O Clamor por Reavivamento

Texto: Salmos 85:6 “Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?” Nota sobre o Autor: Robert M. McCheyne nasceu em 2...

Texto: Salmos 85:6

“Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?”

Nota sobre o Autor: Robert M. McCheyne nasceu em 21/05/1813, em Edinburgh, Escócia. Foi autorizado a pregar aos 22 anos, ordenado ao pastorado da Igreja de S. Pedro, em Dundee – Escócia, aos 23 anos e morreu 6 anos mais tarde. Ele raramente pregava fora da sua terra nativa. Também não escreveu livros e era extremamente frágil de saúde. Entretanto, o impacto do “profeta de Dundee”, como era conhecido, permanece até hoje. A História registra que toda a Escócia foi sacudida por ele, e com a sua morte, ela pranteou. A presente mensagem foi pregada por McCheyne durante seu breve ministério. Ela nos permite olhar o coração de um homem totalmente entregue ao seu Senhor, que experimentou um reavivamento pessoal e sabia quão necessária era esta mensagem para a Igreja.

 

Introdução

É interessante notar o contexto em que esta oração(Sl.85:6) foi feita. Era tempo de misericórdia. Tempo em que Deus conduziu muitos aos conhecimento de Cristo e cobrira muitos pecados (Sl 85:2) “Perdoaste a iniqüidade do teu povo; cobriste todos os seus pecados. (Selá.)”. Neste tempo eles começaram a sentir necessidade de outra visita de misericórdia.

O pedido desta oração foi “‘vivificar novamente”, ou , literalmente, “retornar a nos fazer viver de novo”. É a oração daqueles que receberam alguma vida, mas sentem necessidade de mais. Receberam vida pelo Espírito Santo. Eles sentiram o prazer e a excelência desta nova vida, divina vida. Eles suspiram por mais.

Seu argumento é: “para que Teu povo se alegre em Ti”. Eles rogam a Deus que faça isto pelo bem do Seu povo, para que a alegria deles seja completa no Senhor; no Senhor sua Justiça, no Senhor sua Força.

 

I. Quando esta Oração é Necessária?

1. Em Tempos de Apostasia

– Há tempos quando, como em Éfeso, muitos dos filhos de Deus abandonam seu primeiro amor. A iniquidade abunda e o amor esfria em muitos. Crentes abandonam sua íntima comunhão com Deus. Apartam-se da santidade e oram à distância com um véu entre eles. Perdem seu fervor, prazer e satisfação na oração secreta. Eles não derramam seus corações para Deus.

Eles perderam o conhecimento límpido de Cristo. Eles O vêem mas obscuramente. Perderam a visão da Sua beleza, o perfume do Seu bom ungüento, o tocar das suas vestes. Eles O procuram, mas não O acham. Eles não podem mover seus corações para se agarrar em Cristo.

O Espírito habita de forma escassa em suas almas. A água da vida parece quase esgotar-se dentro deles. A alma é sem vida e infrutífera. As corrupções são fortes; a graça é muito fraca.

O amor aos irmãos desvanece. A reunião de oração é desprezada. A pequena assembléia não parece mais bonita. A compaixão pelo inconverso é pequena e fria. O pecado não é reprovado, pesar de cometido embaixo dos seus olhos. Cristo não é confessado diante dos homens. Talvez a alma caiu em pecado e teme retornar; permanece longe de Deus, e habita no deserto. Ó! Este é o caso de muitos, eu temo. É um período temerariamente perigoso. Nada, senão a visita do Espírito Santo a suas almas, pode persuadi-los a voltar. Não é o tempo de orar: “Não tornarás a vivificar-nos?”

A alma do crente necessita da graça a cada momento. “Pela graça de Deus eu sou o que sou”(1Co. 15:10). Mas há momentos quando ela precisa mais dela. Assim como o corpo precisa de comida continuamente, mas em tempos de grande esforço físico, quando toda a força está para ser empregada, ele precisa do alimento ainda mais.

Algumas vezes, a alma do crente é exposta a perseguição. A acusação fere o coração ou ele lateja como o sal ardente sobre a cabeça. “Em paga do meu amor são meus adversários”(Sl.109:4). Às vezes os filhos de Deus nos reprovam e isto é ainda mais difícil de suportar. A alma está prestes a submergir.

Às vezes é a lisonja que tenta a alma. O mundo nos louva e somos tentados ao orgulho e à vaidade. Isto é muito difícil resistir. Às vezes satanás contende conosco, ativando corrupções temerárias, até que haja uma tempestade dentro de nós. Ó! Há alguma alma tentada ouvindo estas palavras? Jesus ora por ela. Você precisa de mais paz. Nada a não ser o óleo do Espírito alimentará o fogo da graça quando satanás está jogando água nele. Clame aos céus “Não tornarás a vivificar-nos?”

 

2. Em Tempos de Inquietação

– “Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao SENHOR que faz relâmpagos; e lhes dará chuvas abundantes, e a cada um erva no campo.”(Zc 10:1). Quando Deus começa um tempo de inquietação num lugar, quando o orvalho está começando a cair, então é tempo de orar, Senhor não retenhas Tua mão, dá-nos chuvas completas, não deixe nenhum secar. “Não tornarás a vivificar-nos?”

 

II. Quem Precisa de Reavivamento?

1. Os Pastores Precisam

– Como todos os homens, eles também são endurecidos de coração e incrédulos (Mc. 6:14). A fé que possuem vem toda do alto. Eles devem receber de Deus tudo que eles dão. A fim de falar a verdade com poder; eles precisam se apoderar dela. É impossível falar com poder de uma mero conhecimento intelectual ou mesmo de experiências passadas. Se formos falar com vigor, deve advir de um sentimento atual da verdade em Jesus. Não podemos falar do misterioso maná a não ser que tenhamos seu gosto em nossa boca. Não podemos falar da água viva a não ser que ela brote em nós. Como João Batista, nós devemos ver Jesus e dizer: “Este é o Cordeiro de Deus”. Devemos falar com Cristo face a face, como Estevão fez: “Eis que vejo Jesus em pé à destra de Deus”. Devemos falar como fruto do sentimento de perdão e acesso a Deus existente em nós, ou nossas palavras serão frias e sem vida. Mas como podemos fazer isto se não formos vivificados do alto? Pastores são mais expostos a ser abatidos do que outros homens. Eles são líderes e satanás adora quando um líder falha. Ó! que necessidade de um revestimento da plenitude de Cristo!

Ore, amado, que seja assim “Não tornarás a vivificar-nos?”

 

2. Os Filhos de Deus

– A vida divina é toda do alto. Eles não tem vida até que venham a Cristo. “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” (Jo. 6:53). Agora esta vida é mantida pela união com Cristo e pelo suprimento obtido, a cada momento, da Sua plenitude. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (Jo. 6:56).

Em alguns crentes esta vida é mantida por uma constante afluência do Espírito Santo. “Eu … a cada momento a regarei” Is. 27:3 – como o constante suprimento que o ramo recebe da videira. Estes são os mais alegres e mais justos cristãos. Outros tem enchentes do Espírito, carregando-os para mais e mais alto. Algumas vezes eles obtêm mais em um dia do que em meses anteriores. Num dia como este, a graça é como um rio; no outro, é como uma chuva de estação. Não obstante, em ambos os casos há necessidade de reavivamento. O coração natural é todo tendente a definhar. Como um jardim no verão, ele seca, a menos que seja aguado. A alma cresce débil. e sem vigor nas boas obras. Graça não é natural ao coração. 0 velho coração está sempre secando e definhando. Assim sendo, o filho de Deus precisa, continuamente, vigiar, como o servo de Elias, para a pequena nuvem sobre o mar. Você necessita estar continuamente perto da Fonte da água da vida, descansar na fonte da nossa salvação e beber dela. “Não tornaras a vivificar-nos?”

 

3. Os que Outrora Foram Despertados

– Uma gota caiu do céu sobre seus corações. Eles estremeceram, choraram e oraram. Mas as chuvas passaram e o coração de pedra parou de estremecer. O olho novamente fechou de sono; os lábios esqueceram de orar. Ah, quão comum e triste é este caso! O Rei de Sião levantou Sua voz neste lugar e chorou. Alguns que estavam em suas covas ouviram Sua voz e começaram a viver. Mas isso passou e agora eles começaram a naufragar, outra vez, da graça para a alma sem vida. Ah! este e um estado terrível! Voltar a morte, amar a morte e fazer mal a sua alma O que pode salvar tal pessoa, a não ser outro chamado de Jesus? “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.” (Ef. 5:14. Para o seu próprio bem, mais do que tudo eu oro: “Não tornarás a vivificar-nos?”

 

4. As Figueiras Infrutíferas

– Alguns de vocês foram plantados nesta vinha. Experimentaram sol e chuva. Você passou por todo este tempo de despertamento sem sofrer nenhuma mudança. Você ainda está morto, infrutífero, inconvertido e estéril. Ah! Não há esperança para você a não ser nesta oração.

Tempos ordinários não lhe moverão. Seu coração está mais endurecido do que de outros homens. Quanta. necessidade você tem de orar por uma profunda, pura e efetiva obra de Deus, e que você não seja ignorado. Muitos de vocês podem suportar o choque melhor agora, Muitos de vocês tem resistido a Deus e extinguido o Espírito. Ó, ore por tempos que removam montanhas. Ninguém a não ser o Todo-Poderoso Espírito, pode tocar seu coração de pedra. “Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina.” (Zc. 4:7) “Não tornarás a vivificar-nos?”

 

III. Sobre Quem o Reavivamento Vem?

É Deus quem deve nos reavivar de novo. Não é um trabalho humano. É todo divino. Se você espera que homens o façam, você receberá somente a imprecação de Jeremias 17: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço”.

O Senhor tem todos os homens em suas mãos. O Filho do Homem tem na Sua mão direita as sete estrelas. As estrelas são Seus ministros. Ele as exalta ou humilha, conforme Sua vontade soberana. Ele lhes dá toda Sua luz, ou Ele a tira delas. Ele as levanta e permite que brilhem, ou as mantêm no centro de Sua mão, como Lhe parecer melhor. Algumas vezes Ele as faz brilhar numa região do país, outras vezes, em outra. Elas brilham somente ao Seu comando. A estrela que se afasta dEle, é uma estrela cadente e Cristo irá lançá-la na escuridão para sempre. Devemos pedir a Cristo que faça Seus ministros brilharem sobre nós.

A plenitude do Espírito pertence ao Senhor. 0 Pai confiou todo o trabalho de redenção a Jesus, e por isso o Espírito é dado a Ele. “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer.” (Jo. 5:21) “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo. 5:26) .

É Ele que mantêm os Seus próprios filhos vivos dia a dia. Ele é a fonte da água da vida e Seus filhos repousam nas águas tranqüilas e bebem cada momento, vida eterna que provêm dEle.

É Ele quem derrama o Espírito, em Sua soberania, naqueles que nunca O conheceram. “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas ” (Zc. 12:10) . Na verdade, toda a obra, do início ao fim, é dEle.

Qualquer meio será vão, até que Ele derrame o Espírito. “Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e sarças, (Is. 32:13) … “Até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto; então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque” (Is. 32:15). Nós podemos pregar publicamente, e ir de casa em casa, podemos ensinar os jovens, e avisar o idoso, mas tudo será vão; até que o Espírito seja derramado sobre nós do alto, espinhos e abrolhos crescerão. Nossa vinha será como o jardim do preguiçoso. Nós necessitamos que Cristo nos desperte, que Ele mostre Seus braços como nos dias passados; que Ele possa derramar o Espírito abundantemente.

Os filhos de Deus deveriam argumentar com Ele. Coloque seu dedo na promessa e argumente: “Os aflitos e necessitados buscam água e não há, … Eu o Senhor os ouvirei” (Is.41:17). Diga a Ele que você é pobre e necessitado. Derrame suas súplicas diante dEle. Leve o seu vazio a Sua plenitude. Existe uma infinidade de suprimento em Cristo para toda sua necessidade e a cada momento que você necessitar.

Homens incrédulos, vocês estão dizendo, não existe promessa para nós. Mas existe, se vocês a receberem. “Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles.” (Sl. 68:28). Vocês são rebeldes? Vão e digam isso a Ele. Ó, se vocês estão dispostos a serem justificados por Ele e terem seus corações rebeldes transformados, vão e peçam-Lhe, e Ele lhes dará da água da vida. “Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras” (Pv. 1: 23). “. Vão e digam-Lhe que vocês são simples e escarnecedores. Peçam-Lhe que faça aquilo que Ele prometeu em Ezequiel 34:26 ” Delas (das minhas ovelhas) e dos lugares ao redor do meu outeiro eu farei bênção; farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênção.” Agora vocês não podem dizer que pertencem ao monte Sião, mas podem dizer que estão ao redor dele. Ó, clame : “Não tornaras a vivificar-nos?”

 

IV. Os Efeitos do Reavivamento

1. Os Filhos de Deus se Regozijam nEle

– Eles se alegram em Jesus Cristo. A alegria mais pura no mundo é a alegria em Cristo Jesus. Quando o Espírito é derramado, Seu povo se aproxima muito dEle e tem uma clara visão do Senhor Jesus. Eles comem Sua carne e bebem Seu sangue. Eles tem um apego pessoal ao Senhor. Eles provam que o Senhor é gracioso. Seu sangue e justiça se mostram infinitamente perfeitos, suficientes e libertadores para suas almas. Eles sentam sob Sua sombra com grande deleite. Eles descansam na Rocha. A defesa deles é a munição proveniente da Rocha. Eles repousam no Amado. Nele, eles encontram força infinita para suas almas; graça sobre graça, tudo que precisam em toda e qualquer hora de provação e sofrimento.

Então, vão através dEle, até o Pai. Nós nos alegramos em Deus, através do nosso Senhor Jesus Cristo. Nós encontramos uma porção lá, um escudo e uma grande recompensa. Isto nos concede uma alegria indizível e cheia de glória. Deus gosta de ver Seus filhos se alegrarem nEle. Ele se agrada em ver que toda nossa fonte provêm dEle. Então peçam-lhe isto. Orem para que Ele dê água ao sedento. Coloquem diante dEle todas as suas tristezas, alegrias, preocupações, consolos. Tudo deve ser falado para Ele.

 

2. Muitos se Unem a Cristo

– ” Quem são estes que vêm voando como nuvens, e como pombas às suas janelas?” (Is. 60:8). “E a Ele se congregarão os povos”(Gn. 49:10). Assim como todas as criaturas vieram para dentro da arca, assim também pobres pecadores vem em tempos como este. Lançando de si a capa (Mc. 10:50), suas aflições, eles procuram refúgio na arca Jesus. Ó, não há visão mais bela em todo o mundo.

 

3. Almas são Salvas

– “Não é este um tição tirado do fogo?” (Zc. 3:2). ” “… Não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (Jo. 5:24).

 

4. Deus é Glorificado

– ” Aquele que aceitou o Seu testemunho (de Cristo), esse confirmou que Deus é verdadeiro.” (Jo. 3:33). Ele confessa a santidade de Deus, Seu amor e graça. Sua boca se enche de louvor. “Bendize, ó minha alma, ao Senhor” (Sl. 103:1). Ele anela pela imagem de Deus., em confessá-lO diante dos homens, andar em Seus caminhos. Isto nos concede alegria no céu e alegria na terra. Ó, ore para que venham tempos como este.

 

5. Há um Novo Despertamento Naqueles que se Afastaram

– Se não tivermos tempos de derramamento do Espírito, muitos que antes buscavam a Cristo, mas voltaram atrás, perecerão de maneira terrível, porque eles se tomam piores do que eram antes. Algumas vezes, eles escarnecem e zombam de tudo isto. Satanás é o pior de todos, pois ele já foi um anjo, uma vez Assim também os que voltam atrás, tornam-se piores do que eram. Eles geralmente penetram mais profundamente na lama de pecados. Mas se Deus, graciosamente, derrama Seu Espírito, o coração endurecido se enternece. Ore por isso.

 

6. Pecadores são Despertados

– É triste quando pecadores são audaciosos em seus pecados, quando multidões abertamente não guardam o dia do Senhor e abertamente frequentam as tavernas. É um pecado horrível quando pecadores vivem em pecado e até sentam imóveis sob a pregação da Palavra, sem medo, e se opõem a orar diante de Deus. Mas se o Senhor se agradasse em reavivar-nos, este estado de coisas mudaria.

Estou certo de que seria uma visão fascinante vê-los indo acompanhados à casa de oração, ao invés de ir às tavernas ou antros de pecado e vergonha, que trarão ruína eterna as suas pobres almas. Seria doce ouvir o clamor das orações nos seus aposentos, ao invés de ouvir os sons de zombarias profanas, discursos duros e reprovações aos filhos de Deus. Muito melhor ver seus corações suspirando por Cristo, Seu perdão, Sua santidade, Sua glória, do que vê-los voltando-se para o mundo e seus ídolos vãos.

Ó, ergam seus corações ao Senhor por tempos como este. Peçam fervorosamente pela promessa, “… Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Jl. 2:28). Então, este deserto se transformará em um campo frutífero e seu nome será Jeová-Shammah, o Senhor está aqui.

Autor: Robert M. McCheyne

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