Qual tem sido a sua reação diante das adversidades causadas pelo compromisso com a palavra?
4. Qual tem sido a sua reação diante das confrontações que você tem recebido da palavra quanto a abandonar o mundo com seus valores e práticas pecaminosos?
5.  Você tem visto frutos de arrependimento (mudança de atitude) em sua vida? Em que medida?

Desafio

Por fim, lance os seguintes desafios práticos:
• Sonde o seu coração com sinceridade e avalie de qual tipo ele é;
• Busque da parte de Deus o novo nascimento e um coração quebrantado e perseverante;
• Arrependa-se dos pecados dos quais você tem consciência.

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A parábola do semeador Reviewed by Aldenir Araujo on 5/14/2012 Rating: 5

Um comentário:

  1. Que palavra maravilhosa!!

    Que Deus continue a te capacitar mais e mais.

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