Princípes e não gafanhotos

Há pessoas que são como os dez espias de Israel. Eles eram príncipes, nobres, homens de valor. Foram escolhidos criteriosamente por serem homens fortes, inteligentes, líderes, representantes ilustres de suas tribos. Moisés os enviou para conhecer a terra prometida e depois, com relatos vivos, incentivarem o povo a lutar com galhardia na sua conquista. Eles foram. Passaram lá quarenta dias. Ficaram deslumbrados com a exuberância da terra. Era uma terra fértil, boa, que manava leite e mel. Era tudo quanto Deus já havia falado. Voltaram da jornada com os frutos excelentes da terra. Todavia na hora de dar o relatório, disseram a Moisés e ao povo que a terra era boa, mas devoram os seus habitantes; a terra manava leite e mel, mas eles não conseguiriam entrar lá; pelo contrário, morreriam no deserto, comendo pó, pois lá havia gigantes ameaçadores e imbatíveis, e, aos olhos deles, eles eram gafanhotos. Eram príncipes mas se sentiram diminuídos diante dos gigantes; eram nobres, mas sentiram-se desprezíveis; eram valorosos, mas sentiram-se como insetos; foram tomados por um sentimento doentio de auto-desvalorização e, consequentemente, de impotência.

Há hoje um batalhão de pessoas derrotadas pela síndrome de gafanhoto. Gente que se considera um inseto. Estes caminham pela vida cabisbaixo, vencidos, desanimados, desencorajados para a luta. Não crêem nas promessas de Deus. Só olham para as dificuldades, para os gigantes, e não para Jesus. São pessoas que vivem choramingando, entoando o cântico triste e amargo de suas derrotas antecipadamente. Acham que nada vai dar certo na vida, que não adianta lutar e que estão engajadas numa causa perdida e sem esperança. Há muitas pessoas que foram vencidas não pelo gigante das circunstâncias, mas pelo gigante de seus sentimentos turbulentos. Esses caminham pela vida catando como a galinha d'angola: "To fraco, tô fraco, to fraco". Eles dizem que nada vai dar certo, não vão conseguir, não adianta lutar, pois há gigantes no caminho.

Aqueles dez espias conseguiram contaminar todo o arraial de Israel com o seu pessimismo e toda aquela multidão se alvoroçou rebelada contra Moisés, insurgindo-se contra Deus, porque foi envenenada pela síndrome de gafanhoto. Toda aquela multidão perambulou quarenta anos no deserto, porque deu ouvidos à voz dos arautos do caos e não às promessas de Deus.

I) OS SINTOMAS DA SÍNDROME DE GAFANHOTO.

1. Senso de fraqueza - "Não poderemos subir..." (Nm 13.31).

2. Complexo de inferioridade - "...porque é mais forte do que nós." (Nm 13.31).

3. Arautos do caos - "E diante dos filhos de Israel infamaram a terra" (Nm 13.32).

4. Fraca auto imagem - "...éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos..." (Nm 13.33).

5. Visão distorcida da realidade - "éramos gafanhotos aos seus olhos" (Nm 13.33).

II) OS EFEITOS DA SÍNDROME DE GAFANHOTO.

1. Induz o povo ao desespero - "...e o povo chorou aquela noite" (Nm 14.1).

2. Induz o povo à murmuração - "Todos os filhos de Israel murmuravam..." (Nm 14.2).

3. Induz o povo a ingratidão - "...antes tivéssemos morrido no Egito" (Nm 14.2).

4. Induz à insolência contra Deus - "E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada..." (Nm 14.3).

5. Induz à apostasia - "Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?" (Nm 14.3).

6. Induz a amotinação - "Levantemos a um para o nosso capitão, e voltemos para o Egito" (Nm 14.4).

7. Induz à rebeldia contra Deus - "Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor..." (Nm 14.9).

8. Induz ao medo do inimigo - "...e não temais o povo dessa terra..." (nm 14.9).

9. Induz à perseguição contra a liderança instituída por Deus -"...toda congregação disse que os apedrejassem" (Nm 14.10).

III) O QUE FAZER QUANDO SE CONSTATA QUE O POVO ESTÁ AFETADO PELA SÍNDROME DE GAFANHOTO?

1. Quebrantar-se diante de Deus - "Então Moisés e Arão aciram sobre os seus rostos... e Josué e Calebe rasgaram as suas vestes..." (Nm 14.5 e 6).

2. Firmar-se nas promessas infalíveis da Palavra de Deus - "A terra pelo meio do qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa" (Nm 14.7).

3. Conhecer as estratégia de Deus para a vitória - a) "Se o Senhor se agradar de nós..." (Nm 14.8). b) "...o Senhor é conosco; não os temais" (Nm 14.9). c) "Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor..." (Nm 14.9).

IV) COMO DEUS TRATA A QUESTÃO DA SÍNDROME DE GAFANHOTO NO MEIO DO SEU POVO?

1. Deus traz livramento aos que crêem na sua Palavra - (Nm 14.10).

2. Deus mostra cansaço com a incredulidade do povo diante de tantos sinais do Seu favor e da Sua Bondade - (Nm 14.11).

3. Deus perdoar o povo em resposta à oração (Nm 14.20).

 

Pr. Hernandes Dias


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Princípes e não gafanhotos Reviewed by Aldenir Araujo on 1/24/2012 Rating: 5

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