3/26/2015

Páscoa - Verdadeiro Significado e Sentido

Páscoa - Verdadeiro Significado e Sentido
Texto: Êxodo 12:1-14, 17, 42-48 (No início ler v. 12,13)
Introdução
1. Na época da Páscoa, assim como na época de Natal, muitas tradições humanas tentam nos afastar do verdadeiro significado destas festas, assim como tirar o nosso foco daquele que dá significado a estas celebrações.
2. Na Páscoa fala-se muito do coelhinho da páscoa, ovos de páscoa e chocolate. Será que isso tem base bíblica?
Transição
(AT) “A celebração da Páscoa que foi instituída pelo próprio Deus, tem um significado muito profundo tanto para os judeus, como para nós cristãos”
(ST) “A Bíblia nos ensina alguns paralelos entre a Páscoa celebrada pelos israelitas no AT e o seu significado para nós cristãos”

I. Assim como na Páscoa os judeus comemoram a sua saída do Egito e libertação do domínio de Faraó, nós cristãos comemoramos a nossa saída do mundo e libertação do domínio de Satanás – Êxodo 12:17, 31, 42 com Efésios 2.1,2; Colossenses 1.13

1. O Egito simboliza o mundo, e Faraó, o rei do Egito, simboliza Satanás.
2. Assim como Deus libertou o seu povo do Egito e de Faraó, hoje ele pode te libertar do mundo, de Satanás e do pecado!

II. Assim como o cordeiro da páscoa deveria ser sem defeito, Cristo foi o cordeiro de Deus sem defeito e sem mácula – Êxodo 12.5 com 1 Pedro 1.19

1. Nas ofertas a Deus no AT os cordeiros deveriam ser sem defeito. Hoje, devemos também oferecer nossas ofertas ao Senhor sem defeito, ou seja, o melhor que pudermos: oferta financeira, de tempo, de serviço, enfim, a nossa própria vida.
2. Em João 1.29, João Batista disse que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

III. Assim como o cordeiro deveria ser imolado (morto, sacrificado), Cristo o nosso cordeiro pascal foi imolado (morto, sacrificado) – Êxodo 12.6b com 1 Coríntios 5.7 e João 12.24,27

1. Nenhum osso do cordeiro podia ser quebrado (v. 46). Embora Jesus tenha sido morto, seus ossos não foram quebrados (João 19.33,36)
2. A morte de Jesus é central no evangelho. Sem sua morte não haveria perdão, redenção e salvação. É pela sua morte que temos vida!
3. Jesus se sacrificou por nós a ponto de morrer. Até que ponto estamos dispostos a nos sacrificar por ele, por seu reino e por sua obra? Muitos querem apenas as bênçãos de Jesus, mas não querem se dar e se doar por Jesus!

IV. Assim como os israelitas deveriam comer todo o cordeiro, nós cristãos devemos aceitar e praticar todo o evangelho (toda a Palavra) e não apenas partes dele – Êxodo 12.10 com João 6.60, 66-69

1. Muitos só querem se beneficiar das bênçãos, mas não querem se comprometer com as exigências, só enfatizam os textos que falam de promessas, mas negligenciam os textos que nos chamam ao compromisso e renúncia.
2. Você tem “comido” todo o evangelho, ou somente parte dele (apenas aquilo que lhe interessa)?

V. Assim como os israelitas deveriam celebrar a Páscoa às pressas, preparados para partir, nós cristãos devemos viver preparados para se encontrar com Cristo – Êxodo 12.11 com Mateus 24.42-44; 25.10-13

1. Os pães asmos e as ervas amargas (v.8) significavam a mesma coisa.
2. O pão asmo (sem fermento) “servia para relembrar os israelitas de sua apressada partida do Egito, quando, sem esperarem que o pão fosse levedado, levaram consigo o fermento e as suas amassadeiras, cozendo o pão quando já estavam em peregrinação” (ver v. 34, 39).
3. “As ervas amargosas não foram chamadas por seus nomes individuais, mas certamente incluiriam a alface, a chicória, a salsa, o agrião, o pepino e o rábano silvestre … sendo facilmente preparáveis, relembravam os israelitas da pressa com que partiram do Egito, e não da amarga perseguição que ali sofreram” (O Novo Dicionário da Bíblia).
4. Você está preparado para se encontrar com Cristo, seja pela Sua vinda ou por nossa partida?

VI. Assim como o sangue do cordeiro livrou os israelitas da praga destruidora, o sangue de Cristo sobre as nossas vidas nos livra e protege de todo mal – Êxodo 12.7, 13

1. O sangue de Jesus tem poder!
2. Clame pelo sangue de Jesus sempre que necessário. Satanás não resiste ao poder do sangue de Jesus!

VII. Assim como os israelitas deveriam celebrar a Páscoa como estatuto perpétuo, nós cristãos devemos celebrar estas verdades para sempre – Êxodo 12.14 com 1 Coríntios 11.24b

1. Jesus disse: “… fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11.24)
2. Jesus instituiu a Santa Ceia para que estivéssemos sempre relembrando destas verdades. Daí a importância de se participar da Ceia do Senhor!

VIII. Assim como os estrangeiros e incircuncisos não podiam participar da Páscoa, aqueles que ainda não nasceram de novo e não foram batizados não devem participar da Santa Ceia do Senhor – Êxodo 12.43-48 com Marcos 16.16; 1 Coríntios 11.27-29

1. Assim como a circuncisão era um sinal de aliança no passado, o batismo nas águas é um sinal de aliança com o Senhor hoje.
2. Assim como a circuncisão era o rito de entrada para o povo de Deus no passado, hoje o batismo é o rito de entrada na igreja de Jesus.
3. Quem não se sente preparado para se batizar, também não está preparado para participar da Ceia do Senhor!
4. Você já nasceu de novo? Já foi batizado?
 
Conclusão
1. Ler Êxodo 12. 22,23 e explicar que assim como os israelitas, para ficarem protegidos, não deveriam sair da porta de sua casa (porque as ombreiras e as vergas das portas das suas casas haviam sido marcadas com o sangue do cordeiro imolado), assim nós não podemos sair de debaixo do sangue de Cristo para não ficarmos expostos aos ataques do Destruidor.
2. Infelizmente, muitos do povo de Deus estão saindo de debaixo da proteção do sangue do cordeiro (Jesus), e estão ficando completamente expostos ao Destruidor. Este não é o seu caso, não é?

3/24/2015

Pilares Edificadores Da Família

Pilares Edificadores Da FamíliaTexto: Colossenses 3:18-21

18 Vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos, como convém no Senhor.

19 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente.

20 Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor.

21 Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados.

 

Introdução:
         Estamos aqui nesta noite para falar-lhes de um assunto deveras importante. Importante para cada pessoa que se encontra aqui presente; é curioso virmos a uma conferência e tratarmos deste assunto. É como uma conferência de médicos que vão tomar como tema a importância do ar para a respiração e vida.
         Isso por si só seria um absurdo. É um absurdo vimos aqui nesta noite para tratarmos de um assunto, que ao meu ver, é de profunda relevância para a nossa vida em sociedade, para nossa vida em organismo vivo – que somo como humanidade constituída – e de como a família é o alicerce da Igreja.
         O tema que me foi proposto para abordar com vocês nesta noite tem sua significação, sua relevância e confesso que um tema por de mais pesado para mim. Sim, porque trata-se de um tema criteriosamente exigente e desafiador.
         O tema é enfático: “Pilares de edificação da família” – ora, chega até ser um tema redundante este tema – o que é um pilar? É aquilo que sustenta uma grande estrutura.  Então, devemos nos concentrar nisto nesta noite, espero que sejamos edificados, desafiados e constrangidos a fazer conforme nos ensina a Palavra de Cristo.
         Acho que a passagem que temos diante de nós diz tudo o que precisamos saber para abordamos este tema significativo. Temos aqui riquezas exegéticas singulares, temos aqui o mais puro ensino do evangelho de Cristo para cada um de nós, nesta noite, vamos até a lei ao testemunho, e vejamos a alva!

 

Considerações iniciais:

A carta: A presente carta que temos diante é uma resposta de Paulo a um relatório de um jovem pastor chamado Epafras que pastoreava aquela igreja. (Colossenses 1.7) para que o apóstolo Paulo e Timóteo (cap.1.1-3) corrigissem os problemas que a igreja tinha enfrentado.

Destinatários: A própria carta nos informa que ela se destina aos “santos e fiéis em Cristo, que estão em colossos” (1.2).

 

Data da carta: entre 50 e 55 AD.

Propósito: Acabar com o sincretismo religioso que estava presente na igreja de Colossos.

Diante disso consideremos mais de perto o trecho de nossa palestra nesta noite. Que verdades nós aprendemos aqui neste texto? Que pilares edificadores para a família nós encontramos neste texto? Vejamos:

I – O Pilar Da Submissão:

         Notemos aqui neste texto como Paulo aborda esta temática. É preciso compreender isso de forma muito clara, pois, a nossa sociedade pós-moderna tem ensinado que a mulher tem galgado um espaço significativo, e que por isso, não deve de forma se submeter a vontade de alguém do gênero másculo.
         Ou seja, temos visto o feminismo ser a bola da vez, o feminismo com sua perspectiva de igualdade ou como de igualitarismo tem se aferrado ao conceito de submissão e tem colocando-o em xeque. O que fazer com esta palavra?
         Será que submissão significa desprezar a mulher, significa relegá-la a um segundo plano? Será que é isto que Paulo está ensinando? Será que é isto que o evangelho nos ensina? Não!
         No grego temos a seguinte palavra: “u`pota,ssesqe” – hypotassesthe – este verbo  significa “sujeitar-se”. Algumas coisas são pertinentes neste texto:
a) é um verbo que está no tempo presente: e no grego a expressão sujeitar-se indica uma ação contínua – sempre vivendo de forma submissa, está é a ideia que temos no texto sagrado.
b) este verbo está no modo do imperativo: ou seja, a submissão não é optativa, mas é uma ordem. Paulo oferece as diretrizes para que uma família seja de fato edificada, é necessária que a mulher, a esposa, seja uma mulher sábia, e saiba viver sua submissão ao esposo.
c) O verbo está na voz passiva: isto significa que esta submissão é voluntariosa; pois, este é o conceito Paulino. E a resposta para esta submissão está no amor que é o vínculo da perfeição.
         A mulher não deve ser motivada pelo medo, ou pela insegurança a ser submissão ao seu marido, pelo contrário, o que deve motivar a submissão da mulher é ver no seu Marido a proteção, o afeto e carinho que este lhe reserva.
         Quero trazer uma palavra de alerta sobre este verbo. A submissão da mulher não significa que ela é o capacho do homem. Que deve ser alvo de desprezo longe disso. Por outro lado vocês mulheres devem levar em consideração um aspecto.
         Não permitir que o mundo lhes ensine o que não está na palavra de Deus. Notem o termo é submissão, significa ter uma missão abaixo; a mulher é chamada para ser auxiliadora idônea. Você tem uma missão que auxiliar seu esposo na criação do lar, na formação da família, você deveria está unida com seu marido, tratando-o com respeito, dignificando-o, honrando-o, somente assim teremos uma família realmente alicerçada, e profundamente estabelecida. É disto que as famílias precisam de mulheres sábias que saibam edificar sua casa. Que saibam levar a bom termo sua família e seu esposo pelos caminhos da graça que procedem do lar.
         Notem que a submissão é no Senhor, isto convém a Cristo que as esposas cristãs sejam submissas a seus maridos. Este é o ponto que precisa ser ressaltado em nossos dias, pois, se rebelar contra tal conceito é não considerar Cristo como profundo senhor da Igreja.

II – O Segundo Pilar É O Amor.

         Notem como Paulo segue a sequência de seu texto: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente”

Paulo agora se dirige aos maridos. Vocês querem saber qual pilar de fato edifica uma família. O amor. Simplesmente o amor. Notaram como o apostolo é enfático aqui neste texto? Paulo diz: Maridos. Amai – me surpreende o fato de que este imperativo não foi dirigido às mulheres. Tem uma razão? Sim. Os homens são os cabeças do lar; mas também a mulher tende a não aceitar a autoridade do marido no lar, e o marido tende a ignorar sua esposa.
         Aqui está o verdadeiro remédio pra os divórcios, para os conflitos, para as decepções – o amor que cura, e que restaura tudo; mas, preciso indagar, precisamos caminhar um pouco mais. Como o marido deve amar a sua esposa?
         Paulo nos responde isto no capítulo cinco de Efésios versículo 25 onde diz: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” – isso é de grande importância.
         Vivemos em uma cultura onde se diz que o amor é fazer sexo, onde amor é sentimentalismo, onde amor é eu buscar a felicidade e se importar comigo. Nossa, vejam como isso é diferente do evangelho de Jesus Cristo. Vejam como isso está longe do padrão de Deus. Notem o que implica quando um homem se une a uma mulher. Vejam como o padrão é alto demais para nós, para todos nós aqui.
         Você que ainda não casou já pensou sobre isso. Olhe como você deve amar sua futura esposa – do mesmo modo como Cristo amor a igreja. Não foi em vão que Paulo usou o verbo “avgapa/te” – agapate – que indica um amor sacrificial, no casamento, na família. Os maridos devem amar suas esposas com um amor que se doa, que se entrega, que está disposto a sofrer e a morrer pelo outro. Este é o alto conceito de família que temos.
         Como foi que Cristo amou a igreja? Ele se entregou por ela, a amou quando não havia beleza nela, a amou quando ela lhe dava as costas ao abraçar doutrinas estranhas, a amor mesmo sabendo que ela não tinha nada para oferecê-lo, ele amou a igreja naquela cruz, morreu por ela, e ressuscitou por ela, e a defende de seus inimigos, a ampara, cuida e zela pela igreja.
         Assim os maridos são desafiados pela palavra de Cristo nesta noite a amarem suas esposas. A amarem de forma incomensurável de uma forma inexplicável – um amor que não joga na cara as falhas, mas um amor que de fato perdoa, um amor que liberta, um amor que acolhe, um amor que une. Sim este amor faz com que o outro seja valorizado, seja notado, seja visto.
         Mas, o apóstolo não termina nestes termos ele continua e “não a trateis com amargura” (vs.19) “kai. mh. pikrai,nesqe pro.j auvta,jÅ”- kai me pikrainesthe pros autas -  notem como Paulo é pesado, o amor não se exaspera, não trata o outro com desprezo.
         A ideia do verbo pikrainesthe aqui é de alguém que ficou amargo, se tornou irritante, começou a tratá-la com descaso, desprezá-la. Note, que Paulo está falando isso para a igreja, não é para o mundo, não é para os descrentes, sim para os que são chamados de santos em cristo, são chamados de fiéis em Cristo Jesus.
         Quando o amor está ausente. O que resta é o desprezo e o sabor amargo da solidão. O divórcio chegou até o quarto dos casados e eles ficam em silencio se suportando quando na verdade deveria haver amor – um amor sacrificial presente por parte do marido.
         Matew Henri disse: “a mulher não foi tirada da cabeça do home para que não chegasse a pensar que poderia mandar no seu marido; também não foi tirada dos seus pés, para que este não achasse que tinha o direito de pisar nela; mas foi tirada do seu lado, perto do seu peito, para ser amada, protegida e ser o centro dos afetos de seu marido” – é precisamente isso que precisamos resgatar este é o pilar fundamental que precisamos em nossas famílias.

III – O Terceiro Pilar É A Obediência.

         O terceiro pilar edificador de uma família certamente é a obediência. Paulo toca neste ponto importante ao dizer: “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor” (vs.20).
         Chamo sua atenção para o verbo obedecer que aparece aqui no texto. No grego temos “u`pakou,ete” hypakouete – a ideia é de dar ouvidos, imagem como isso é importante. Pois, em nossos dias, os filhos dão ouvidos aos amigos, buscam conselhos com os amigos – amam mais os amigos do que seus próprios pais acham que seus pais não sabem de nada.
         A Bíblia diz que devemos obedecer aos nossos pais. Este é o pilar singular, pois, muitos de nossos jovens estão no mundo, estão nas drogas, estão nas sarjetas porque ignoraram este preceito claro da verdade de Deus – note Paulo diz: “em tudo obedecei a vossos pais”. Isso é importante. Isso é fundamental. Isso é bíblico. E por que?

a) justo ao Senhor: Deus ele quer de nós submissão aos nossos pais, porque somente assim termos uma família justa, honesta, e completamente equilibrada.
b) porque isso agrada a Deus: o grego usa a palavra “eucharistos” – boa graça. Ou seja, isso é agradável a Deus.

IV -  O Quarto Pilar É A Compreensão Dos Pais Para Com Os Filhos.

         O último pilar é fundamental. Cobramos obediência de nossos filhos, mas nos esquecemos que por vezes transformamos nossos filhos no que eles são hoje.
         Note o que está escrito aqui: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados” (v.21) – sabem porque muitos filhos não se aconselham com seus pais? Aqui está a razão. Os pais os peritos em acabar com toda a perspectiva, com todos os sonhos de seus filhos.
         O desprezo para com os filhos é gritante em nossa sociedade, vamos chorar e lamentar profundamente porque estamos perdendo os nossos filhos, porque nunca valorizamos seus estudos, suas tentativas, vivemos sempre chamando-os de incompetentes, que nunca serão alguém na vida, as vezes e quase sempre nos casamos com a igreja, vivemos para a igreja e esquecemos de nossos filhos, queremos prendê-los em nosso mundo, esquecendo-nos que eles tem os mundos deles.
         Não preparamos os nossos filhos para o mundo, antes os tiramos do mundo criamos um mosteiro espiritual e esquecemos que somos chamados para estimulá-los neste mundo


Autor: Pr. João Ricardo Ferreira de França