Vencendo o gigante da maledicência

Texto: Tiago 4:11,12

Você acha que falar mal dos outros pode transformar-se num hábito? Há algum problema nisso?

A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.

O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as pala­vras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma bênção! Contudo, o que é bênção pode transformar-se em maldição. Depende do uso.

Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a esta questão. Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (Mt 5.21,22). É preciso ter cuidado com a maledicência? A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua perso­nalidade (Tiago 3.2).

Breve Análise do Texto

O texto de Tiago pode ser entendido, basicamente, como uma divisão inde­pendente, sem muita ligação com o seu contexto. Porém, estes versículos re­tomam um dos temas preferidos de Tiago (1.19,26; 3.1 -12).

Parece que Levítico 19.16 – "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor" – está na mente de Tiago.

O texto é claro e a justificativa de Tiago para condenar a maledicência tam­bém o é: falar mal (julgar) de um irmão é falar mal (julgar) da lei. Esta é a tônica do versículo 11. 0 versículo 12 mostra que julgar é tarefa de Deus, não nossa. Nós não somos nem o Legislador, nem o Juiz; por isso, não temos nem o direito e nem a capacidade de julgar ou falar mal de quem quer que seja.

Tópicos para Reflexão

1. AMALEDICENCIA É PROIBIDA

Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na Lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (SI 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17), nos evangelhos (Mt 5.22), nas epístolas (Et 4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orienta­ções, admoestações e proibições quanto à maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina.

Sabemos que a lin­guagem é um meio fantástico para a comuni­cação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar (Tg 3.10).

Maledicência é difamação de alguém: fa­lar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Em lugar dis­so, devemos imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)".

Por que será que Deus proibiu a maledi­cência? Certamente porque ele sabe dos pre­juízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família. É bom lembrar que, quan­do nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de "não matarás".Pode­mos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.

2. A MALEDICÊNCIA TORNA VÃ A RELIGIÃO

"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refreara língua, antes, enganando o pró­prio coração, a sua religião é vã" (Tg 1.26). O cristão que deixa de refrear a sua língua enga­na o seu próprio coração, perdendo a auten­ticidade de sua espiritualidade.

A espiritualidade do indivíduo e a da co­munidade cristã não se mede pela intensida­de das práticas devocionais. Não é pelo tem­po gasto com oração e jejuns. Nem mesmo peio mero conhecimento das Escrituras. Além destas práticas, a espiritualidade é evidencia­da e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem "agradável, tem­perada com sal, para saberdes como deveis respondera cada um" (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).

Euclides Martins Balanci comenta que "o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na prática: não difa­mar o próximo".

Toda a prática religiosa cai por terra com a prática da maledicência. Tiago detecta a inco­erência de uma linguagem (religiosa) que ben­diz a Deus, mas amaldiçoa os homens – cria­dos à semelhança de Deus (Tg 3.9). Não adi­anta ser membro assíduo de uma igreja, frequentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no "louvor" da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nos­sa língua quanto à maledicência (Tg 3.10).

3. A MALEDICÊNCIA PRODUZ CONSEQÜÊNCIAS DESASTROSAS

Numa comunidade cristã, uma pessoa "linguaruda" causará terríveis danos à saú­de da igreja. Como já foi dito, a língua tem um potencial destruidor. A maledicência atin­ge o ser humano por inteiro. Ela também atinge a igreja atrapalhando o seu crescimento.

É necessário refletir sobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la. O apóstolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade (I Pe 3.10).

Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são consequências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar. Igrejas são divididas, famí­lias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras. É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas pala­vras, se proferidas maldosamente, têm consequências desastrosas. Sejamos cuida­dosos (II Tm 2.16,17).

4. A MALEDICÊNCIA PODE SER VENCIDA

Embora Tiago mostre que a língua "é mal incontido, carregado de veneno mortífero" (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida. O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei de nosso Deus. Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos. Sejamos "praticantes da Palavra, e não ape­nas ouvintes" (Tg 1.22). Apropriemo-nos de suas verdades, de "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama" (Fp 4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliará a evitar come­ter o pecado da maledicência.

Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo."Jamais alguém falou como este homem"‘(Jo 7.46). Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida. Nosso Senhor nunca precisou pe­dir desculpas por uma palavra mal coloca­da. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.

CONCLUSÃO

Portanto, concluímos que a maledicên­cia pode ser evitada; e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo. Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembre­mos que a maledicência é pecado condena­do por Deus. Ela produz consequências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.

Reflexão Pessoal

1. A sua família e igreja têm sido edificadas pelas palavras que saem da sua boca?

2. Você pensa bem antes de falar, ou é do tipo que afirma: "Quando vejo, já falei"? 0 que você deve melhorar em sua comunicação?

3. Você acha que as coisas que fala têm produzido nos não crentes uma boa impressão quanto à sua religião?

Autor: Pr. Josias Moura

Gostou desse esboço? Olha a novidade que tenho para você!

Eu preparei um e-book com 365 sermões selecionados criteriosamente durante meus mais de 20 anos de ministério. Organizei eles por livros bíblicos para simplificar a busca. Quero que você utilize livremente em suas pregações e possa transformar a vida das pessoas com a Palavra de Deus.

Se você deseja investir em seu ministério, ainda hoje, terá á  disposição Um Sermão para Cada Dia do Ano! Clique Aqui para adquirir seu livro.

Nenhum comentário

Os comentários deste blog são todos moderados, ou seja, eles são lidos por nós antes de serem publicados.

Não serão aprovados comentários:

1. Não relacionados ao tema do artigo;
2. Com pedidos de parceria;
3. Com propagandas (spam);
4. Com link para divulgar seu blog;
5. Com palavrões ou ofensas a quem quer que seja.

ATENÇÃO: Comentários com links não serão aprovados!